Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), reconheceu hoje (23) que a alíquota de 0,38% da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) é elevada para a atual conjuntura do país. O imposto é cobrada sobre toda movimentação bancária. "É uma alíquota considerada alta para a conjuntura econômica e financeira que estamos vivendo".Apesar disso, ele afirmou que não há "qualquer posição fechada" a respeito de um calendário de reduçãoprogressiva da alíquota do imposto.Esse é um dos pontos que sendo analisado pela base aliada, no conjunto de medidas compensatórias para aprovar, até o fim do ano, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prorroga a cobrança da CPMF até 2011. A PEC tramita no Senado Federal.Jucá ressaltou que a previsão dearrecadar R$ 40 bilhões com a CPMF, em 2008, consta daproposta orçamentária que já está no Congresso Nacional.Segundo ele, a área econômica tem estudado os impactos sobre o país com a diminuição dereceitas. "Sem dúvida háespaço para a desoneração, e esta posição do governo vai ao encontro dos pleitos do Senado. É claro que o governo não pode abrir mão de muita receita".