Secretário de Finanças argentino diz que alternativa do país é rolar dívida com FMI

20/11/2002 - 16h26

Rio, 20/11/2002 (Agência Brasil - ABr) - O secretário de Finanças do Ministério da Economia da Argentina, Guillermo Nielsen, afirmou hoje, na Cúpula de Negócios da América Latina, no Rio, que se não houver acordo com o FMI até fevereiro, a Argentina vai chegar a um nível de reservas que tornará difícil gerenciar a economia. Segundo ele, até maio não haverá reservas para cobrir vencimentos da ordem de US$ 9,5 bilhões. Para não chegar a maio de 2003 com reservas zero, o secretário admitiu que a alternativa mais óbvia seria não pagar. Nesse contexto, a idéia é rolar a dívida com o fundo.

O secretário mostrou confiança de que o acordo será fechado, mas não quis estabelecer prazos. Atribuiu a lentidão em selar o acordo às mudanças significativas ocorridas do próprio fundo em termos do gerenciamento das crises internacionais. Por outro lado, esclareceu que o que está sendo negociado são recursos para pagar organismos financeiros internacionais e não investidores privados. A Argentina tem ainda 60 dias para regularizar pagamento da dívida de US$ 800 milhões com o Banco Mundial (Bird), e Nielsen espera chegar a um acordo com o FMI.