Caixa receberá homenagem do Arquivo Nacional

20/11/2002 - 17h07

Brasília, 20/11/2002 (Agência Brasil - ABr) - A nova sede do Arquivo Nacional, um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do país em estilo neoclássico, será inaugurada hoje, com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso. Localizado no centro do Rio de Janeiro, o complexo de quatro edifícios, dispostos em forma quadrilátera, foi construído entre 1858 e 1866 e tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional.

Por mais de meio século, o edifício foi sede e fábrica da Casa da Moeda do Brasil, mas desde 1983, quando a instituição mudou-se de lá, estava totalmente abandonado, destruído pela ação do tempo e dos cupins. Em um ano e meio, foi totalmente restaurado e poderá ser aberto ao público em março de 2003. A reforma, no valor total de R$ 28,5 milhões, teve recursos da Caixa Econômica Federal e de outras empresas públicas federais (BNDES, Petrobras, Correios, Banco do Brasil, Furnas e Eletrobrás). O patrocínio da Caixa está dentro dos parâmetros da Lei Rouanet, que concede incentivos fiscais a empresas que contribuem para a cultura no país.

O presidente da Caixa, Valdery Albuquerque, os presidentes das entidades patrocinadoras e demais autoridades governamentais vão receber hoje a Medalha de Honra ao Mérito, concedida pelo Arquivo Nacional.

Todo o complexo do novo Arquivo Nacional poderá armazenar 130 quilômetros de estantes de documentos, livros, mapas, plantas, filmes e fotografias que contam a história do país. Lá, ficarão guardados os originais da Lei do Ventre Livre, da Lei Áurea, todas as Constituições do Brasil, e obras raras como o tratado de paz entre o rei dom João VI e Napoleão Bonaparte, entre tantos outros documentos. O Arquivo Nacional é o maior centro de preservação documental da América Latina que, há mais de 160 anos, preserva a memória oficial do país.

A restauração volta a destacar, na fachada principal, as colunas de seis metros esculpidas em rochas de gnaisse que emolduram as portas de jacarandá. As escadarias em granito, de 44 degraus, que levam ao segundo piso, também foram preservadas, bem como os tetos em abóbadas de aresta ou berço e algumas portas de ferro de até 50 cm de espessura. 

O pátio interno ganhou um anfiteatro de cerca de 360 lugares para produções culturais, como peças de teatro e shows de música clássica ou chorinho. Também foram reservados espaços para galerias, biblioteca, livrarias e um café. O projeto de restauração propiciará a expansão e o aperfeiçoamento dos serviços prestados pelo Arquivo Nacional.