Parlamentares defendem aprovação de pontos consensuais da reforma política neste semestre

22/02/2005 - 16h49

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A reunião de presidentes e líderes de partidos com os presidentes da Câmara e do Senado, Severino Cavalcanti (PP-PE) e Renan Calheiros (PMDB-AL), terminou, há pouco, com o compromisso de se aprofundarem as discussões para aprovação, ainda neste semestre, de pontos consensuais da reforma política. Segundo o presidente do Senado, a fidelidade partidária e o financiamento público de campanhas são os dois pontos em que é mais fácil chegar ao consenso.

Também foi levantada na reunião a possibilidade de se alterarem os regimentos da Câmara e do Senado para evitar o troca-troca de partidos. Para isso, bastaria "deixar claro que o resultado das eleições prevalecerá para a composição das comissões permanentes e o tempo de rádio e televisão a que os partidos têm direito", afirmou o deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO), relator da Comissão Especial da Reforma Política.

Caiado ressaltou que, de 2 a 16 deste mês, 42 deputados federais mudaram de partido, com o objetivo de aumentar as bancadas e influir na eleição dos presidentes das comissões permanentes da Câmara.

Ao sair da reunião, na residência do presidente do Senado, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, defendeu mais debates sobre a reforma política e se mostrou contra a instituição da cláusula de barreira. Por esta cláusula, os partidos seriam obrigados a ter no mínimo 5% dos votos válidos em eleições proporcionais e 2% dos votos em pelo menos nove estados, para ter representação no Congresso Nacional.