SP quer formalizar criação do maior aglomerado urbano da América Latina

09/08/2011 - 17h58

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O governo do estado de São Paulo quer formalizar até o final do ano a institucionalização do maior complexo aglomerado urbano da América Latina. A chamada macrometrópole paulista reúne 153 municípios do estado distantes até 200 quilômetros (km) da capital e tem mais de 15% da população do país.

A macrometrópole é a união das regiões metropolitanas da Baixada Santista, Campinas e São Paulo com todas as cidades das regiões de Jundiaí, Piracicaba, Sorocaba, São José dos Campos, Bragança Paulista e São Roque. Quase 30 milhões de pessoas vivem nessas áreas.

Um estudo da Empresa Paulista de Planejamento Urbano (Emplasa) lançado hoje (9) aponta que a região concentra 82% do Produto Interno Bruto (PIB) de São Paulo. Entretanto, segundo o secretário de Desenvolvimento Metropolitano de São Paulo, Edson Aparecido, ela concentra também grande parte dos desafios sociais do estado.

Por isso, disse Aparecido, o governo paulista pretende formalizar a criação da macrometrópole como uma área de interesses regionais. Assim, ele poderá planejar melhor políticas públicas para atender à população local. “Na área, estão os grandes desafios do estado. Há áreas muito ricas e muito pobres. Ao mesmo tempo, há um vazio institucional.”

Segundo Aparecido, o governo pretende enviar à Assembleia Legislativa, até dezembro, diferentes projetos para formalização de todas as regiões que formam a macrometrópole.

De acordo com ele, a previsão é que cada uma dessas áreas ganhe câmaras regionais de administração. Quando todas estiverem funcionando, ressaltou, poderão discutir políticas conjuntas de transporte, habitação e segurança, por exemplo. “Não há como produzir boas políticas se não for de forma integrada.”

Das nove regiões que vão compor a macrometrópole, a de São Paulo é a única já formalmente criada. No próximo dia 15, informou Aparecido, o governo vai instalar a câmara gestora da região e criar um fundo de desenvolvimento para financiar grandes obras para a área.

Edição: João Carlos Rodrigues