Novo livro de Lair Ribeiro esclarece dúvidas sobre reposição hormonal

20/09/2003 - 9h31

Brasília, 20/9/2003 (Agência Brasil - ABr) -"A reposição hormonal do jeito que está sendo feita hoje em dia é criminosa" é o que diz o médico cardiologista Dr. Lair Ribeiro. O médico está lançando o livro "A verdade sobre a reposição hormonal", com os médicos Maria Lúcia Nogueira da Silva e Roberto César Leite. O livro esclarece várias questões sobre a reposição hormonal e abrange desde a descoberta dos hormônios até a queda em sua produção.

O livro explica de forma didática as alternativas que existem para a reposição hormonal. Segundo o médico o problema está na indústria farmacêutica que criou produtos similares aos produzidos pelo corpo humano. "Essa indústria cria esses hormônios por que não pode patentear os que o corpo produz", comenta.

Antes que os ovários cessem por completo a produção de hormônios, o corpo produz uma série de efeitos como os fogachos, que são ondas de calor seguidas geralmente de suor frio, secura vaginal e a baixa libido. Afeta também o comportamento emocional com o sentimento de depressão, melancolia e desânimo. Para dar mais qualidade a essa fase da vida entra em cena a reposição hormonal.

A reposição hormonal utilizada atualmente gera polêmica. Alguns estudos levantam a possibilidade de que esse tratamento pode favorecer o aparecimento de cânceres de mama, útero além de outras doenças. Para Dr. Lair a alternativa é a utilização de hormônios bio-idênticos, que são criados em farmácia de manipulação com as características de cada pessoa.

Os laboratórios costumam avaliar a necessidade de reposição hormonal pelo exame de sangue. Para o Dr. Lair Ribeiro essa prática está ultrapassada. Segundo ele, esse exame não mede o estrogênio ativo, mas o que está contido no sangue. "Para o sangue carregar o estrogênio ele tem que se tornar hidrossolúvel e no sangue ele está ligado às proteínas", comenta. O exame mais eficaz mede o estrogênio pela saliva. Atualmente são poucos os laboratórios que fazem esse teste, normalmente a saliva é mandada para os Estados Unidos.

Alguns médicos utilizam a Fitoterapia – reposição com uso das plantas e alimentos naturais. Segundo o Dr. Lair nem tudo que é natural é segurança de qualidade. "Veneno de cobra é natural, nem por isso as pessoas injetam isso no corpo", comenta. Para ele os remédios devem ser feitos de acordo com a necessidade de cada organismo. "O corpo humano tem uma particularidade e não existe uma fórmula única que resolve todos os problemas".

Marquelle Antunes