Jacques Wagner diz que governo quer apuração sem mistura com ''projeto político-eleitoral''

17/06/2005 - 21h02

Spensy Pimentel
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - No início do Ato em Defesa do PT e da Democracia, o ministro Jacques Wagner, do Conselho de Desenvolvimento Social e Econômico, afirmou há pouco que "todo mundo (no governo) quer que se apure tudo, mas todo mundo quer que se separe o que é apuração do que é projeto político-eleitoral." E acrescentou: "Golpear não."

O ministro qualificou a saída do ministro José Dirceu da Casa Civil, anunciada ontem (16), como um gesto de desprendimento, humildade e coragem, que "mexe com a militância". Disse que "foi o maior exemplo de todos". A mensagem, de acordo com Wagner, seria: "Vou para a planície, esclareço tudo e, quem sabe, volto depois." O ministro falou também sobre a história do partido, relacionando-a à luta por ética na política.

Perguntado sobre se era a favor do afastamento do tesoureiro do partido, Delúbio Soares, e do secretário-geral, Sílvio Pereira, ele respondeu que não opinaria, por se tratar de uma decisão "de foro íntimo": "Cada um deve avaliar se ajuda mais ficando ou se afastando."

O salão onde acontece o ato está lotado. A administração da Casa de Portugal informa que cabem no local cerca de 1,5 mil pessoas. Ao subir ao palco, José Dirceu foi muito aplaudido.