Corpo de Niomar Bittencourt é cremado no Rio

01/11/2003 - 15h30

Rio, 1/11/2003 (Agência Brasil - ABr) - Depois de uma cerimônia íntima da qual participaram dez familiares, o corpo da jornalista e empresária Niomar Moniz Sodré Bittencourt, de 87 anos, foi cremado no Crematório do Caju, na zona portuária do Rio de Janeiro. Niomar sofria do mal de Alzheimer e ficou internada nos últimos dois meses no Hospital Samaritano, em Botafogo, onde morreu na manhã de sexta-feira, de falência múltipla dos órgãos.

Durante o velório, na capela Real Grandeza, do cemitério São João Batista, o filho de Niomar, Antônio Moniz Sodré Neto, disse que sua mãe deixa um legado para as novas gerações, não só na política, como nas lutas humanitárias e nas artes.

Filha de Antônio Moniz Sodré de Aragão, advogado, jornalista e deputado estadual, Niomar nasceu na Bahia, mas mudou-se cedo para o Rio de Janeiro, onde se casou com Paulo Bittencourt, filho do fundador do jornal "Correio da Manhã", Edmundo Bittencourt.

Com a morte do marido, em 1963, Niomar tornou-se dona do diário, que teve grande atuação na resistência ao regime militar, a partir de 1964. Em 1969, Niomar teve os direitos políticos cassados pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5), foi presa junto com outros jornalistas e absolvida no ano seguinte. O "Correio" deixou de circular em julho de 1974.

Junto com Raymundo Castro Maia e a embaixatriz e escultora Maria Martins, Niomar fundou, em 1951, o Museu de Arte Moderna (MAM), do qual foi diretora por dez anos.