Ministério pediu a Jamil Haddad para permanecer no cargo

25/08/2003 - 16h03

Rio - O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Jorge Solla, confirmou que pediu ao diretor demissionário do Inca, Jamil Haddad, que permanecesse no cargo e demitisse toda a diretoria do órgão. "Diante da crise instaurada no Inca, a posição do ministro da Saúde e do governo federal, foi pela mudança de todas as direções do Instituto. Solicitamos que Jamil Haddad permanecesse à frente do Inca e remontasse toda a equipe, mudasse todos os cargos de direção, dos hospitais, das coordenações e departamentos, mas que ele permanecesse à frente da Instituição com o apoio do Ministério da Saúde", declarou.

Segundo o secretário, três funcionários do ministério já estão trabalhando na feitura de um diagnóstico da situação para identificar quais as medidas necessárias para abastecer os serviços emergencialmente, para que a população não seja prejudicada. "Se forem necessárias compras emergências, elas serão feitas. É importante deixar claro que este desabastecimento não se deu por causa de problema financeiro. É importante chamar a atenção para o fato de que mesmo o ministro Humberto Costa tomando posse no início do ano e encontrando uma dívida de R$ 3 bilhões no Fundo Nacional de Saúde, que representa 10% do orçamento deste ministério, não deixou que nenhuma unidade do ministério sofresse com a falta de medicamentos", afirmou.

Jorge Solla revelou que um concurso para contratação de novos funcionários já vinha sendo preparado para o próximo ano. "Nós vamos estar acelerando os passos para que este concurso seja realizado para que, em breve, todo o quadro de funcionários do Inca seja um quadro permanente de funcionários do Ministério da Saúde".

Sobre a indicação de Walter Roriz para substituir Haddad, o secretário explicou que "ele está assumindo como substituto por indicação do doutor Jamil, mas o ministro da Saúde é que vai definir quem vai assumir a direção do Instituto".