Greenpeace faz protesto contra financiamento de Usina Nuclear Angra 3 em frente ao BNDES

25/04/2011 - 13h33

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Uma fumaça de cor laranja chamou a atenção de quem passava hoje (25) pela manhã, na Avenida República do Chile, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Manifestantes do Greenpeace simularam um acidente nuclear em frente à sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O ato, que durou cerca de uma hora, era um protesto contra o financiamento para a construção da Usina Nuclear Angra 3.

Os ativistas, vestidos como equipes de resgate em acidentes nucleares, carregavam cartazes com dizeres contrários à liberação do investimento. O grupo distribuiu máscaras para as pessoas que passavam pelo local durante o protesto. A manifestação foi acompanhada por policiais militares.

O coordenador de campanha de energia do Greenpeace, Ricardo Bitelo, assegura que no Brasil existem opções de geração de energia melhores e mais sustentáveis do que a nuclear.

“Nós temos no Brasil outras opções muito mais sustentáveis de energia, mais baratas, mais limpas e que podem ser construídas mais rapidamente, que são a energia eólica, a energia de biomassa e a energia solar. O Brasil não precisa de energia nuclear e a construção de Angra 3 apresenta um grande risco para a população do Rio de Janeiro e para a população brasileira”, disse.

Segundo Bitelo, a data do protesto foi escolhida para relembrar o pior acidente nuclear que o mundo já assistiu, em Chernobyl, no Norte da Ucrânia. Amanhã (26), o acidente completa 25 anos, mas, segundo ele, continua a fazer vítimas. “Nós temos um histórico de 90 mil mortos por câncer que pode vir a aumentar futuramente.”

O ativista disse ainda que o Greenpeace já procurou a direção do banco para pedir suspensão do financiamento de R$ 6,1 bilhões destinados às obras da usina em Angra.

A assessoria de imprensa do BNDES não comentou sobre o protesto e se limitou a informar que a liberação do dinheiro para a construção da usina foi aprovada em dezembro do ano passado.

 

Edição: Lílian Beraldo