Dilma diz ao rei Juan Carlos I que superação da crise depende de ação coordenada dos países ricos

04/06/2012 - 17h26

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Após encontro, hoje (4), em Brasília, com o rei da Espanha, Juan Carlos I, a presidenta Dilma Rousseff disse que é preciso uma ação coordenada entre os grandes atores da economia global, e não apenas entre os emergentes, para superação da crise financeira internacional e a retomada do crescimento. Por sua vez, o monarca demonstrou esperança nas políticas de reforma do governo espanhol.

Em discurso antes do almoço com o rei Juan Carlos I, Dilma Rousseff disse que a retomada do crescimento em nível global não pode depender apenas de medidas adotadas pelos países emergentes. "Em um momento de crise, é fundamental insistir em uma ação coordenada e solidária entre todos os grandes atores da economia mundial, em especial uma ação coordenada e solidária entre os próprios países da Europa", afirmou.

“Será essa a mensagem que o Brasil levará à Cúpula do G20, a afirmação da importância do crescimento econômico e, simultaneamente, a tomadas de medidas na área dos esforços macroeconômicos de estabilidade”, completou Dilma. A presidenta disse ainda acreditar que os esforços para superar a crise europeia serão “muito bem-sucedidos”.

O rei da Espanha classificou como “profunda” a crise econômica e financeira que, segundo ele, “afeta e golpeia todos os países da União Europeia”. Juan Carlos I disse que seu país tem apresentado empenho e determinação para superar a crise. “A economia espanhola tem fundamentos sólidos. Nossas contas com o exterior e nossas contas públicas se equilibram com rapidez. O governo está também fazendo reformas que não demorarão a dar frutos”, disse, durante o discurso.

A presidenta Dilma Rousseff defendeu, como medidas para enfrentar a crise, a criação de empregos, os esforços para acabar com a pobreza e ainda a promoção da justiça social. Ela também destacou a preparação brasileira para o caso de haver acirramento da crise internacional.

"O Brasil também está se preparando para ter, ante o acirramento das crises e de processos recessivos na economia internacional, uma política pró-cíclica de investimento. Nós temos imensas oportunidades, tanto na área de infraestrutura, transporte, energia e telecomunicação”, explicou.

Edição: Davi Oliveira