Brigadistas que combatem incêndio no Chile trabalham em condições inadequadas, diz sindicalista

11/01/2012 - 17h29

Roberta Lopes *
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Sindicato dos Trabalhadores da Corporação Nacional Florestal do Chile (Conaf) informou hoje (11) que os brigadistas que combatem os incêndios no Parque Nacional Torres de Paine, na Patagônia chilena, estão trabalhando em condições inadequadas de trabalho e sem os equipamentos corretos.
  
O presidente do sindicato, Jorge Martínez, comentou sobre várias declarações de dirigentes da corporação, que asseguraram que os brigadistas dispõem de equipamentos de nível internacional. Apesar disso, em visita ao parque, ele disse que pôde constatar que os brigadistas estavam trabalhando há 12 dias em condições deploráveis, cansados, com alimentação inadequada e com medidas de segurança insatisfatórias.  

Sobre o caso dos sete brigadistas mortos em Carahue, um dos locais onde há focos de incêndio, Martínez afirmou que, se eles estivessem usando capas de alumínio, muitas vidas poderiam ter sido salvas. De acordo com Martínez, essa tecnologia não está disponível no Chile.
  
Nos primeiros dias do ano, o sindicalista alertou que os equipamentos usados pelos trabalhadores eram precários. Além disso, ele disse que foi reduzido o orçamento da corporação para 2012 e que o número de brigadistas por batalhão também diminuiu.

Os focos de incêndio no Chile começaram no fim do ano passado e há suspeitas de que o fogo tenha sido causado por uma ação criminosa. Em pouco mais de dez dias, 50 mil hectares de florestas foram queimados.

Pelos dados oficiais, cerca de 700 brigadistas, incluindo soldados do Exército chileno e voluntários da Argentina e do Uruguai, trabalham para combater o incêndio. O Brasil também enviou 50 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para ajudar a conter os focos de incêndio.

* Com informações da Telesur
Edição: Nádia Franco