Denúncia do Ministério Público confirma relatório da CPI dos Correios, diz líder tucano

11/04/2006 - 21h16

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A decisão do procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, de denunciar ao Supremo Tribunal Federal 40 pessoas que estariam envolvidas no esquema que ficou conhecido como "mensalão" confirma o relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios. A opinião é do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM). "E o fim da comissão parlamentar de inquérito significa o começo de uma investigação mais profunda", complementou.

Arthur Virgílio disse ainda que o procurador-geral da República é "uma pessoa consciente e conseqüente", que, em muitas vezes, foi "injustiçada" por parlamentares até mesmo do partido dele, o PMDB, "como se tivesse sido colocado no caso para engavetar denúncias".

As denúncias do Ministério Público foram baseadas em investigações iniciadas em 2005 sobre o suposto esquema de pagamento de mesadas a parlamentares. Cabe agora ao Supremo julgar se essas denúncias têm procedência ou não.

Entre as 40 pessoas acusadas pelo Ministério Público de participação no esquema que ficou conhecido como "mensalão", a Câmara dos Deputados absolveu cinco deputados: João Magno (PT-MG), João Paulo Cunha (PT-SP), Romeu Queiroz (PTB-MG), Professor Luizinho (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT).