Redução no consumo de açúcar retarda o envelhecimento

07/01/2004 - 13h27

Rio, 7/1/2004 (Agência Brasil - ABr) - Uma dieta alimentar que retarde o envelhecimento físico e mental, aliada ao tratamento estético, é a base do trabalho do endocrinologista Tércio Rocha, do Rio de Janeiro. A dieta pela qualidade de vida ou "pro age" é desenvolvida há 10 anos e seus efeitos acompanhados em 70 pacientes que unem a alimentação equilibrada, com reposição de vitaminas, e tratamentos estéticos periféricos.

A proposta do trabalho é a ingestão combinada de alimentos com índices glicêmicos (relacionados as taxas de açúcares) baixos e indíces proteicos altos como forma de evitar o envelhecimento precoce não só estético, como celulite, acne, rugas, papadas, barriga, pele ressecada e flácida; mas de perda de vitalidade sexual, força muscular, capacidade de trabalho, memória, casos de depressão, pressão alta, diabetes tipo 2, osteoporose e câncer, O resultado é a conquista da saúde que se reflete na vitalidade da pele.

Segundo Rocha, o objetivo é que por meio da alimentação se possa desacelerar o processo de envelhecimento, preservando-se as estruturas nobres da pessoa. A metodologia se baseia numa dieta que prevê cinco refeições diárias, com a eliminação de doces, alimentos industrializados, refrigerantes, farinhas refinadas presentes em pães e biscoito, batatas, inhame, aipim e frutas como uva, banana e manga.

O uso de azeite é recomendado em geral, tanto nas saladas, legumes e verduras, como no preparo de outros pratos, assim como azeitonas, arroz integral, grãos, um copo de vinho tinto no jantar, clara de ovo, soja, proteína texturizada de soja, carnes vermelhas magras duas vezes por semana, frango três vezes por semana. O consumo de peixe, não sendo frito, é recomendado, especialmente, os que contém ômega 3, como salmão, atum, sardinha, anchova, mas também os de água doce.

Para o médico, nos últimos anos houve um desarranjo na vida em sociedade, fato que levou a uma mudança de hábitos alimentares, fazendo com que as pessoas se hidratem menos e consumam mais açúcares e gorduras saturadas, que são os principais agentes da comida "fast food". Rocha diz que "o ser humano perdeu a responsabilidade com seus descendentes", o que pode ser verificado pelo grande número de crianças obesas e com dificuldade de aprendizado.

Rocha lembra ainda que o açúcar envelhece e está embutido na composição de diversos alimentos. Ele explica que os altos índices glicêmicos provocam um processo inflamatório generalizado nos vasos sangüineos, afetando mais os capilares terminais (de menor calibre), o que leva a acidez do tecido, provocando rugas, ressecamento e flacidez da pele e celulite.