Presidente da Índia destaca possibilidade de aumentar cooperação comercial

14/04/2008 - 17h08

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Durante sua primeira visita a um país estrangeiro, a presidente da Índia, Pratibha Patil, discutiu na manhã de hoje (14), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), as possibilidades de aumentar a cooperação comercial com o Brasil. A Índia, de acordo com a Fiesp, é a 12ª economia do mundo e desde 1991 tem registrado crescimento de 5% ao ano.Segundo Patil, o comércio bilateral com o Brasil quase triplicou nos últimos três anos, chegando a US$ 3,1 bilhões em 2006. "Estamos determinados a conseguir chegar aos US$ 10 bilhões em 2010", disse, ao lembrar que os dois países "são  economias grandes em crescimento – as sinergias e as complementaridades podem ser exploradas para o benefício do mundo".Ela lembrou que os fundamentos econômicos da Índia são muito fortes, os investimentos estão crescendo e a mão-de-obra tem se tornado mais eficiente ao longo dos anos. "Nós estamos confiantes de que teremos taxas de crescimento de 9% nas próximas três décadas", afirmou. Segundo a presidente, já existem oportunidades de cooperação econômica entre os dois países e o objetivo é explorar essa confiança.O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, destacou que os dois países também são parecidos com relação a problemas como educação, saúde, segurança, ciência e desenvolvimento sustentável. “O encontro representa passo importante para que em um intercâmbio livre e independente possamos estreitar e promover a discussão e a troca de experiências para ultrapassar essas barreiras”.Os dois países, afirmou, têm grande potencial de cooperação nas áreas científica e tecnológica. Segundo Skaf, a Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio continua entre as prioridades da Fiesp: “É muito importante que saibamos combater com firmeza qualquer tentativa de enfraquecimento de cooperação entre Índia e Brasil no âmbito do G20 [grupo de países em desenvolvimento que inclui o Brasil]. Vamos praticar o diálogo e nos entender na defesa dos interesses maiores de nossos países.”O vice-presidente da Fiesp, Roberto Gianetti da Fonseca, lembrou que os dois países comercializam entre si produtos como aviões, tecnologia de informação, farmacêuticos, automóveis, siderúrgicos, mas ainda podem se aprofundar em temas como energia e alimentação. “O Brasil é um país de grandes possibilidades de produção de alimentos e na energia, tanto na renovável quanto na de gás de petróleo, pode ser e é hoje um grande parceiro da Índia”, disse.