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Estudo aponta que jovens dispensam camisinha em relacionamento estável

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Uso da camisinha protege contra infecção que causa infertilidade

Criado em 08/02/13 11h21 e atualizado em 08/02/13 11h41
Por Alana Gandra Edição:Tereza Barbosa Fonte:Agência Brasil

Distribuição de preservativos
DSTs são consideradas pela Organização Mundial da Saúde a principal causa evitável da infertilidade de homens e mulheres (Fernanda Mafra/Pref. Olinda/CC)

Rio de Janeiro - No período do carnaval as pessoas não devem prescindir do uso da camisinha para se proteger de doenças como a clamídia. Desconhecida do grande público, a doença sexualmente transmissível é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa evitável da infertilidade de homens e mulheres, em todo o mundo. Segundo o presidente regional da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica do Rio de Janeiro, Hélio Magarinos Torres Filho, a doença afeta principalmente as mulheres.

De acordo com a OMS, ocorrem 92 milhões de novos casos da infecção a cada ano. A preocupação, acentuou, é que essa doença acomete mais a população jovem. No Brasil, cerca de 10% das jovens na faixa de 15 anos a 24 anos, atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são identificadas com a doença, de acordo com estudo elaborado em 2011 pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. “Como é uma doença sexualmente transmissível, [a clamídia ataca mais as pessoas que têm] múltiplos parceiros. Por isso, acomete pessoas mais jovens”, disse Magarinos.

Especialista em reprodução humana pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e membro da Rede Latino-americana de Reprodução Assistida (Redlara), Márcio Coslovsky explicou que a clamídia é um micro-organismo, transmissor de uma bactéria que acomete casais em plena atividade sexual. É uma infecção sem aparência nas meninas. “Não aparece no preventivo, no exame de sangue comum. Não dá ardência, não dá mau cheiro nem dá secreção vaginal exagerada. A pessoa simplesmente não sabe que tem [a doença]”, disse.

Hélio Magarinos confirmou que a infecção é pior na mulher porque vem, em geral, sem sintomas. “Na mulher, preocupa um pouco mais por causa disso”. Ele advertiu, contudo, que a clamídia só vai causar infertilidade depois de um tempo de infecção. “Ela começa a sair do útero e vai para as trompas [onde pode causar danos por obstrução ou aderência]. Isso é que pode causar infertilidade na mulher”. A clamídia é causada pela bactéria 'Chlamydia trachomatis'.

Segundo a OMS, a doença responde por 25% das causas de infertilidade, sendo 15% nas mulheres e 10% nos homens. Márcio Coslovsky explica que a doença só é descoberta “anos depois, quando [o casal vai] tentar a gravidez e não consegue”. O tratamento é feito com antibióticos e pode reverter a infertilidade se o diagnóstico é feito em tempo hábil.

Magarinos informou que há dois tipos de exames para detectar a clamídia: a pesquisa de anticorpos no sangue, e o de secreções genitais, que é feito por biologia molecular na uretra, no homem, e no colo uterino, na mulher. O exame de secreções captura fragmentos do DNA da clamídia nas amostras.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, cerca de 2,8 milhões de americanos estão infectados com clamídia e não sabem. Márcio Coslovsky estimou que no Brasil o número pode ser a metade disso, tomando por base a população de jovens na faixa dos 17 aos 26 anos, com vida sexual ativa. Não há números catalogados, entretanto, frisou.

Ele recomendou que o exame para detecção de clamídia deve ser feito duas vezes por ano, especialmente por mulheres e homens jovens, com vida sexual ativa. “Já faria muita diferença”. A precaução, insistiu, continua sendo o uso de camisinha, ainda mais nessa época do carnaval.

Edição: Tereza Barbosa

 

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