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Se não forem tratados no início da infância, problemas de sono podem persistir na vida adulta

Criado em 01/03/16 11h08 e atualizado em 01/03/16 11h12
Por Enciclopédia da Infância

O desenvolvimento do sistema de sono e vigília e a estabilização do sono noturno representam um processo significativo na primeira infância. Os estudos mostram que a taxa de estabelecimento de um ritmo estável de sono-vigília a cada 24 horas varia muito. Algumas crianças podem atingir um padrão confortável enquanto outras podem lutar para desenvolver uma rotina. Pode haver muitas razões para isso. O ritmo é regulado por pistas temporais e também por fatores biológicos e ambientais. Os fatores ambientais incluem alternância de luz e escuro, nível de ruído, relação mãe-bebê e dor.

O quanto esses fatores desempenham um papel varia significativamente dependendo do desenvolvimento da criança. Em bebês e crianças com desenvolvimento típico, o temperamento, o tipo de apego, o estresse parental e a depressão materna associam-se a problemas de sono. Em bebês com desenvolvimento atípico, os problemas de sono são atribuídos frequentemente a anormalidades neurológicas ou físicas.

Dificuldades de sono podem afetar negativamente o comportamento das crianças. Crianças que têm sono interrompido ou insuficiente podem ser menos capazes de inibir suas respostas emocionais. Isto pode torná-las mais propensas a explosões de impulsividade ou violência. Sono e vigília relacionam-se ao desenvolvimento psicossocial de bebês prematuros tanto de forma direta, por meio de efeitos sobre a responsividade e o desenvolvimento do cérebro do bebê, quanto indireta, por meio de efeitos sobre os tipos de estimulação social que os bebês prematuros recebem. 

O que sabemos?

- O estabelecimento da alternância dia/noite depende da maturidade do cérebro da criança e do ambiente – por exemplo, sons, temperatura, rotinas e ambiente familiar.
-  O sono do bebê é constituído por períodos alternados de agitação (respiração rápida e irregular, agitação, choro breve, movimentos oculares) e de calma (respiração lenta e regular, poucos movimentos oculares).
-  À medida que crescem, as crianças dormem menos: Recém-nascidos dormem cerca de 16 horas por dia. Por volta dos 3-4 meses de idade, os bebês dormem mais à noite e permanecem mais tempo acordados durante o dia. Uma criança com 1 ano de idade dorme cerca de 6 a 8 horas por noite, com duas ou três interrupções breves. Aos 5 anos de idade, a criança dorme cerca de 10 a 12 horas por noite.
- De 20% a 30% das crianças entre 0 e 3 anos de idade dormem mal (acordam frequentemente, choram, têm dificuldade de voltar a dormir, fazem solicitações repetidas etc.).
- Se não forem tratados no início da infância (0 a 5 anos), os problemas de sono persistirão por muito tempo.
-  Dormir mal nos primeiros anos de vida tem efeitos negativos sobre o desenvolvimento cerebral, o crescimento físico, o comportamento, o estado de humor, as emoções, a memória, o sucesso na escola e o bem-estar dos pais e da família.
- A qualidade do sono da criança é influenciada nao só por seu temperamento, mas também pelo temperamento dos pais, pelas relações pais-filhos, por doenças, dor, estresse, etc.
- Se os pais permitem que a criança durma com eles, ou tentam confortar muito a criança na hora de dormir e quando ela acorda à noite – por exemplo, ficando com a criança até que ela adormeça novamente –, podem criar e agravar problemas de sono.
- Colocar os bebês para dormir de barriga para cima, amamentá-los, e ter cuidado para que não fiquem expostos a fumaça de cigarro são formas de reduzir o risco da síndrome de morte súbita.

 É importante que os pais fiquem atentos a sinais de problemas de sono (como roncar, acordar frequentemente durante a noite, ficar sonolento durante o dia, etc.). E também:

ao ambiente da criança;

Desde os primeiros dias:
- Garantir que haja alternância entre luz natural e escuro para habituar a crianças ao esquema noite/dia.
- Manter as atividades em uma rotina regular – por exemplo, refeições, hora de brincar, hora de dormir e de levantar de manhã.
- Estabelecer hábitos de sono adequados às necessidades individuais da criança, bem como à situação e à cultura da família

ao comportamento da criança na hora de dormir e ao cansaço da criança;

Desde os primeiros meses, ajudar a criança a desenvolver o hábito de se acalmar sozinha na hora de dormir.
- Ajustar o horário de dormir de acordo com o momento em que a criança adormece naturalmente.
- Quando a criança não consegue dormir, tirá-la da cama e mantê-la acordada.

à forma pela qual os pais lidam com o sono de seus filhos;

- Assegurar-se de que suas expectativas são realistas para a idade da criança.
- Antes da hora de dormir, realizar atividades calmas e agradáveis.
- Estabelecer regras claras sobre a hora de dormir e garantir que a criança as respeitem (a partir de 3 anos de idade).
- Manter as intervenções, ainda que pareçam inicialmente estar agravando o problema.

Procure um médico se houver problemas de sono que persistem mesmo depois de intervenções continuadas e supervisionadas e a indícios que exijam atenção médica imediata, tais como pausas temporárias na respiração durante o sono.

Creative Commons - CC BY 3.0

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