Farmácia popular pode ser instalada em sede de entidades representativas de aposentados

13/04/2006 - 11h26

Juliana Andrade
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Entidades representativas de aposentados e pensionistas podem firmar parcerias com o governo federal para instalar farmácias populares nas próprias sedes. O anúncio foi feito hoje (13) pelo ministro da Saúde, Agenor Álvares, em entrevista coletiva às emissoras de rádio da Radiobrás (Nacional AM de Brasília, Nacional da Amazônia e Nacional do Rio de Janeiro).

Segundo o ministro, o objetivo é facilitar o acesso de idosos a medicamentos vendidos a preço de custo. "Visamos, basicamente, duas coisas: a facilidade de acesso para ele [idoso] buscar seu medicamento e a economia em função do custo do medicamento que, muitas vezes, sai a um valor até 90% mais barato", explicou.

As entidades interessadas em participar do Programa Farmácia Popular do Brasil podem entrar em contato com o Ministério da Saúde e pedir o credenciamento. Com a adesão, estarão aptas a instalar as farmácias, que vão repassar à população medicamentos a preço de custo, comprados pela Fundação Oswaldo Cruz.

A assessoria do ministério informou que as unidades contarão com pelo menos 95 itens de remédios, além de farmacêuticos e outros funcionários qualificados para orientar o usuário sobre o uso correto da medicação. Para comprar os remédios, é preciso apresentar receita médica.

Atualmente, o programa funciona por meio de convênios entre o governo federal e estados, municípios ou entidades filantrópicas. Em todo o país, há cerca de 130 farmácias populares em funcionamento.

No dia 23 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a expansão do programa, que passou a contar com a parceria de farmácias e drogarias privadas. Nos estabelecimentos que aderiram ao Farmácia Popular, podem ser comprados medicamentos contra diabetes e hipertensão a preços até 90% mais que os cobrados no mercado.

Essa era uma reivindicação da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap). O presidente da confederação, Benedito Macedo, disse no mês passado que o governo, com convênios para implementação de farmácias populares nos municípios com entidades de aposentados, "com certeza, não iria ocorrer o que está acontecendo hoje, que é a desorganização e a falta de remédios nas prateleiras".