Rebelo vai conversar com todos os líderes para tratar da MP do mínimo

01/06/2004 - 23h56

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, fará amanhã uma verdadeira peregrinação pelos gabinetes das lideranças dos partidos da base aliada para tratar da votação da Medida Provisória que elevou o salário mínimo para R$ 260. Durante as conversas, o ministro Aldo Rebelo irá tentar convencer os aliados da importância de aprovar nesta quarta-feira a MP sem qualquer alteração.

A decisão do ministro de fazer a peregrinação foi em face da base aliada ter decidido antecipar a votação da MP, que estava prevista para a próxima semana. Com a antecipação da votação, muitas reuniões dos partidos da base serão realizadas nesta quarta-feira para discutir a votação da MP e também para que os partidos se posicionem sobre a matéria.

A pauta de reuniões do ministro prevê o primeiro encontro com o líder do governo, deputado Professor Luizinho(PT-SP), às 9 horas. Às 9h15, a reunião será com o líder do PMDB, deputado José Borba(PR); às 9h30, com o líder do PP, deputado Pedro Henry(MT); às 9h45, com o líder do PTB, José Múcio(PE); às 10 h., com o líder do PL, Sandro Mabel(GO); às 10h15, com o líder do PPS, Júlio Delgado(MG); às 10h30, com o líder do PCdoB, Renildo Calheiros(PE); às 10h45, com o líder do PT, Arlindo Chinaglia(SP), às 11 horas, com o líder do PSC, Pastor Amarildo(TO); às 11h15, com o líder do PSB, Renato Casagrande(ES); às 11h30, com o líder do PDT, Dr. Hélio(SP); e às 11h45, com o líder do PV, Sarney Filho(MA).

O presidente da Câmara, deputado João Paulo(PT-SP), convocou sessão extraordinária da Casa para às 12 horas para iniciar a votação da MP do salário mínimo. Por acordo firmado entre João Paulo e a oposição serão realizadas duas votações nominais da proposta. Uma das votações será sobre a proposta original e a outra sobre um novo valor para o salário mínimo.

Para a aprovação da matéria é necessária a maioria simples de votos, metade mais um dos presentes em Plenário, desde que estejam presentes no mínimo 257 dos 513 deputados.