escola Friedenreich Carlos Sandes http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/taxonomy/term/148663/all pt-br Manifestantes protestam contra demolição de escola e antigo Museu do Índio para obras do Maracanã http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2012-12-01/manifestantes-protestam-contra-demolicao-de-escola-e-antigo-museu-do-indio-para-obras-do-maracana <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/23/gallery_assist709097/prev/AgenciaBrasil011212_VPW5214.JPG" style="margin: 8px; width: 300px; float: right; height: 225px" />Vladimir Platonow<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p class="rtejustify"> Rio de Janeiro &ndash; Centenas de manifestantes tomaram as ruas da zona norte do Rio hoje (1&ordm;) para protestar contra a demoli&ccedil;&atilde;o da Escola Municipal Friedenreich, do Est&aacute;dio de Atletismo C&eacute;lio de Barros, do Parque Aqu&aacute;tico Julio Delamare e do antigo Museu do &Iacute;ndio para as obras do Est&aacute;dio Jornalista M&aacute;rio Filho, o Maracan&atilde;. A concentra&ccedil;&atilde;o ocorreu na Pra&ccedil;a Saenz Pe&ntilde;a, na Tijuca, e reuniu estudantes, ativistas sociais, pol&iacute;ticos e &iacute;ndios de v&aacute;rias etnias.</p> <p class="rtejustify"> O paj&eacute; Kunue Kalapalo chegou de madrugada de sua aldeia, no Xingu, para apoiar a manifesta&ccedil;&atilde;o contra a derrubada do antigo museu, onde o marechal Candido Rondon iniciou o Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o ao &Iacute;ndio. &ldquo;N&oacute;s estamos preocupados. H&aacute; muitos anos, meu av&ocirc; esteve neste pr&eacute;dio para conversar com o marechal Rondon, que usava o local para receber os &iacute;ndios. Eu era pequeno nessa &eacute;poca. Precisamos manter o pr&eacute;dio, porque &eacute; um ponto de refer&ecirc;ncia para nossa cultura&rdquo;, disse o paj&eacute;.</p> <p class="rtejustify"> O cacique Carlos Tukano, que ocupa o pr&eacute;dio com&nbsp;mais 35 &iacute;ndios, disse que a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; dram&aacute;tica porque o governo do estado acaba de lan&ccedil;ar o edital para a demoli&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel. Para evitar que isso aconte&ccedil;a, foram chamados &iacute;ndios de v&aacute;rios estados para ocupar o espa&ccedil;o. &ldquo;Fizemos uma convoca&ccedil;&atilde;o e est&atilde;o chegando &iacute;ndios do Esp&iacute;rito Santo, de Mato Grosso, de S&atilde;o Paulo e do Rio Grande do Sul. Ningu&eacute;m vai arredar o p&eacute;. Vamos resistir at&eacute; o final&rdquo;, garantiu o cacique.</p> <p class="rtejustify"> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/23/gallery_assist709097/prev/DSCF5224.JPG" style="margin: 8px; width: 300px; float: right; height: 225px" />A manifesta&ccedil;&atilde;o de hoje foi organizada pelos comit&ecirc;s populares da Copa em quatro cidades, al&eacute;m do Rio: S&atilde;o Paulo, Distrito Federal, Natal e Curitiba. No Rio, um dos integrantes do comit&ecirc;, Gustavo Mehl, explicou o motivo do protesto. &ldquo;Temos um processo de privatiza&ccedil;&atilde;o do Maracan&atilde;, um complexo esportivo no qual foi investido R$ 1,5 bilh&atilde;o desde 1999. Isso &eacute; um desrespeito com o nosso dinheiro e com a coisa p&uacute;blica&rdquo;, disse Mehl, contr&aacute;rio ao processo de privatiza&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;ado pelo governo do estado em outubro deste ano, que vai conceder o est&aacute;dio &agrave; iniciativa privada por 35 anos, em troca do recebimento de R$ 7 milh&otilde;es anuais. A reforma do est&aacute;dio para a Copa 2014 est&aacute; or&ccedil;ada em quase R$ 900 milh&otilde;es em recursos p&uacute;blicos.</p> <p class="rtejustify"> Outro efeito das obras do Maracan&atilde; &eacute; o desalojamento de 350 estudantes da escola Friedenreich, que funciona ao lado do est&aacute;dio. Pais de alunos participaram do protesto. &ldquo;A escola est&aacute; ali h&aacute; 50 anos, passamos por v&aacute;rios eventos e nunca tivemos problema algum. Jogar esta escola no ch&atilde;o &eacute; demolir um projeto pedag&oacute;gico que a transformou na&nbsp;d&eacute;cima melhor escola p&uacute;blica do Brasil, no segmento educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, e a quarta melhor do Rio de Janeiro&rdquo;, protestou Carlos Sandes, que tem uma filha na escola.</p> <p class="rtejustify"> O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual ingressou na Justi&ccedil;a, em 21 de novembro, com uma A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica contra o governo do estado e a prefeitura, pedindo a preserva&ccedil;&atilde;o da escola e impondo multa di&aacute;ria de R$ 5 mil, caso seja impedida a matr&iacute;cula dos alunos. O governo do Rio alega que as altera&ccedil;&otilde;es e demoli&ccedil;&otilde;es s&atilde;o necess&aacute;rias para adequar o Maracan&atilde; &agrave;s exig&ecirc;ncias da Federa&ccedil;&atilde;o Internacional de Futebol (Fifa) para a Copa 2014.</p> <p> &nbsp;</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o&nbsp; Beto Coura</em></p> Carlos Tukano comitês populares da Copa escola Friedenreich Carlos Sandes Escola Municipal Friedenreich Estádio de Atletismo Célio de Barros Gustavo Mehl Kunue Kalapalo Maracanã Marechal Cândido Rondon museu do Índio Nacional Obras do Estádio Jornalista Mário Filho Parque Aquático Julio Delamare Serviço de Proteção ao Índio Sat, 01 Dec 2012 17:47:30 +0000 alberto.coura 709103 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil