doadores de órgãos http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/taxonomy/term/143763/all pt-br Rio de Janeiro é estado que mais aumentou taxa de doadores de órgãos nos últimos dois anos http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2012-09-27/rio-de-janeiro-e-estado-que-mais-aumentou-taxa-de-doadores-de-orgaos-nos-ultimos-dois-anos <p> Akemi Nitahara<br /> Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</p> <p> Rio de Janeiro &ndash; O estado do Rio de Janeiro bateu a meta do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em n&uacute;mero de doadores de &oacute;rg&atilde;os. Subiu de 4,4 doadores por milh&atilde;o de pessoas em 2010 para 14,4 doadores por milh&atilde;o este ano. A meta era 13,6.</p> <p> Os n&uacute;meros expressam uma estrat&eacute;gia bem-sucedida anunciada em abril de 2010, com a implanta&ccedil;&atilde;o do Programa Estadual de Transplantes (PET). Este ano, at&eacute; agosto, o estado conseguiu 176 doadores e fez 790 transplantes: oito de cora&ccedil;&atilde;o, 103 de f&iacute;gado, 254 de rim, 161 de medula &oacute;ssea, 158 de c&oacute;rnea e 106 de osso.</p> <p> No ano passado, foram 121 doadores e 900 transplantes ao todo. De acordo com o coordenador do PET, Eduardo Rocha, o Rio de Janeiro foi o estado que mais aumentou a taxa de doadores nos &uacute;ltimos dois anos.</p> <p> O destaque em capta&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os no estado foi o Hospital Ad&atilde;o Pereira Nunes, em Duque de Caxias, que conseguiu s&oacute; este ano 24 doadores, n&uacute;mero maior do que o alcan&ccedil;ado por 11 estados brasileiros e 116% a mais do que em todo o ano passado. Pelo bom desempenho, o hospital recebeu hoje (27) o pr&ecirc;mio Destaque na Promo&ccedil;&atilde;o da Doa&ccedil;&atilde;o de &Oacute;rg&atilde;os, oferecido pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</p> <p> Rocha explica que os n&uacute;meros s&atilde;o resultado do trabalho implantado em 2010, com a cria&ccedil;&atilde;o das comiss&otilde;es intra-hospitalares de doa&ccedil;&otilde;es de org&atilde;os e tecidos nos principais hospitais que t&ecirc;m emerg&ecirc;ncia e terapia intensiva e apresentam maior potencial de capta&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os, seguindo o modelo da Espanha que, segundo ele, &eacute; l&iacute;der mundial na realiza&ccedil;&atilde;o de transplantes.</p> <p> &ldquo;As comiss&otilde;es s&atilde;o formadas por funcion&aacute;rios do pr&oacute;prio hospital. Eles rodam as unidades cr&iacute;ticas procurando pacientes que possivelmente estejam em morte encef&aacute;lica, que s&atilde;o os poss&iacute;veis doadores de &oacute;rg&atilde;os. Uma vez identificados, iniciam o processo de notifica&ccedil;&atilde;o &agrave; central e fazem todos os procedimentos, desde a confirma&ccedil;&atilde;o da morte, a entrevista com a fam&iacute;lia e a manuten&ccedil;&atilde;o do corpo. A comiss&atilde;o coordena todo o processo de doa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, disse Rocha.</p> <p> Outra medida para aumentar o n&uacute;mero de doadores s&atilde;o as organiza&ccedil;&otilde;es de Procura de &Oacute;rg&atilde;os (OPOs), que s&atilde;o unidades descentralizadas de capta&ccedil;&atilde;o que atuam regionalmente, com um comit&ecirc; respons&aacute;vel por cada &aacute;rea do estado.</p> <p> O coordenador do PET lembra que o sistema foi implantado nos principais hospitais do estado, n&atilde;o s&oacute; no Hospital Ad&atilde;o Pereira Nunes. No ano passado, o melhor resultado foi apresentado no Hospital Get&uacute;lio Vargas, na Penha, zona norte do Rio.</p> <p> &ldquo;Esses dois modelos, da comiss&atilde;o intra-hospitalar, que &eacute; o modelo espanhol, e o das OPOs, que &eacute; um modelo americano, fizeram a cara do Rio de Janeiro. A gente n&atilde;o seguiu um ou outro, a gente mesclou os dois modelos e com isso estamos tendo um resultado que &eacute; bastante satisfat&oacute;rio&rdquo;.</p> <p> Eduardo Rocha aproveita o Dia Nacional de Doa&ccedil;&atilde;o de &Oacute;rg&atilde;os para agradecer aos familiares dos doadores. De acordo com ele, ainda &eacute; preciso sensibilizar as fam&iacute;lias sobre a import&acirc;ncia da doa&ccedil;&atilde;o, que pode salvar vidas em um momento de dor. De acordo com ele, 48% das fam&iacute;lias entrevistadas sobre poss&iacute;vel doa&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os negam o pedido.</p> <p> Atualmente, 1.579 pacientes aguardam na fila de transplante no Rio: sete para cora&ccedil;&atilde;o, 732 para c&oacute;rnea, 131 para f&iacute;gado e 709 pessoas aguardam um rim.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: F&aacute;bio Massalli</em></p> coração córnea doação de órgãos doadores doadores de órgãos fígado medula ósseo ministério da saúde osso Programa estadual de transplantes rim rio de janeiro Saúde Fri, 28 Sep 2012 01:42:02 +0000 fabio.massalli 704186 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil