mutirão cirúrgico http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/taxonomy/term/140816/all pt-br Pacientes com malformação congênita do coração participam de mutirão no InCor para tratamento definitivo da doença http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2012-08-19/pacientes-com-malformacao-congenita-do-coracao-participam-de-mutirao-no-incor-para-tratamento-definit <p class="western" style="margin-bottom: 0cm"> Camila Maciel<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> S&atilde;o Paulo &ndash; Come&ccedil;ou neste fim de semana um mutir&atilde;o do Instituto do Cora&ccedil;&atilde;o (InCor) do Hospital das Cl&iacute;nicas de S&atilde;o Paulo que vai proporcionar tratamento definitivo para 19 pacientes que sofrem de malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita do cora&ccedil;&atilde;o. O procedimento est&aacute; sendo feito com uma t&eacute;cnica menos invasiva que coloca, por meio de cateterismo, uma pr&oacute;tese que tampa o orif&iacute;cio causador da doen&ccedil;a. O mutir&atilde;o ter&aacute; continuidade em mais dois finais de semana, que devem ser feitos at&eacute; outubro. Ao todo, 40 pessoas ser&atilde;o atendidas.</p> <p> A auxiliar administrativo Bruna Batista do Santos, de 18 anos, passou pela interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica (18) e j&aacute; recebeu alta na manh&atilde; de hoje (19). &ldquo;O procedimento foi muito r&aacute;pido e depois que passou o efeito da anestesia eu j&aacute; comecei a sentir a diferen&ccedil;a&rdquo;, disse. A cirurgia dura cerca de uma hora e requer interna&ccedil;&atilde;o hospitalar de 24 horas. Na interven&ccedil;&atilde;o convencional, o procedimento cl&iacute;nico pode chegar a cinco horas de dura&ccedil;&atilde;o e exige at&eacute; sete dias de interna&ccedil;&atilde;o, conforme informa&ccedil;&otilde;es do InCor.</p> <p> O m&eacute;dico Pedro Lemos, diretor do Servi&ccedil;o de Hemodin&acirc;mica e Cardiologia Intervencionista do InCor, declarou que a proposta do mutir&atilde;o &eacute; atingir o mesmo n&iacute;vel de efetividade da cirurgia card&iacute;aca, mas com menor de tempo de interna&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel. &ldquo;O procedimento &eacute; relativamente r&aacute;pido e, de modo geral, &eacute; bem-sucedido em quase 100% dos casos. Logo em seguida o problema est&aacute; resolvido&rdquo;.</p> <p> Os pacientes tratados neste mutir&atilde;o sofrem de comunica&ccedil;&atilde;o interatrial cong&ecirc;nita (CIA). &ldquo;O lado direito e esquerdo do cora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se comunicam. Com a doen&ccedil;a, eles passam a se comunicar pela presen&ccedil;a de um orif&iacute;cio. O sangue se mistura e vai mais para o lado direito, aumentado o tamanho do cora&ccedil;&atilde;o neste lado&rdquo;, explicou o diretor. Ele esclarece que, ao longo dos anos, esse aumento do cora&ccedil;&atilde;o gera arritmias, podendo provocar insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca, quando o cora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o consegue bombear suficientemente o sangue.</p> <p> Dentre os sintomas sentidos pelos pacientes est&atilde;o: falta de ar, cansa&ccedil;o para a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cios, palpita&ccedil;&atilde;o, arritmias e at&eacute; mesmo desmaios. Foi o que aconteceu com Bruna, que come&ccedil;ou a ter desmaios aos 9 anos, especialmente quando ficava triste. &ldquo;Nessa &eacute;poca n&atilde;o era muito o esfor&ccedil;o f&iacute;sico, e sim emocional. Depois de um tempo, isso come&ccedil;ou a ficar constante. Ficava cansada nas aulas de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. E aos 14 anos, de tanto ir ao m&eacute;dico, descobriram que eu tinha um sopro&rdquo;, disse.</p> <p> Os pacientes selecionados j&aacute; s&atilde;o acompanhados pelo InCor. Lemos esclareceu que essas pessoas apresentaram melhores condi&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas ao passar pelo procedimento. &ldquo;Como &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita, apesar de a gente querer resolver o mais breve poss&iacute;vel, n&atilde;o &eacute; exatamente uma emerg&ecirc;ncia. O mutir&atilde;o serve para a gente fazer o tratamento mais r&aacute;pido e devolver essas pessoas para a vida ativa&rdquo;. Segundo ele, ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, os pacientes passam por um per&iacute;odo de cicatriza&ccedil;&atilde;o, mas &ldquo;em no m&aacute;ximo seis meses elas t&ecirc;m vida plena&rdquo;, destacou.</p> <p> &Eacute; o que espera Bruna, que j&aacute; faz planos para os pr&oacute;ximos meses. &ldquo;Adoro praticar esportes. Quero muito fazer nata&ccedil;&atilde;o&rdquo;, projeta. O irm&atilde;o dela, de 7 anos, que tamb&eacute;m &eacute; portador da doen&ccedil;a, passou pela cirurgia ontem [18] e se recupera bem. &ldquo;O caso dele foi um pouco mais delicado, porque o orif&iacute;cio dele era maior, mas foi tudo bem. Logo ele vai estar aprontando&rdquo;, declarou.</p> <p> O motorista Cristiano Genial Lima, de 35 anos, passar&aacute; pela cirurgia hoje e espera ter um procedimento bem-sucedido. &ldquo;Minha doen&ccedil;a foi descoberta quando eu tinha 1 m&ecirc;s de vida. Tentei operar duas vezes, aos 7 e aos 16 anos, mas sempre tinha alguma coisa que impedia, como uma gripe, na primeira vez, e uma pneumonia depois. Agora, que &eacute; menos invasivo, espero que d&ecirc; tudo certo&rdquo;.</p> <p> Segundo Cristiano, apesar de ele n&atilde;o apresentar sintomas, os m&eacute;dicos dizem que a doen&ccedil;a pode se agravar daqui h&aacute; alguns anos. O diretor do InCor ressaltou que o procedimento &eacute; definitivo e que n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio substituir a pr&oacute;tese posteriormente.</p> <p class="western" style="margin-bottom: 0cm"> &nbsp;</p> <p class="western" style="margin-bottom: 0cm"> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: A&eacute;cio Amado</em></p> doenaç do coração Incor mutirão cirúrgico Saúde Sun, 19 Aug 2012 18:20:46 +0000 aecioamado 701410 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil