equinococose http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/taxonomy/term/133737/all pt-br Brasil precisa investir no tratamento de doenças negligenciadas http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2012-05-24/brasil-precisa-investir-no-tratamento-de-doencas-negligenciadas <p> Ivan Richard e Iolando Louren&ccedil;o<br /> <em>Rep&oacute;rteres da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Bras&iacute;lia - O Estado brasileiro precisa adotar medidas de est&iacute;mulo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e ao desenvolvimento de medicamentos para o tratamento das chamadas doen&ccedil;as negligenciadas, que s&atilde;o aquelas que ocorrem principalmente em pa&iacute;ses pobre ou popula&ccedil;&otilde;es de baixa renda, raz&atilde;o pela qual a ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica faz poucos investimentos. Essa foi uma das conclus&otilde;es de um debate realizado hoje (24) em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na C&acirc;mara dos Deputados.</p> <p> Segundo especialistas ouvidos pela subcomiss&atilde;o da Comiss&atilde;o de Seguridade Social e Fam&iacute;lia, cerca de 16 milh&otilde;es de pessoas no Brasil sofrem de doen&ccedil;as negligenciadas, como &uacute;lcera de Buruli, doen&ccedil;a de Chagas, cisticercose, dengue e dengue hemorr&aacute;gica, dracuncul&iacute;ase (doen&ccedil;a do verme-da-guin&eacute;), equinococose, fasciol&iacute;ase e leishmaniosedas.</p> <p> Em debate na subcomiss&atilde;o, a possibilidade da suspens&atilde;o das patentes para medicamentos usados no tratamento dessas doen&ccedil;as dividiu as opini&otilde;es. Na an&aacute;lise do vice-presidente de Produ&ccedil;&atilde;o e Inova&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz), Jorge Bermudez, a quebra das patentes poderia ser uma solu&ccedil;&atilde;o para melhorar o acesso aos medicamentos.</p> <p> Segundo Bermudez, o governo tem investido em pesquisas na busca de medicamentos para enfrentar essas doen&ccedil;as. &ldquo;S&atilde;o produtos em que a ind&uacute;stria n&atilde;o investe, porque s&atilde;o doen&ccedil;as que ocorrem em popula&ccedil;&otilde;es pobres, em pa&iacute;ses pobres, que n&atilde;o d&atilde;o retorno &agrave; ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica. Por isso, precisamos ter outros mecanismos para garantir que a popula&ccedil;&atilde;o tenha acesso&rdquo;, disse.</p> <p> J&aacute; o coordenador da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Propriedade Intelectual, Gustavo de Freitas Morais, avaliou como um &ldquo;contrassenso&rdquo; quebrar as patentes como forma de estimular a inova&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Normalmente, inova&ccedil;&atilde;o est&aacute; ligada &agrave; patente. [A quebra de patentes] passa uma imagem nacional e internacional do Brasil como um pa&iacute;s que n&atilde;o tem seguran&ccedil;a jur&iacute;dica. Um pa&iacute;s que muda frequentemente sua lei acaba perdendo a credibilidade&rdquo;, criticou.</p> <p> Para Ricardo Marques, da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Ind&uacute;strias de Qu&iacute;mica Fina, Biotecnologia e suas Especialidades, a quebra das patentes seria uma medida in&oacute;cua. &ldquo;Nossa posi&ccedil;&atilde;o &eacute; a de questionar se essa medida ser&aacute; eficaz ou n&atilde;o. Pelo o que a gente tem acompanhado, n&atilde;o existem mol&eacute;culas novas [para produ&ccedil;&atilde;o de novas drogas] sob prote&ccedil;&atilde;o. Portanto, barrar isso agora n&atilde;o vai ter efeito a curto prazo e at&eacute; a longo, porque n&atilde;o se estar&aacute; criando o efeito favor&aacute;vel ao desenvolvimento de mol&eacute;culas novas&rdquo;, disse.</p> <p> Para Marques, &eacute; preciso dar condi&ccedil;&otilde;es para que a ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica nacional produza novos medicamentos para tratamento das doen&ccedil;as negligenciadas. &ldquo;O que tem que haver s&atilde;o outras formas de incentivo. Como esse tipo de doen&ccedil;a n&atilde;o &eacute; estudada e alvo at&eacute; mesmo de pesquisas b&aacute;sicas por parte das empresas multinacionais sobrou para n&oacute;s [a ind&uacute;stria nacional] resolvermos o problema. Hoje, as empresas nacionais t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es de fazer isso. H&aacute; dez, 15 anos elas n&atilde;o tinham. Temos que fomentar isso [a pesquisa], dar est&iacute;mulos para essas empresas investirem em produtos para essas doen&ccedil;as&rdquo;, disse.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: F&aacute;bio Massalli</em></p> audiência cisticercose dengue dengue hemorrágica Deputados doença de Chagas doenças negligenciadas dracunculíase equinococose farmácia fasciolíase fiocruz indústria farmacêutica leishmaniosedas. medicamentos remédios Saúde úlcera de Buruli Fri, 25 May 2012 00:04:16 +0000 fabio.massalli 695700 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil