Líderes latino-americanos reagem positivamente à morte de Bin Laden

02/05/2011 - 16h09

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os líderes dos países latino-americanos reagiram hoje (2) positivamente à captura e morte do líder e fundador da rede terrorista Al Qaeda, Osama Bin Laden. Os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e do México, Felipe Calderón, parabenizaram o presidente norte-americano, Barack Obama, pela operação militar. Para ambos, a ação representa um golpe no terrorismo internacional.

“Esse é um golpe importante e decisivo para o terrorismo global e demonstra, mais uma vez, que os terroristas, mais cedo ou mais tarde, sempre caem", disse Santos. "Na luta global contra o terrorismo só existe um maneira: perseverar, perseverar e resistir ", afirmou ele que enfrenta, no seu próprio país, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), consideradas por parte da comunidade internacional como um grupo de guerrilha ligado ao tráfico internacional de drogas.

Calderón acrescentou que a morte de Bin Laden é "um fato de grande importância" na luta contra o terrorismo. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do México classificou a Al Qaeda como "uma das organizações terroristas mais cruéis e sangrentas no mundo”.

Por meio do ministro das Relações Exteriores do Chile, Alfredo Moreno, o presidente chileno, Sebastián Piñera, recomendou cautela em relação às consequências da morte de Bin Laden. Segundo o chanceler, não se deve “cantar vitória”, mas ficar em alerta em relação às ações terroristas.

Também por intermédio do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o governo brasileiro informou prestar solidariedade às vítimas do terrorismo no mundo. “À medida que a Al Qaeda e Osama Bin Laden estiveram - e ainda estão - por trás de estratégias políticas que privilegiam atos terroristas, nós só podemos nos solidarizar com as vítimas e com aqueles que buscam a justiça”, disse ele.

As informações são das presidências da Colômbia e do Chile, além da agência pública de notícias da Argentina, Telam.

Edição: Vinicius Doria