Fiesp apresentará ao governo alternativas para áreas que considera críticas

11/02/2005 - 20h40

Brasília, 11/2/2005 (Agência Brasil - ABr) - A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) pretende apresentar ao governo os resultados de estudo que vem realizando e que apontam alternativas para as áreas que considera mais críticas, como a de previdência e a de gastos vinculados. A informação é do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que concedeu entrevista após encontro com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

O estudo, segundo Skaf, está sendo feito por especialistas e destaca "a sobrevalorização do Real, com as sucessivas quedas na cotação do dólar, o que prejudica os exportadores e outros setores da economia, assim como a taxa básica de juros anual, em alta desde setembro".

Skaf classificou como positivos alguns pontos da nova Lei de Falências, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a possibilidade de recuperação judicial das empresas e a garantia de créditos trabalhistas até R$ 39 mil.

Sobre o crescimento da produção industrial no ano passado – de 8,3% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) –, o presidente da Fiesp disse que foi alavancado pelas empresas exportadores e de bens de capital, porque conseguiram investimentos. E negou saturação dos diferentes setores industriais. "As empresas de bens de consumo, por agregarem valor e empregarem intensivamente, tiveram folga de produção, mas isso não significa que o setor esteja abarrotado. Estão preocupados porque precisam da geração de demanda, de fluxo de pedidos", afirmou.