Dez ministros participam de reunião da campanha de Greenhalgh para presidência da Câmara

11/02/2005 - 20h39

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A participação de dez ministros na reunião de avaliação da campanha do deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), candidato oficial do PT à presidência da Câmara, foi elogiada por lideranças partidárias que participaram do encontro na residência oficial do presidente da Casa: segundo o presidente do PL, deputado Valdemar Costa Neto (SP), o comparecimento dos ministros foi uma forma de prestigiar o Congresso Nacional.

Para o líder do PSB, Renato Casagrande (ES), a participação dos ministros na campanha fortalece a candidatura de Greenhalgh. "Cada ministro faz parte de um partido e, naturalmente, tem ascendência sobre sua bancada. A atuação dos ministros junto com a dos líderes fortalece a candidatura de Greenhalgh", disse Casagrande, ao reconhecer que é próprio da democracia os ministros atuarem junto aos seus partidos.

Segundo o líder, os ministros já vêm atuando junto às suas bancadas para garantir a vitória do candidato oficial à presidência da Câmara. Casagrande informou que a atuação dos líderes e dos ministros vai se intensificar a partir de hoje para garantir a vitória do candidato oficial em primeiro truno.

Renato Casagrade informou que na avaliação feita na reunião se contatou que a situação do deputado Greenhalgh melhorou muito, mas mesmo assim, "não dá para achar que a eleição está definida. Temos muitas coisas a fazer e precisamos ter a compreensão que em eleição secreta tem muita coisa a se definir até a última hora", disse.

De acordo com o líder, o corpo-a-corpo tem que ser feito até na hora da votação para se ter uma margem de segurança possível. "Tem muitas coisas em votação secreta que você acha que estão definidas para um lado e podem estar definidas para o outro, ou vice-versa", alertou.

Após a reunião com os líderes, o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, alertou que a conquista de votos para eleger o candidato oficial é de responsabildiade das lideranças da base governistas e dos aliados: "Essa é uma tarefa dos líderes. É uma tarefa daqueles que têm representação partidária na própria Câmara. Não há necessidade de interferência dos ministros. Os ministros compareceram na condição de integrantes dos seus respectivos partidos", afirmou depois de participar de reunião na casa do presidente da Câmara, João Paulo Cunha.