Presidentes da Fiesp e da Cut iniciam diálogo para unificar propostas

03/09/2004 - 23h15

Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O presidente eleito da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luis Marinho, encontraram-se no começo da noite de hoje, em São Paulo, para dar a partida ao que definiram como "um processo de entendimento e diálogo". A idéia é afinar discursos e unificar propostas no sentido de impulsionar temas de interesse recíproco, como a aprovação das Parcerias Público-Privadas e a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) cobrada dos empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

As entidades negam que estejam negociando um pacto entre empresários e trabalhadores. "É um pequeno pedaço de uma ampla discussão que vai envolver, obviamente, outras representações de trabalhadores e empresariais; vamos falar com o comércio, com a agricultura e com o governo no momento certo. Temos uma pauta muito rica e o diálogo entre nós vai ajudar, sem dúvida nenhuma, o Brasil", afirmou Paulo Scaf

Segundo Luis Marinho, é preciso trabalhar em conjunto para retirar as "más expectativas" envolvendo elevação de inflação e taxas de juros, e criar condições para o Brasil crescer de forma sustentável. "O vai-e-vem da economia não é bom para ninguém. Estamos em sintonia quanto à necessidade de criação de um processo de entendimento entre trabalhadores, empresários e governo", disse o presidente da CUT.

Na avaliação do presidente da Fiesp, o entendimento é essencial para que o país mantenha o ritmo de crescimento. "O mais importante é esta consciência de que temos que caminhar juntos, visando aos interesses maiores do país. Este ano vamos crescer cerca de 5%. No ano que vem, até podemos crescer. Mas se não nos mobilizarmos, é bem possível que a gente não consiga manter este crescimento", acredita Scaf.

Segundo ele, para manter o crescimento são "condições sine qua non" ter crédito, juros acessíveis, eliminação de gargalos na infra-estrutura, redução da carga tributária e redução de gastos. "São pontos que, em vez de ficarmos observando e só criticando, estamos dispostos a ter uma postura proativa, de envolvimento em busca de soluções e resultados em conjunto", concluiu.

Segundo Luis Marinho, é preciso trabalhar em conjunto para retirar as "más expectativas" envolvendo elevação de inflação e taxas de juros, e criar condições para o Brasil crescer de forma sustentável. "O vai-e-vem da economia não é bom para ninguém. Estamos em sintonia quanto à necessidade de criação de um processo de entendimento entre trabalhadores, empresários e governo", disse o presidente da CUT.

Na avaliação do presidente da Fiesp, o entendimento é essencial para que o país mantenha o ritmo de crescimento. "O mais importante é esta consciência de que temos que caminhar juntos visando os interesses maiores do país", afirmou. "Este ano vamos crescer cerca de 5%. No ano que vem até podemos crescer. Mas se não nos mobilizarmos, é bem possível que a gente não consiga manter este crescimento", acredita Scaf.

Segundo ele, para manter o crescimento são "condições sine qua non" ter crédito, juros acessíveis, eliminação de gargalos na infra-estrutura, redução da carga tributária e redução de gastos. "São pontos sobre os quais, em vez de ficarmos observando e só criticando, estamos dispostos a ter uma postura proativa, de envolvimento em busca de soluções e resultados em conjunto", concluiu.