droga injetável http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/taxonomy/term/174551/all pt-br Psiquiatra diz que uso de crack no Rio pode estar diminuindo http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-09-19/psiquiatra-diz-que-uso-de-crack-no-rio-pode-estar-diminuindo <p><img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/ckfinder/userfiles/images/Banners%20e%20selos/banner_crack.jpg" style="width: 730px; height: 150px;" /></p> <p> Fl&aacute;via Villela<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Rio de Janeiro &ndash; O uso de <em>crack</em> pode estar diminuindo no Rio de Janeiro. O psiquiatra Paulo Telles, do N&uacute;cleo de Estudos e Pesquisas em Aten&ccedil;&atilde;o ao Uso de Drogas (Nepad), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), informou que embora os dados sejam muito locais e preliminares, o fato &eacute; que o n&uacute;mero de usu&aacute;rios de <em>crack</em> atendidos v&ecirc;m caindo nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos. &ldquo;Essa droga, h&aacute; tr&ecirc;s anos, j&aacute; representou mais de 50% dos atendimentos aqui e esse n&uacute;mero, hoje, representa uma m&eacute;dia de 30%&rdquo;, disse o m&eacute;dico que j&aacute; iniciou um estudo para entender os fatores que levaram a essa diminui&ccedil;&atilde;o.</p> <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/25/gallery_assist712317/prev/Ag%C3%AAncia%20Brasil230113MCSP-13.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin: 5px; float: right;" />O Nepad &eacute; um centro de refer&ecirc;ncia no tratamento de drogas e desenvolve h&aacute; 28 anos pesquisas e trabalhos terap&ecirc;uticos voltados para depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica, com exce&ccedil;&atilde;o a causada pelo &aacute;lcool. Telles acredita que o motivo dessa redu&ccedil;&atilde;o seja o fato de o <em>crack</em> ter se mostrado altamente nocivo e pouco atraente para usu&aacute;rios de drogas.</p> <p> &ldquo;N&atilde;o vejo o usu&aacute;rio de droga, de maneira geral, como uma pessoa que quer se matar. Ele quer buscar o prazer, o &ecirc;xtase, sofrer menos, algo que funcione para ele ficar melhor de alguma forma&rdquo;, ponderou o pesquisador. &ldquo;A quest&atilde;o da degrada&ccedil;&atilde;o causada pelo <em>crack</em> &eacute; o que tem gerado essa queda&rdquo;, defendeu.</p> <p> Paulo Telles frisou que &ldquo;a moda&rdquo; do momento &eacute; um indutor ao consumo de drogas. O psiquiatra tamb&eacute;m citou outros fatores que levam a pessoa ao consumo de entorpecentes como o n&iacute;vel de tens&atilde;o social e o pre&ccedil;o da droga.</p> <p> Telles disse que os primeiros atendimentos aos usu&aacute;rios de <em>crack</em>, no Rio de Janeiro, ocorreu em 2005. &ldquo;No in&iacute;cio do Nepad, a droga injet&aacute;vel era respons&aacute;vel por mais de 50% dos casos&rdquo;, disse. Segundo ele, atualmente os atendimentos de usu&aacute;rios de droga injet&aacute;vel n&atilde;o passam de quatro ao ano. O uso da coca&iacute;na, entretanto, n&atilde;o sai de moda, ressaltou o psiquiatra.</p> <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/3/gallery_assist638255/prev/0091200MCA4292.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin: 5px; float: left;" />O m&eacute;dico destacou, apesar da redu&ccedil;&atilde;o percentual de atendimentos &agrave;s pessoas viciadas em <em>crack</em>, os n&uacute;meros continuam altos. Ele defendeu que o combate ao <em>crack</em> deve ser enfrentado com pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que d&ecirc;em resultado. &ldquo;Tratamento para droga tem o percentual de &ecirc;xito pequeno. No caso dos pacientes de <em>crack</em> a ades&atilde;o &eacute; ainda menor, eles abandonam com mais facilidade o tratamento&rdquo;, explicou o m&eacute;dico.</p> <p> &ldquo;O usu&aacute;rio de <em>crack </em>tem grau de escolaridade menor que os demais usu&aacute;rios. Muitos vivem nas ruas, n&atilde;o sabem nem o perigo que est&atilde;o correndo com esse tipo de droga&rdquo;, explicou ele. Telles disse que embora n&atilde;o &ldquo;demonize&rdquo; nenhum tipo de droga, o <em>crack</em> exige um cuidado especial.</p> <p> J&aacute; a m&eacute;dica Valeska Antunes ponderou que levantamentos feitos em 2012 mostram que os casos de usu&aacute;rios de <em>crack, </em>na cidade, estagnaram. Ela trabalha no Programa Consult&oacute;rio na Rua, de Manguinhos, na zona norte, que oferece servi&ccedil;os de sa&uacute;de &agrave; esta popula&ccedil;&atilde;o.</p> <p> &ldquo;N&atilde;o temos um estudo mais recente para poder comprovar isso, mas o que nos parece, pelo acompanhamento semanal do n&uacute;mero de consultas e pelos levantamentos dos outros consult&oacute;rios [na rua] &eacute; que n&atilde;o tem mais um crescente [do n&uacute;mero de dependentes]&rdquo;, comentou ela.</p> <p> A regi&atilde;o de Manguinhos, que j&aacute; teve uma cracol&acirc;ndia, ainda concentra um grande n&uacute;mero de dependentes de <em>crack</em>. A m&eacute;dica, acredita que uma das explica&ccedil;&otilde;es para o fen&ocirc;meno pode ser a cria&ccedil;&atilde;o de outras oportunidades de acesso para tratamento de <em>crack.</em></p> <p> Valeska Antunes lembrou que h&aacute; alguns anos os &uacute;nicos locais para tratamento de usu&aacute;rios de entorpecentes eram o Centro Estadual de Assist&ecirc;ncia sobre Drogas e o Nepad. Com o surgimento de outros locais para tratamento contra as drogas e acolhimento dos usu&aacute;rios, os casos podem estar pulverizados.</p> <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/ckfinder/userfiles/images/Infograficos/info_crack01.png" style="width: 666px; height: 715px;" /></p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Marcos Chagas</em></p> <p> <em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. 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