déficit de médicos http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/taxonomy/term/166265/all pt-br Cremerj diz que falta de médicos compromete saúde pública no Rio de Janeiro http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-06-29/cremerj-diz-que-falta-de-medicos-compromete-saude-publica-no-rio-de-janeiro <p style="margin-bottom: 0cm">Vitor Abdala<br /> <i>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</i></p> <p> Rio de Janeiro &ndash; A falta de m&eacute;dicos em hospitais p&uacute;blicos do Rio de Janeiro &eacute; um dos principais fatores que comprometem a qualidade da sa&uacute;de, segundo o coordenador da Comiss&atilde;o de Sa&uacute;de P&uacute;blica do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), Pablo Vazquez. De acordo com ele, o d&eacute;ficit de profissionais prejudica o atendimento nas emerg&ecirc;ncias, provoca o fechamento de leitos hospitalares e coloca em risco at&eacute; o Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia.</p> <p> &ldquo;Nosso problema principal &eacute; de recursos humanos, porque os m&eacute;dicos est&atilde;o se aposentando ou pedindo afastamento do trabalho e n&atilde;o est&atilde;o sendo repostos&rdquo;, disse Pablo Vazquez. Segundo ele, &eacute; preciso realizar concursos p&uacute;blicos, principalmente na rede federal. Na rede municipal, explica Vazquez, concursos s&atilde;o realizados, mas os sal&aacute;rios oferecidos s&atilde;o muito baixos e n&atilde;o atraem profissionais de sa&uacute;de.</p> <p> Vazquez explica que a aposentadoria de m&eacute;dicos no Hospital Cardoso Fontes e no Hospital do Andara&iacute;, ambos vinculados ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, comprometem o funcionamento de alguns setores dessas unidades.</p> <p> &ldquo;No CTI [pedi&aacute;trico] do Cardoso Fontes, os m&eacute;dicos anunciaram em 2009 que, em 2011, se aposentariam em massa. Estamos em 2013 e, at&eacute; agora, n&atilde;o entrou ningu&eacute;m. No Setor de Queimados do Hospital do Andara&iacute;, que &eacute; uma refer&ecirc;ncia, h&aacute; dez estatut&aacute;rios e oito contratados, cujo contrato acaba em dois ou tr&ecirc;s meses. A maioria dos estatut&aacute;rios est&aacute; para se aposentar. S&oacute; v&atilde;o restar dois m&eacute;dicos. O setor vai ter que fechar&rdquo;, alerta Vazquez.</p> <p> Na rede municipal, segundo o Cremerj, a falta de m&eacute;dicos coloca em risco tamb&eacute;m o funcionamento do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, que aposta na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de das pessoas para evitar que elas precisem utilizar os hospitais p&uacute;blicos.</p> <p> &ldquo;N&atilde;o tem m&eacute;dicos em todas as equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia, o que faz com que outros profissionais de sa&uacute;de, como enfermeiros, assumam responsabilidades que n&atilde;o deveriam assumir. A&iacute; a coisa vai ficando mais frouxa e voc&ecirc; acaba tendo uma medicina que varia a qualidade de acordo com a classe social, o que &eacute; p&eacute;ssimo&rdquo;, disse Vazquez.</p> <p> Na rede estadual de Sa&uacute;de, o d&eacute;ficit &eacute; de 12,7%, segundo a pr&oacute;pria Secretaria Estadual de Sa&uacute;de do Rio. Faltam profissionais de pediatria, neurocirurgia, ortopedia e anestesia. De acordo com a secretaria, os sal&aacute;rios pagos para m&eacute;dicos &eacute; compat&iacute;vel com o oferecido no mercado e, em alguns casos, at&eacute; superior ao pago por hospitais privados. No entanto, segundo as autoridades estaduais de sa&uacute;de, h&aacute; &ldquo;dificuldades em encontrar profissionais&rdquo; nessas especialidades.</p> <p> Vazquez discorda de que haja falta de profissionais de sa&uacute;de no Rio de Janeiro. O especialista acredita que a aplica&ccedil;&atilde;o de mais recursos na sa&uacute;de p&uacute;blica poderia resolver esse problema, junto com uma melhor gest&atilde;o das unidades hospitalares. Por isso, o Cremerj iniciou uma campanha para coletar 1,5 milh&atilde;o de assinaturas, pedindo que sejam aplicados 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na sa&uacute;de.</p> <p> &ldquo;Hoje o Brasil aplica menos de 4% do PIB na sa&uacute;de. &Eacute; menos do que a Argentina, o Uruguai e o Chile, por exemplo. A Argentina investe 4%, o Chile, 4,5% e o Uruguai, entre 7% e 8%&rdquo;, disse Vazquez, acrescentando que 1,3 milh&atilde;o de assinaturas j&aacute; foram coletadas.</p> <p> O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de informou que desde 2011 vem buscando recompor os quadros profissionais das seis unidades de atendimento federais do Rio de Janeiro. Desde ent&atilde;o, foram contratados 1.717 m&eacute;dicos por meio de concursos ou contratos tempor&aacute;rios, enquanto 488 se aposentaram. J&aacute; a Secretaria Municipal de Sa&uacute;de n&atilde;o se pronunciou sobre as cr&iacute;ticas.</p> <p style="margin-bottom: 0cm"><i>Edi&ccedil;&atilde;o: Davi Oliveira</i></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><i>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. 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