importação de médicos http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/taxonomy/term/163927/all pt-br Exportação de médicos é crucial para a economia de Cuba http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-06-09/exportacao-de-medicos-e-crucial-para-economia-de-cuba <p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><i>Da BBC Brasil</i> </font></font></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">Bras&iacute;lia - A not&iacute;cia de que o governo brasileiro estuda </font></font><a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-06/brasil-trara-6-mil-medicos-cubanos-para-atender-moradores-de-areas-carentes" target="_blank"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><span style="text-decoration: none">trazer m&eacute;dicos cubanos ao pa&iacute;s</span></font></font></a><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"> gerou pol&ecirc;mica no &uacute;ltimo m&ecirc;s. Se concretizados, tais planos incluir&atilde;o o Brasil em uma longa lista de pa&iacute;ses que j&aacute; recebem m&eacute;dicos da ilha caribenha. Mas como, afinal, Cuba chegou a ter tantos m&eacute;dicos? E por que tem tanto interesse em &quot;exportar&quot; seus servi&ccedil;os para outros pa&iacute;ses?</font></font></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">Em Cuba, os profissionais da &aacute;rea de sa&uacute;de t&ecirc;m uma fun&ccedil;&atilde;o bem mais ampla do que simplesmente atender &agrave; popula&ccedil;&atilde;o local. J&aacute; h&aacute; algum tempo, a exporta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os m&eacute;dicos tornou-se crucial para a economia da ilha. </font></font></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">Segundo informa&ccedil;&otilde;es repassadas pela Chancelaria do pa&iacute;s &agrave; BBC, o contingente de profissionais de sa&uacute;de cubanos trabalhando fora da ilha atualmente </font></font><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">alcan&ccedil;a</font></font><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"> </font></font><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">mais de 20 mil especialistas</font></font><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">, que trabalham em 60 pa&iacute;ses e geram lucros milion&aacute;rios ao regime - as cifras mais otimistas falam em at&eacute; US$ 5 bilh&otilde;es (R$ 10,6 bilh&otilde;es) por ano.</font></font></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">O servi&ccedil;o que os m&eacute;dicos cubanos prestam &agrave; Venezuela, por exemplo, permite que Cuba receba 100 mil barris di&aacute;rios de petr&oacute;leo. H&aacute; profissionais da ilha em outros pa&iacute;ses da regi&atilde;o, assim como cerca de 4 mil na &Aacute;frica, mais de 500 na &Aacute;sia e na Oceania e 40 na Europa. Segundo fontes oficiais, a Venezuela pagaria esses servi&ccedil;os por consulta - e a mais barata custaria US$ 8 (R$ 17) em 2008. J&aacute; a &Aacute;frica do Sul pagaria mensalmente US$ 7 mil (R$ 14,9 mil) por m&eacute;dico da ilha. </font></font></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">Para muitos pa&iacute;ses em desenvolvimento, o atrativo dos m&eacute;dicos cubanos &eacute; que eles est&atilde;o dispostos a trabalhar em lugares que os profissionais locais evitam - como em bairros nas periferias ou em zonas rurais de dif&iacute;cil acesso - onde moram pessoas de baixo poder aquisitivo. Al&eacute;m disso, em geral, eles tamb&eacute;m aceitariam receber remunera&ccedil;&otilde;es mais baixas. </font></font></p> <h2 class="western" style="margin-top: 0cm; margin-bottom: 0cm; font-weight: normal"> &nbsp;</h2> <h2 class="western" style="margin-top: 0cm; margin-bottom: 0cm; font-weight: normal"> <font color="#000000"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">Em 1959, ano da Revolu&ccedil;&atilde;o Cubana, o pa&iacute;s tinha apenas 6 mil m&eacute;dicos, sendo que a metade deles emigrou ap&oacute;s o movimento. A crise sanit&aacute;ria que se seguiu a essa emigra&ccedil;&atilde;o alertou o governo para a necessidade de formar profissionais de sa&uacute;de em ritmo acelerado. Agora, mais de meio s&eacute;culo depois, o pa&iacute;s tem 75 mil m&eacute;dicos - um para cada 160 habitantes, a taxa mais alta da Am&eacute;rica Latina.</font></font></font></h2> <p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">Boa parte dos m&eacute;dicos que ficaram na ilha ap&oacute;s a revolu&ccedil;&atilde;o viraram professores, foram abertas faculdades de medicina em todo o pa&iacute;s e se priorizou o acesso de estudantes ao setor. Tudo facilitado pelo fato de o ensino ser gratuito.</font></font></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">Entre os moradores da ilha, a exporta&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos gera pol&ecirc;mica. A forma&ccedil;&atilde;o de tantos profissionais de sa&uacute;de permitiu que Cuba criasse a figura do m&eacute;dico de fam&iacute;lia, profissional que atende nos bairros e encaminha os pacientes para especialistas ou hospitais. Esse &eacute; justamente o programa mais afetado pela sa&iacute;da dos m&eacute;dicos ao exterior. O fechamento de algumas das casas de sa&uacute;de gera insatisfa&ccedil;&atilde;o entre os cubanos, aumenta a concentra&ccedil;&atilde;o de pacientes por m&eacute;dico e o tempo de espera. </font></font></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">No exterior, no entanto, esses profissionais de sa&uacute;de recebem sal&aacute;rios muito mais altos do que os que trabalham em Cuba. Alicia (nome fict&iacute;cio) disse ter trabalhado na Venezuela durante sete anos e garante que, apesar de j&aacute; estar aposentada, &quot;se me pedissem para voltar, aceitaria sem pestanejar&quot;.</font></font></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">&quot;O que me motivou foi a possibilidade de trabalhar com o apoio a diab&eacute;ticos, porque pade&ccedil;o da doen&ccedil;a. Comecei atendendo gente que perdia a vis&atilde;o por causa disso&quot;, disse. Segundo ela, outro atrativo foi a possibilidade de ganhar mais dinheiro, j&aacute; que o sal&aacute;rio em Cuba n&atilde;o era suficiente. </font></font></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">&quot;Cheguei &agrave; Venezuela ganhando 400 bol&iacute;vares [R$ 135], mas o sal&aacute;rio foi aumentando e, antes de voltar [a Cuba], ganhava 1,4 mil bol&iacute;vares [R$ 474]&quot;. </font></font></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">Juana (nome fict&iacute;cio), 35 anos, &eacute; m&eacute;dica em Cuba. Quando rec&eacute;m-formada, deixou marido e a filha de 4 anos na ilha para trabalhar na Venezuela, com o objetivo de se desenvolver profissionalmente, conhecer o mundo e melhorar sua situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica. &quot;N&atilde;o tinha absolutamente nada. Gra&ccedil;as &agrave; miss&atilde;o, mobiliei toda a minha casa&quot;.</font></font></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">Agora, ela tem a chance de voltar a viajar. &quot;O governo me chamou para trabalhar no Brasil, em condi&ccedil;&otilde;es muito melhores do que na Venezuela&quot;, disse &agrave; BBC.</font></font></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">No caso do Brasil, segundo o projeto inicial, anunciado no in&iacute;cio de maio, o governo estudava contratar 6 mil m&eacute;dicos cubanos para trabalhar principalmente em &aacute;reas remotas do pa&iacute;s. O Conselho Federal de Medicina (CFM), por&eacute;m, </font></font><a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-07/cfm-diz-que-e-temeraria-contratacao-de-medicos-estrangeiros-para-atender-moradores-de-areas-carentes" target="_blank"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><span style="text-decoration: none">expressou &quot;preocupa&ccedil;&atilde;o&quot; com a possibilidade de m&eacute;dicos estrangeiros atuarem no Brasil</span></font></font></a><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"> sem passar por exames de avalia&ccedil;&atilde;o, alegando que isso poderia expor a popula&ccedil;&atilde;o a &quot;situa&ccedil;&otilde;es de risco&quot;.</font></font></p> Conselho Federal de Medicina cubanos na África do Sul cubanos na Venezuela cubanos no Brasil cubanos no exterior formação de médicos importação de médicos Internacional Médicos cubanos oposição do CFM Sun, 09 Jun 2013 16:21:08 +0000 davi.oliveira 722570 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil