ansiedade http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/taxonomy/term/119758/all pt-br Brasil precisa mensurar impactos da discriminação na saúde da população, defende especialista http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2012-12-01/brasil-precisa-mensurar-impactos-da-discriminacao-na-saude-da-populacao-defende-especialista <p> Thais Leit&atilde;o<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Bras&iacute;lia - Casos de discrimina&ccedil;&atilde;o s&atilde;o facilmente identificados por quem &eacute; alvo de piadas, chacotas, olhares atravessados ou tratamentos diferenciados. Mensurar os impactos que esses epis&oacute;dios trazem &agrave; sa&uacute;de das pessoas, entretanto, ainda n&atilde;o &eacute; comum no Brasil. Para o professor Jo&atilde;o Luiz Bastos, do Departamento de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), estrat&eacute;gias difundidas internacionalmente podem ajudar o pa&iacute;s a entender como a discrimina&ccedil;&atilde;o pode estar associada, por exemplo, ao aumento da ocorr&ecirc;ncia de casos de depress&atilde;o, ansiedade e hipertens&atilde;o.</p> <p> &ldquo;A literatura internacional aponta uma forte rela&ccedil;&atilde;o entre quadros de altera&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de com o fen&ocirc;meno da discrimina&ccedil;&atilde;o. &Eacute; importante que, no Brasil, tamb&eacute;m sejam desenvolvidos estudos que identifiquem esse impacto, levando-se em conta nossas formas de sociabilidade e de tratar as pessoas em diferentes inst&acirc;ncias, para ver se aqui tamb&eacute;m essas rela&ccedil;&otilde;es se confirmam e de que forma elas se confirmam&rdquo;, defendeu Bastos, que &eacute; autor do livro <em>Discrimina&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de: Perspectivas e M&eacute;todos</em>, lan&ccedil;ado em novembro pela Editora Fiocruz.</p> <p> Entre as metodologias que podem ser utilizadas por pesquisadores brasileiros, citadas na obra produzida em parceria com o professor Eduardo Faerstein, do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), est&aacute; a conhecida como auditagem.</p> <p> Por meio dela, s&atilde;o selecionados pares de pacientes com caracter&iacute;sticas semelhantes, exceto o aspecto que caracteriza a discrimina&ccedil;&atilde;o que se pretende investigar. Eles se apresentam em um servi&ccedil;o de sa&uacute;de com os mesmos tipos de roupa e formas de comunica&ccedil;&atilde;o e solicitam o mesmo tratamento.</p> <p> &ldquo;Se houver tratamento diferenciado, com encaminhamentos diferentes, poder&aacute; ser detectada a discrimina&ccedil;&atilde;o e o preju&iacute;zo para o tratamento de determinada patologia&rdquo;, &nbsp;disse.</p> <p> Segundo Jo&atilde;o Luiz Bastos, estudos que identifiquem e quantifiquem essas circunst&acirc;ncias s&atilde;o fundamentais para reduzir a falta de equidade na sa&uacute;de, &ldquo;que podem estar nas rela&ccedil;&otilde;es entre profissionais de sa&uacute;de e pacientes, na prescri&ccedil;&atilde;o de tratamentos medicamentosos ou de outros procedimentos cir&uacute;rgicos e terap&ecirc;uticos, assim como na pr&oacute;pria satisfa&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios com o atendimento prestado&rdquo;.</p> <p> O professor da UFSC tamb&eacute;m citou a aplica&ccedil;&atilde;o de &ldquo;grandes inqu&eacute;ritos&rdquo; que incluam perguntas sobre experi&ecirc;ncias discriminat&oacute;rias e sobre o desenvolvimento de problemas de sa&uacute;de. &ldquo;Dessa forma, pode-se avaliar os dados e examinar a rela&ccedil;&atilde;o entre as experi&ecirc;ncias vividas e a ocorr&ecirc;ncia de agravos &agrave; sa&uacute;de&rdquo;, explicou.</p> <p> O professor destacou o car&aacute;ter inovador do tema, ressaltando que somente durante a d&eacute;cada de 1990 a discrimina&ccedil;&atilde;o passou a ser encarada como um fen&ocirc;meno complexo, nem sempre identificado. Ele lembrou que, antes de 1920, a discrimina&ccedil;&atilde;o racial, por exemplo, sequer era entendida como um problema importante de pesquisa. Segundo ele, a discrimina&ccedil;&atilde;o em qualquer &aacute;rea do cotidiano das pessoas pode trazer preju&iacute;zos &agrave; sa&uacute;de.</p> <p> A aposentada No&aacute;dia Almeida diz que j&aacute; perdeu a conta das vezes que foi alvo de discrimina&ccedil;&atilde;o por causa da cor de sua pele. Em um dos epis&oacute;dios, ela foi impedida de deixar uma loja de departamentos na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, ap&oacute;s ter trocado uma pe&ccedil;a que tinha comprado para a filha.</p> <p> &ldquo;Eu estava saindo da loja quando dois seguran&ccedil;as me mandaram segui-los at&eacute; um outro setor e disseram a outro funcion&aacute;rio: &acute;pegamos a crioula com a muamba no saco&rsquo;. Como eu tinha a nota fiscal, consegui provar que a pe&ccedil;a era minha, mas foram minutos de muita ang&uacute;stia, de muito nervosismo. Todo mundo me olhando, foi um horror&rdquo;, contou ela, que chegou a faltar um dia ao trabalho por causa do &ldquo;violento estresse emocional&rdquo;.</p> <p> O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de informou, por meio da assessoria de imprensa, que n&atilde;o tem dados sobre os impactos da discrimina&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, mas destacou que desenvolve v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es para ligadas ao tema, como as associadas &agrave; Pol&iacute;tica Nacional de Humaniza&ccedil;&atilde;o, lan&ccedil;ada em 2003. Por meio da iniciativa, os profissionais do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) s&atilde;o treinados e capacitados no atendimento que garanta a defesa dos direitos dos usu&aacute;rios, qualquer que seja sua classe social, cor da pele ou condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica ou psicol&oacute;gica.</p> <p> &nbsp;</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: L&iacute;lian Beraldo</em></p> ansiedade depressão discriminação discriminação racial hipertensão Igualdade Racial João Luiz Bastos negros preconceito racismo Saúde sus UFSC Sat, 01 Dec 2012 18:38:30 +0000 lilian.beraldo 709106 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil Maioria dos idosos paulistanos atendidos por ambulatório de psiquiatria tem transtornos de ansiedade e depressão http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2012-09-11/maioria-dos-idosos-paulistanos-atendidos-por-ambulatorio-de-psiquiatria-tem-transtornos-de-ansiedade- <p> Fernanda Cruz<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil<br /> </em></p> <p> <br /> S&atilde;o Paulo &ndash; Levantamento feito na capital paulista, a partir dos prontu&aacute;rios dos idosos atendidos pelo Ambulat&oacute;rio M&eacute;dico de Especialidades (AME) de psiquiatria, mostrou que 61,4% dos diagn&oacute;sticos feitos em agosto deste ano indicaram transtornos de ansiedade e depress&atilde;o. No m&ecirc;s passado, o n&uacute;mero de diagn&oacute;sticos da faixa et&aacute;ria acima de 60 anos (960) revelou-se quase oito vezes superior ao de agosto de 2010, &eacute;poca em que a unidade foi inaugurada e que foram recebidos 124 idosos.</p> <p> Dos pacientes recebidos pelo ambulat&oacute;rio, 30% apresentaram dem&ecirc;ncias, mal de Alzheimer e p&oacute;s-acidente vascular cerebral. O restante dos idosos foi diagnosticado com depend&ecirc;ncias, como a de &aacute;lcool.</p> <p> Entre os depressivos, foram observados fatores comuns que levaram ao quadro. De acordo com F&aacute;bio Armentano, coordenador do Laborat&oacute;rio de Psicogeriatria do AME, conflitos familiares, abandonos e solid&atilde;o, que ocorrem quando h&aacute; morte de c&ocirc;njuge ou quando os filhos deixam a casa dos pais, s&atilde;o os mais comuns. Mas Armentano relata tamb&eacute;m casos de pacientes que moram com os filhos e, mesmo assim, sentem-se s&oacute;s. &ldquo;Eles sofrem com um distanciamento afetivo muito grande&rdquo;, conta.</p> <p> Outro fator levantado pelo m&eacute;dico foi a chegada da aposentadoria n&atilde;o planejada. Al&eacute;m de enfrentar dificuldades financeiras, em muitos casos, os idosos sentem-se desocupados. &ldquo;A gente percebe que esse isolamento social, essa inatividade, &eacute; um fator muito importante para o desenvolvimento de quadros depressivos&rdquo;, disse Armentano.</p> <p> Por isso, a recomenda&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico tanto para o paciente que j&aacute; est&aacute; em tratamento quanto para aquele preocupado em se prevenir contra essa situa&ccedil;&atilde;o &eacute; manter-se ativo. &ldquo;Mesmo parando de trabalhar, deve-se buscar atividades funcionais, ocupacionais ou volunt&aacute;rias, que fa&ccedil;am com que se sinta &uacute;til, ativo&rdquo;, orienta.</p> <p> Essas medidas, destaca o m&eacute;dico, s&atilde;o importantes para evitar o agravamento do quadro depressivo. Pacientes em est&aacute;gio grave de depress&atilde;o podem ter tend&ecirc;ncia ao suic&iacute;dio ou sofrer de inapet&ecirc;ncia, ou seja, quando deixam de se alimentar.</p> <p> J&aacute; os casos graves de transtornos de ansiedade se traduzem na dificuldade de o idoso fazer as suas atividades normais do dia a dia. &ldquo;Os pacientes se isolam dentro de casa por medo ou por crises de ansiedade, como a s&iacute;ndrome do p&acirc;nico. Ele acaba n&atilde;o saindo de casa&rdquo;, disse.</p> <p> Armentano alerta para alguns sinais que podem ser apresentados pelo idoso que sofre de transtornos de ansiedade ou depress&atilde;o. O afastamento do conv&iacute;vio familiar e de outras pessoas, a redu&ccedil;&atilde;o do prazer em fazer as atividades, a falta de disposi&ccedil;&atilde;o para sair de casa ou para se levantar da cama, a diminui&ccedil;&atilde;o do apetite e crises de choro s&atilde;o os mais frequentes. &ldquo;S&atilde;o pacientes que precisam ser levados para uma avalia&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. O m&eacute;dico geriatra &eacute; capaz de identificar se esses sintomas s&atilde;o decorrentes de um quadro depressivo ou alguma outra doen&ccedil;a.&rdquo;</p> <p> O melhor tratamento, de acordo com o m&eacute;dico, &eacute; feito por equipe multidisciplinar, de psiquiatra, psic&oacute;logo, terapeutas ocupacionais e enfermeiros. &ldquo;Quando a gente integra esse tratamento multidisciplinar com a medica&ccedil;&atilde;o, quando ela &eacute; necess&aacute;ria, n&oacute;s conseguimos um melhor resultado. A gente sempre tentar fazer com que o paciente volte a se integrar &agrave; sociedade&rdquo;, disse.</p> <p> &nbsp;</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: L&iacute;lian Beraldo</em></p> ansiedade aposentadoria depressão Fábio Armentano família idosos psiquiatria Saúde solidão Tue, 11 Sep 2012 15:44:44 +0000 lilian.beraldo 703000 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil Pesquisadores testam novo tratamento contra fobia social em hospital da USP http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2012-07-15/pesquisadores-testam-novo-tratamento-contra-fobia-social-em-hospital-da-usp <p> Fl&aacute;via Albuquerque<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> S&atilde;o Paulo &ndash; Um novo tratamento contra fobia social est&aacute; sendo testado h&aacute; um m&ecirc;s por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). A terapia usa um programa de computador que mostra imagens em tr&ecirc;s dimens&otilde;es que reproduzem situa&ccedil;&otilde;es sociais iguais &agrave;s que causam desconforto ao paciente. A fobia social &eacute; um dist&uacute;rbio que leva a pessoa a sofrer cada vez que precisa se submeter a situa&ccedil;&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o social ou que tenha que mostrar desempenho em alguma atividade e afeta 8% da popula&ccedil;&atilde;o.</p> <p> De acordo com psic&oacute;loga e pesquisadora do Hospital das Cl&iacute;nicas Cristiane Maluhy Gebara, respons&aacute;vel pelo projeto, na terapia, o paciente usa fones de ouvido e &oacute;culos especiais que o colocam &ldquo;dentro&rdquo; das situa&ccedil;&otilde;es exibidas como se ele realmente fizesse parte daquilo. S&atilde;o exibidas imagens de intera&ccedil;&atilde;o com desconhecidos, de participa&ccedil;&atilde;o em reuni&otilde;es e at&eacute; de situa&ccedil;&otilde;es em que &eacute; preciso falar a plateias. Com isso, &eacute; poss&iacute;vel testar se o programa contribui para diminuir a rea&ccedil;&atilde;o de ansiedade dos que sofrem de fobia social.</p> <p> &ldquo;[A fobia social] &eacute; um transtorno de ansiedade em que as pessoas t&ecirc;m muito medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa do outro, o que gera dificuldade de intera&ccedil;&atilde;o. Elas evitam situa&ccedil;&otilde;es em que tem que se expor e, quando as enfrentam, fazem isso com muito desconforto, com sofrimento&quot;, explica Cristiane. Segundo a psic&oacute;loga, entre os sintomas est&atilde;o a taquicardia, a sudorese, o rubor nas faces. &quot;&Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o que incomoda muito, porque a pessoa imagina que quem est&aacute; observando percebe e acaba se sentindo embara&ccedil;ada e humilhada.&rdquo;</p> <p> Uma das t&eacute;cnicas de tratamento &eacute; a exposi&ccedil;&atilde;o do paciente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o, o que pode ser feito ao vivo ou simplesmente imaginado. Com a t&eacute;cnica da exposi&ccedil;&atilde;o ao vivo, a melhora ocorre em 70% dos casos. &ldquo;Com tal t&eacute;cnica, de forma gradual e repetida, colocamos a pessoa nas cenas que causam desconforto da que menos incomoda para a que mais causa inc&ocirc;modo&rdquo;, informa a pesquisadora.</p> <p> Ela ressalta que, com a tecnologia e a possibilidade do uso da realidade virtual, a t&eacute;cnica que est&aacute; sendo testada no Hospital das Cl&iacute;nicas permite a exposi&ccedil;&atilde;o do paciente a situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis, mas de forma menos agressiva. &ldquo;Alguns estudos feitos fora do pa&iacute;s mostram que o tempo de exposi&ccedil;&atilde;o fica menor e, como isso &eacute; feito no consult&oacute;rio, o tempo de tratamento pode ser encurtado e &eacute; mais seguro, porque a pessoa sente a ansiedade praticamente da mesma forma, mesmo estando em um ambiente mais privado.&rdquo;</p> <p> Nos testes est&atilde;o previstas 12 sess&otilde;es, mas o tempo de tratamento varia de um paciente para outro, podendo chegar a at&eacute; seis meses. &ldquo;Algumas pessoas n&atilde;o ter&atilde;o tanta dificuldade ao olhar uma cena, ent&atilde;o podem terminar o tratamento antes&rdquo;, diz Cristiane. As causas da fobia social podem ser gen&eacute;ticas ou adquiridas por aprendizagem ou educa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;A pessoa aprende ou copia comportamentos dos pais e a&iacute; pode desenvolver fobia social mais para a frente. O transtorno se inicia quando crian&ccedil;a e passa para a adolesc&ecirc;ncia&rdquo;, completa a psic&oacute;loga.</p> <p> Se n&atilde;o for tratada devidamente, a fobia social pode acarretar preju&iacute;zos de todos os tipos na vida do indiv&iacute;duo. Segundo Cristiane, h&aacute; casos de pessoas que deixam de aceitar cargos que exijam mais exposi&ccedil;&atilde;o, com muita participa&ccedil;&atilde;o em reuni&otilde;es, por exemplo. Na vida pessoal, tamb&eacute;m podem ocorrer preju&iacute;zos, pois, muitas vezes, o paciente deixa de ter uma vida normal por causa da dificuldade para se relacionar e at&eacute; para paquerar, afirma a pesquisadora.</p> <p> O diagn&oacute;stico &eacute; feito com base na an&aacute;lise de alguns crit&eacute;rios espec&iacute;ficos. Com o tratamento, o n&iacute;vel de ansiedade chega a cair muito e a pessoa passa a viver normalmente. O tratamento ainda est&aacute; em fase de pesquisa e n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o de quando a t&eacute;cnica ser&aacute; implantada nas terapias cotidianas.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: N&aacute;dia Franco</em></p> ansiedade fobia social Hospital das Clínicas pesquisadores psiquiatria Saúde tratamento USP Sun, 15 Jul 2012 13:43:40 +0000 nfranco 699135 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil Crises de depressão são casos mais comuns em emergência psiquiátrica de SP http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2011-12-07/crises-de-depressao-sao-casos-mais-comuns-em-emergencia-psiquiatrica-de-sp <p> Vinicius Konchinski<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> S&atilde;o Paulo &ndash; As crises de depress&atilde;o e ansiedade s&atilde;o os casos mais comuns atendidos no maior pronto-socorro psiqui&aacute;trico da capital paulista, o Polo de Aten&ccedil;&atilde;o Intensiva (PAI) em Sa&uacute;de Mental, da regi&atilde;o norte da cidade. Um em cada quatro pacientes emergenciais que procuraram o hospital durante o ano passado apresentou diagn&oacute;stico de alguma dessas crises.</p> <p> O balan&ccedil;o dos atendimentos do PAI foi divulgado pela Secretaria da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo. De acordo com a secretaria, 20.700 pessoas passaram pela emerg&ecirc;ncia do hospital. Dessas, 5.175 (25%) tinham crise de depress&atilde;o ou de ansiedade.</p> <p> Em segundo lugar como a maior causa de atendimento v&ecirc;m os casos de depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica, com 13% dos pacientes. Os surtos psic&oacute;ticos, com 12% dos pacientes atendidos, s&atilde;o a terceira maior causa de atendimento emergencial, seguidos dos transtornos bipolares, com 7%.</p> <p> De acordo com a gerente m&eacute;dica do PAI, C&eacute;lia Gallo, a predomin&acirc;ncia dos casos de depress&atilde;o e ansiedade entre os pacientes do hospital &eacute; considerada normal. Apesar de algumas pessoas pensarem que o cotidiano em grandes centros urbanos como S&atilde;o Paulo facilita esse tipo de crise, em hospitais de cidades pequenas o percentual de pacientes com depress&atilde;o ou ansiedade &eacute; equivalente.</p> <p> Isso acontece, disse Gallo, porque a depress&atilde;o e a ansiedade t&ecirc;m duas causas principais, que podem ser encontradas em qualquer lugar. A primeira &eacute; gen&eacute;tica; a segunda, ligada &agrave; forma com que as pessoas lidam com seus problemas e com as situa&ccedil;&otilde;es de estresse. &ldquo;Essas situa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o acontecem s&oacute; no trabalho ou no tr&acirc;nsito&rdquo;, complementou Gallo. &ldquo;Problemas familiares tamb&eacute;m podem causar estresse e acontecem em qualquer lugar do pa&iacute;s.&rdquo;</p> <p> Sem o devido acompanhamento, o estresse e a tend&ecirc;ncia gen&eacute;tica podem levar a casos graves de depress&atilde;o. Nesses casos, o paciente pode ter crises, como as atendidas no PAI. &ldquo;Algumas pessoas chegam com formigamentos e outros sintomas f&iacute;sicos causados pelo problema psiqui&aacute;trico&rdquo;, explicou Gallo.</p> <p> Depois dessas crises, os pacientes do PAI s&atilde;o encaminhados para tratamento em unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de ou at&eacute; interna&ccedil;&atilde;o. Para que tudo isso seja evitado, por&eacute;m, C&eacute;lia Gallo recomenda alguns cuidados.</p> <p> Segundo ela, casos iniciais de depress&atilde;o e ansiedade podem ser facilmente tratados. Por isso, &eacute; importante que pacientes que apresentem alguns sintomas procurem por um m&eacute;dico o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel.</p> <p> &ldquo;Ainda existe um preconceito contra as doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas. Muitos pacientes atendidos aqui falam que n&atilde;o quiseram procurar um m&eacute;dico&rdquo;, disse. &ldquo;Isso atrasa muito o tratamento.&rdquo;</p> <p> Visando a combater a falsa impress&atilde;o de que uma doen&ccedil;a psiqui&aacute;trica est&aacute; ligada &agrave; pregui&ccedil;a ou &agrave; &ldquo;falta de o que fazer&rdquo;, o PAI da regi&atilde;o norte da capital tem um projeto de conscientiza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o. O projeto Casulo vai a escolas e centros comunit&aacute;rios explicando sintomas das doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas e op&ccedil;&otilde;es de tratamento dos pacientes para romper os tabus ligado &agrave; depress&atilde;o.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Gra&ccedil;a Adjuto</em></p> ansiedade atendimentos balanço depressão emergência psiquiátrica pai são paulo Saúde Saúde mental Wed, 07 Dec 2011 11:39:36 +0000 gracaadjuto 684638 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil Cinco novos medicamentos entram na lista de distribuição do Programa Farmácia Popular http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2011-05-17/cinco-novos-medicamentos-entram-na-lista-de-distribuicao-do-programa-farmacia-popular <p> Paula Laboissi&egrave;re<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Bras&iacute;lia &ndash; Cinco novos medicamentos passaram a integrar a lista de rem&eacute;dios encontrados nas unidades do Programa Farm&aacute;cia Popular &ndash; losartana pot&aacute;ssica (contra a hipertens&atilde;o arterial), loratadina (antial&eacute;rgico), fluoxetina (antidepressivo), clonazepan (ansiol&iacute;tico) e alendronato de s&oacute;dio (contra a osteoporose).</p> <p> De acordo com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, dos cinco medicamentos, apenas o losartana pot&aacute;ssica ser&aacute; distribu&iacute;do de forma gratuita. Os outros quatro ter&atilde;o desconto de 90%. A lista de rem&eacute;dios do Farm&aacute;cia Popular que s&atilde;o distribu&iacute;dos de gra&ccedil;a &eacute; composta de 12 medicamentos que combatem a hipertens&atilde;o e o diabetes.</p> <p> Ao todo, 547 unidades administradas pelo governo federal, em 431 munic&iacute;pios brasileiros, fazem a distribui&ccedil;&atilde;o dos rem&eacute;dios. Na rede privada de farm&aacute;cias e drogarias, o programa recebe a denomina&ccedil;&atilde;o Aqui Tem Farm&aacute;cia Popular e oferta gratuitamente 25 medicamentos em 2,5 mil cidades.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Lana Cristina</em><br /> &nbsp;</p> Alergia ansiedade depressão diabetes drogarias farmácia popular hipertensão medicamentos osteoporose Saúde Tue, 17 May 2011 19:29:42 +0000 lana 670626 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil