Sarkozy defende que presidente sírio deixe o poder

03/01/2012 - 11h16

Da Agência Lusa

Brasília - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, reiterou hoje (3) que o chefe de Estado sírio, Bashar Al Assad, deve sair do cargo e deixar o povo "decidir livremente o seu destino".

A comunidade internacional "deve assumir as suas responsabilidades [...] ao denunciar a repressão cruel e deve assegurar que os observadores da Liga Árabe tenham todos os meios e toda a liberdade para fazer corretamente o seu trabalho", defendeu Sarkozy ao apresentar
cumprimentos aos militares na escola naval de Lanvéoc-Poulmic.

Os apelos à retirada de observadores da Liga Árabe aumentaram desde a chegada da delegação a Damasco, no dia 26 de dezembro, devido à continuação da repressão por parte do regime.

Desde o início da contestação, em março, a repressão já fez mais de 5 mil mortos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

O presidente francês também disse que a comunidade internacional deve "assumir as suas responsabilidades [...] ao adotar sanções mais duras e garantir acesso de ajuda humanitária". "É nisso que vamos nos empenhar profundamente", prometeu.

Antes das declarações de Sarkozy, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Alain Juppé, defendeu, em declarações a um canal de televisão, que as condições da missão de observadores árabes na Síria devem ser clarificadas e lamentou que a Rússia continue a bloquear uma condenação do regime sírio na ONU.