CNI acredita que investimento produtivo terá reação positiva ainda este ano

29/06/2009 - 18h54

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ArmandoMonteiro Neto, classificou como “importantes e absolutamentenecessárias” as medidas de barateamento do financiamento para a comprade máquinas e equipamentos, anunciadas hoje (29) pelo governo federal.Emnota divulgada por sua assessoria, Monteiro Neto ressaltou que oinvestimento caiu muito no Brasil depois do início da crise, em setembro do ano passado, e disse que “essas medidas de estímulo ao investimentosão muito necessárias para recuperar um pouco a taxa de investimento daeconomia”.Na opinião do presidente da CNI, o investimento produtivopoderá mostrar, ainda este ano, os reflexos dos incentivos anunciadoshoje. “Acho que é possível, sim, já no segundo semestre termos umapequena recuperação do investimento.”Ele lembrou que até o anopassado, a formação bruta de capital fixo, que mede o investimentoprodutivo no país, crescia a um ritmo de 20% ao ano. Mas noprimeiro trimestre deste ano, o indicador caiu 12,6% em comparaçãocom o mesmo período de 2008. Para ele, é fundamental reverteressa queda. "Porque o investimento de hoje é a produção e o emprego deamanhã”.Entre as medidas anunciadas estão a redução da Taxa deJuros de Longo Prazo (TJLP), que baliza os financiamentos de bens decapital, de 6,25% ao ano para 6%, e a redução do custo do empréstimo doTesouro Nacional para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico eSocial (BNDES). O empréstimo do Tesouro para o BNDES era taxado pela TJLP, acrescida de 2,5% e, agora, será cobrada apenas a TJLP. Além disso, a taxa dejuros para o tomador final do BNDES cairá com a equalização de até 5,5pontos percentuais pela União.O presidente da CNI destacou, noentanto, que uma das medidas esperadas pelos empresários não foicontemplada pelo governo, a que permitiria compensar o PIS e o Cofins pagosna aquisição dos bens de capital num prazo mais curto. “Hoje, acompensação é em 12 meses e esperava-se que ficasse em seis meses ouaté de maneira imediata. Isso, sem dúvida nenhuma, frustra aexpectativa da CNI e do setor de máquinas e equipamentos”, disse Monteiro Neto.