Brasília - O ministro da Educação, Tarso Genro, lançará na terça-feira (26) o programa Escola de Fábrica, que tem por objetivo a formação profissional de jovens de baixa renda, de 15 a 17 anos, nas próprias empresas. A meta é abrir 500 escolas em fábricas, empresas e unidades produtivas com mais de 300 funcionários de todo o País e formar, no mínimo, dez mil alunos por ano.
Na solenidade de lançamentoserão apresentados os projetos Formare, Pescar e Integrar, além das ações desenvolvidas pela União Nacional das Escolas Famílias Agrícolas do Brasil. Estes projetos realizam experiências semelhantes ao Escola de Fábrica e servem como inspiração para a iniciativa do governo federal.
O objetivo do meta do Escola de Fábrica é expandir a oferta de vagas na formação profissional, envolvendo organizações empresariais e unidades produtivas na preparação de recursos humanos, para o exercício de uma profissão, de modo a promover a inclusão social. Além de desenvolver cursos de formação inicial e continuada para o exercício de uma profissão nas áreas da indústria, comércio e prestação de serviços, as empresas estimularão os alunos na adoção de hábitos e atitudes de convivência, tendo uma parte da carga horária destinada à qualificação prática e a outra, à formação de cidadania por meio de temas como inserção social, direitos e deveres, comunicação interpessoal, meio ambiente, saúde e informática.
As instituições selecionadas para o credenciamento receberão recursos financeiros do MEC, a fim de estruturá-las a implantar e desenvolver o programa, captando empresas e unidades produtivas para inserção na rede de Escolas de Fábrica. As instituições também identificarão as
necessidades de qualificação das empresas, elaborando projeto pedagógico para cada unidade e montando o programa e a grade adequada à clientela.
As empresas realizarão a avaliação e certificação, mas poderão demandar serviços de terceiros para avaliação e certificação dos cursos, devendo articular-se preferencialmente com as Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica (Ifets), que são as gestoras e fornecerão acesso à tecnologia, processo de criação de cursos, transferência de metodologia, cursos de qualificação de instrutores, apoio pedagógico, material, visitas às operadoras e acompanhamento às escolas nas empresas a elas vinculadas e assessoria para troca de experiências e atualizações.
As empresas, além de promoverem gestão com responsabilidade social, vão liberar espaço, mobiliário, instrutores, alimentação, uniforme, transporte, bolsas de estudos de meio salário mínimo, material didático e seguro de vida em grupo. Ainda arcarão com custos do processo de
ensino e aprendizagem.
Os alunos beneficiários do programa deverão morar em comunidades vizinhas à empresa participante e apresentar as seguintes características: ser aluno (a) de curso regular da rede pública; estar concluindo o ensino fundamental, ou cursando ou concluindo o ensino médio; e não estar matriculado em cursos de educação profissional ao ingressar no programa.
Com informações do Ministério da Educação