Pimentel diz que maior desafio do país e trazer a indústria para o século 21

10/05/2012 - 12h36

Flávia Villela e Thais Leitão
Repórteres da Agência Brasil


Rio de Janeiro – O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse hoje (10) que o maior desafio do país é atualizar a indústria e trazê-la para o século 21. “Temos uma indústria sólida, poderosa e muito enraizada, cujo desempenho no século passado foi fundamental para colocar o Brasil na posição que tem hoje. Mas essa indústria precisa fazer um grande esforço para se tornar uma indústria contemporânea e isso não é tarefa fácil.”

Segundo o ministro, a indústria tem que incorporar a inovação tecnológica e se tornar mais ágil. O governo também pode contribuir diminuindo a tributação, tornando mais flexíveis os mecanismos de financiamento, criando programas de apoio à qualificação de mão de obra. “E tudo isso está em marcha neste momento e estou confiante de que nos próximos anos iremos colocar nossa indústria na posição que ela precisa estar, entre as indústrias de ponta no mundo”, disse o ministro ao participar na manhã de hoje do Seminário Internacional Políticas Industriais do Século 21: um Diálogo entre a América Latina e o Mundo, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

Pimentel citou ainda o Plano Brasil Maior como uma das iniciativas relevantes do Executivo para impulsionar o crescimento sustentável da indústria brasileira.

Ele adiantou que o governo está acompanhando a queda nas vendas do setor automotivo, mas que isso não é motivo de apreensão.

“As medidas [facilitação de crédito, redução de juros] foram tomadas agora e demoram um pouco para produzir resultados. A queda do mercado é sazonal e normalmente o primeiro semestre é mais fraco na venda de veículos, talvez neste ano esteja mais fraco, porém não acho que vá provocar grandes mudanças”.
 
Perguntado sobre os efeitos da alta do dólar no comércio exterior, o ministro respondeu que o câmbio é positivo para os exportadores. Segundo ele, “o dólar está em bom patamar”.  

 

 

Edição: Lílian Beraldo