IBGE mostra que é menor número de mortes por violência entre jovens do sexo masculino

12/04/2006 - 13h30

Cristiane Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Rio - Os homens com idade entre 20 e 24 anos continuam sendo as maiores vítimas de homicídios e acidentes de trânsito. No entanto, em 2004, o número de jovens do sexo masculino mortos por causas externas apresentou uma pequena redução. A taxa caiu de 184 em 2003 para 171 óbitos em cada 100 mil homens, ficando no mesmo patamar registrado em 1995.

Para as mulheres nessa faixa etária, a incidência de mortes violentas se mantém praticamente inalterada nos últimos 20 anos, com um mínimo de 18 e máximo de 22 óbitos por 100 mil habitantes. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais divulgada hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo foi feito com base no cruzamento de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004 (Pnad) e mostra que a taxa de mortalidade infantil também manteve a trajetória de queda, passando de 45,1% em 1991 para 26,6% em 2004.

"A taxa de mortalidade infantil neste patamar coloca o Brasil na 99ª posição no ranking dos países com as mais baixas taxas estimadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e num padrão semelhante ao de países desenvolvidos como a França e a Espanha", acrescentou o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.

Ele enfatizou que a queda nas taxas de mortalidade tem contribuído para o aumento da expectativa de vida do brasileiro. Segundo a pesquisa, em 2004, a esperança média de vida no Brasil era de 71,7 anos de idade, o que deixava o país na 82ª entre as 192 nações analisados pela ONU.

Entre 1991 e 2004, a expectativa de vida do brasileiro aumentou em quatro anos. Para as mulheres a esperança de vida saltou de 70,9 para 75,5 anos e para os homens, de 63,2 para 67,9 anos.