IPCA acumulado até março é inferior ao do ano passado

08/04/2005 - 10h57

Cristiane Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Rio - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou em março alta de 0,61%, e ficou bem próxima da taxa de 0,59% de fevereiro, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Com o resultado, o índice acumula no primeiro trimestre do ano alta de 1,79%, abaixo da taxa de 1,85% registrada no primeiro trimestre de 2004. Nos 12 meses completados em março, o IPCA foi de 7,54%, acima dos 7,39% registrada nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2004, o IPCA foi de 0,47%.

Segundo o IBGE, o aumento das tarifas dos ônibus urbanos foi o maior responsável pela alta do índice, que é usado pelo governo para fixar as metas inflacionárias. Os reajustes em São Paulo e Porto Alegre contribuíram com 5,02% no IPCA. As contas de água e esgoto, com 4,42%, também ficaram mais caras e pressionaram a inflação do mês, com reajustes em seis das 11 regiões pesquisadas. Os preços de mensalidades de cursos subiram 0,50%, bem abaixo dos 6,29% de fevereiro.

Além dos cursos, em março desaceleraram os preços do seguro de veículos (2,29% para 0,40%), empregados domésticos (de 1,12% para 0,14%), artigos de higiene pessoal (de 0,90% para -0,16%) e alimentos (de 0,49% para 0,26%). No caso dos alimentos, vários itens ficaram mais baratos, como as hortaliças (-4,23%), farinha de mandioca (-2,34%), feijão carioca (-2,09%), frango (-1,61%), pão francês (-1,55%), feijão preto (-1,05%) e carnes (-0,50%). Entre os que subiram, os destaques foram os ovos (9,80%) e o alho (6,13%).

Belo Horizonte e São Paulo registraram as maiores taxas de inflação (0,87%) por causa dos reajustes na taxa de água e esgoto e nas passagens dos ônibus urbanos, respectivamente. Salvador registrou a menor taxa (-0,15%). No Rio de Janeiro, a inflação foi de 0,29%.

O IPCA mede a inflação dos gastos de famílias com renda de um a 40 salários mínimos em nove regiões metropolitanas (Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Belém, Rio de Janeiro e Salvador), além de Brasília e do município de Goiânia.