agrotóxico http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/taxonomy/term/118697/all pt-br Brasil recolhe 94% das embalagens vazias de agrotóxicos http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-08-16/brasil-recolhe-94-das-embalagens-vazias-de-agrotoxicos <p>Camila Maciel<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> S&atilde;o Paulo &ndash; Por mais de 20 anos, o agricultor &Eacute;der Gadioli, 51 anos, pensou que estava descartando corretamente as embalagens de agrot&oacute;xicos que utilizava nas planta&ccedil;&otilde;es de feij&atilde;o, arroz e milho no munic&iacute;pio de Roseira, a 160 quil&ocirc;metros da capital paulista. Queimava o recipiente, reutilizava para transportar &aacute;gua ou descartava-o de forma indiscriminada. &ldquo;Eram coisas absurdas. A gente n&atilde;o tinha informa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o sabia o que estava fazendo&rdquo;, diz o agricultor. H&aacute; dez anos o procedimento mudou: a embalagem &eacute; lavada tr&ecirc;s vezes, estocada de maneira adequada e encaminhada para centrais de reciclagem espec&iacute;ficas. &Eacute; a chamada log&iacute;stica reversa.</p> <p> Enquanto muitos setores da economia estudam formas de se adequarem &agrave; Pol&iacute;tica Nacional de Res&iacute;duos S&oacute;lidos (Lei 12.305/2010), que imp&otilde;e &agrave; cadeia produtiva a responsabilidade de dar a destina&ccedil;&atilde;o correta aos res&iacute;duos s&oacute;lidos produzidos, o setor de defensivos agr&iacute;colas j&aacute; colhe resultados de uma pol&iacute;tica implantada h&aacute; mais de dez anos sob as normas da Lei 9.974/2000. Atualmente, 94% das embalagens vazias est&atilde;o sendo recolhidas de forma adequada e gerando novos insumos pl&aacute;sticos, inclusive novos recipientes para agrot&oacute;xicos.</p> <p> Para refor&ccedil;ar a necessidade de ampliar, cada vez mais, uma postura consciente no meio rural, no pr&oacute;ximo dia 18 agosto, ser&aacute; celebrado o Dia Nacional do Campo Limpo. As comemora&ccedil;&otilde;es da data tiveram in&iacute;cio hoje (16) na cidade de Taubat&eacute;, no Vale do Para&iacute;ba. Na pr&oacute;xima semana, oficinas, palestras e gincanas ocorrer&atilde;o em escolas e comunidades localizadas nas proximidades das 100 unidades de recebimento das embalagens em 24 estados do pa&iacute;s.</p> <p> &ldquo;Conseguimos esses resultados com o envolvimento de toda a cadeia produtiva, do fabricante ao agricultor. Isso pode servir de exemplo ao meio urbano&rdquo;, destacou Jo&atilde;o C&eacute;sar Rando, presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), entidade que representa a ind&uacute;stria fabricante.</p> <p> Segundo o Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, o Brasil produz diariamente cerca de 240 mil toneladas de lixo, grande parte depositada de forma inadequada em lix&otilde;es.</p> <p> Entre 2002 e 2012, foram retiradas do meio ambiente 260 mil toneladas de embalagens de agrot&oacute;xicos, de acordo com o inpEV. A destina&ccedil;&atilde;o correta gerou uma economia de energia suficiente para abastecer 1,4 milh&atilde;o de casas no per&iacute;odo, segundo levantamento da Funda&ccedil;&atilde;o Espa&ccedil;o ECO, que re&uacute;ne especialistas respons&aacute;veis pela an&aacute;lise da efici&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es sustent&aacute;veis implementadas por algumas empresas.</p> <p> As mudan&ccedil;as trazidas com a integra&ccedil;&atilde;o do sistema agr&iacute;cola facilitaram a vida de &Eacute;der. &ldquo;Hoje tenho at&eacute; menos trabalho [com os recipientes]. Antes tinha que queimar tudo, polu&iacute;a tudo, produzia muita fuma&ccedil;a. Agora a gente tem a informa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o &eacute; s&oacute; porque a lei manda, &eacute; fazer a nossa parte mesmo&rdquo;, disse.</p> <p> A nova postura dos agricultores em rela&ccedil;&atilde;o aos agrot&oacute;xicos est&aacute; refletida na diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de autua&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; armazenagem e &agrave; destina&ccedil;&atilde;o dos res&iacute;duos dos defensivos no interior paulista. &ldquo;Elas t&ecirc;m diminu&iacute;do porque est&aacute; sendo feito um trabalho que &eacute; sobretudo de educa&ccedil;&atilde;o. As pessoas agora t&ecirc;m uma consci&ecirc;ncia disso. S&atilde;o os pr&oacute;prios produtores que trazem as embalagens&rdquo;, declarou a secret&aacute;ria de Meio Ambiente e Abastecimento do Estado de S&atilde;o Paulo, M&ocirc;nica Bergamaschi.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: F&aacute;bio Massalli</em></p> <p> Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir o material &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></p> agricultura agrotóxico brasil destinação da embalagem vazia de agrotóxico embalagem de agrotóxico embalagem vazia de agrotóxico lixo Meio Ambiente Fri, 16 Aug 2013 21:14:39 +0000 fabio.massalli 728276 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Mato Grosso mantém-se na liderança do recolhimento de embalagens de agrotóxicos http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-03-25/mato-grosso-mantem-se-na-lideranca-do-recolhimento-de-embalagens-de-agrotoxicos <p align="LEFT" class="western" style="margin-bottom: 0cm"> <span><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font color="#000000">Carolina Gon&ccedil;alves</font><br /> <i><font color="#000000">Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</font></i></font></font></span></p> <p align="LEFT" class="western" style="margin-bottom: 0cm"> <span><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font color="#000000">Bras&iacute;lia &ndash; Considerado o celeiro do pa&iacute;s<font size="3"> </font>pelo grande volume de produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os, o estado de Mato Grosso mant&eacute;m-se tamb&eacute;m na lideran&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao recolhimento de embalagens de agrot&oacute;xicos utilizad<font size="3">a</font>s nessas culturas. Nos dois primeiros meses des<font size="3">t</font>e ano, os produtores, fabricantes de fertilizantes e comerciantes conseguiram garantir que 1,5 mil embalagens usadas no campo fossem devolvidas e ambientalmente tratadas.</font></font></font></span></p> <p align="LEFT" class="western" style="margin-bottom: 0cm"> <span><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font color="#000000">Essa cadeia, conhecida como </font><font color="#000000">gest&atilde;o p&oacute;s-consumo, ou log&iacute;stica reversa, tornou-se uma obriga&ccedil;&atilde;o para o setor em 2002. Desde que os segmentos envolvidos na cadeia conseguiram organizar um sistema para recolhimento e tratamento dessas embalagens, Mato Grosso vem apresentando os melhores resultados. Em janeiro e fevereiro do ano passado, o recolhimento j&aacute; ultrapassava 1,3 mil volumes.</font></font></font></span></p> <p align="LEFT" class="western" style="margin-bottom: 0cm"> <span><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font color="#000000">Atualmente, o estado &eacute; respons&aacute;vel por 11% de todo o material recolhido no pa&iacute;s nesse mesmo per&iacute;odo (quase 6 mil toneladas de embalagens). Os produtores, fabricantes e comerciantes d<font size="3">e</font> Mato Grosso registram volumes duas vezes maiores do que os levantados em Goi&aacute;s, por exemplo - segundo estado nesse <em>ranking</em>, com 702 embalagens em janeiro e fevereiro des<font size="3">t</font>e ano. </font></font></font> </span></p> <p align="LEFT" class="western" style="margin-bottom: 0cm"> <span><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font color="#000000">Mesmo com esse destaque, os fabricantes de embalagens que organizam as estat&iacute;sticas preferem trabalhar com n&uacute;mero em blocos. Segundo levantamento do </font><font color="#000000">Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (in<font size="3">P</font>EV), que representa <font size="3">o </font>segmento, no topo da lista, ao lado de Mato Grosso, est&atilde;o os resultados de Goi&aacute;s e do Paran&aacute; (691 embalagens). <font size="3">A</font> cadeia de p&oacute;s-consumo nessas tr&ecirc;s regi&otilde;es respondem por 49% do total de embalagens destinadas de forma ambientalmente adequada.</font></font></font></span></p> <p align="LEFT" class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.5cm;"> <span><font color="#000000"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">A gest&atilde;o p&oacute;s-consumo em todo o territ&oacute;rio brasileiro, nos dois primeiros meses des<font size="3">t</font>e ano, totalizou 5.968 toneladas de embalagens vazias de defensivos agr&iacute;colas, ou seja, 6% a mais do que o volume recolhido e tratado adequadamente no mesmo per&iacute;odo de 2012. </font></font></font> </span></p> <p align="LEFT" class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.5cm"> <span><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font color="#000000">O aumento da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola no pa&iacute;s &eacute; apontado como um dos motivos para o crescimento do volume de embalagens contabilizadas pelo sistema de log&iacute;stica reversa. <font size="3">R</font>epresentantes do in<font size="3">P</font>EV garantem que esse volume crescente tamb&eacute;m mostra que o atendimento &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o nacional tem acompanhado o incremento da atividade agr&iacute;cola. </font><font color="#000000">Os n&uacute;meros do instituto apontam que 94% de tudo o que &eacute; colocado no mercado brasileiro &eacute; encaminhado para a destina&ccedil;&atilde;o adequada. </font></font></font> </span></p> <p align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm"> <span><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">A log&iacute;stica reversa de embalagens vazias de defensivos agr&iacute;colas realizada pelo Sistema Campo Limpo, que envolve a responsabilidade de todo o setor, foi destacada, h&aacute; poucos dias, em uma publica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Agricultura, que re&uacute;ne exemplos de gest&atilde;o sustent&aacute;vel no campo. <font color="#000000">Nos &uacute;ltimos dez anos, mais de 237 mil toneladas de embalagens de agrot&oacute;xicos utilizadas nas propriedades rurais brasileiras voltaram para os fabricantes que reutilizaram ou eliminaram o material, seguindo padr&otilde;es ambientais definidos em lei. </font></font></font> </span></p> <p class="western" style="line-height: 0.5cm;"> <span><font color="#000000"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3">Apenas no ano passado, segundo dados do in<font size="3">P</font>EV, o volume de embalagens recolhidas e corretamente destinadas por agricultores, comerciantes e fabricantes superou as 37,7 mil toneladas. O balan&ccedil;o mostra um aumento de 9% em rela&ccedil;&atilde;o ao registro de 2011.</font></font></font></span></p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Gra&ccedil;a Adjuto</em></p> <p> Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <em><strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></em></p> agrotóxico campo celeiro comerciantes culturas embalagens fabricantes fertilizantes grãos mato grosso Meio Ambiente Ministério da Agricultura produção produtores volume Mon, 25 Mar 2013 14:26:37 +0000 gracaadjuto 716792 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Anvisa: agrotóxico utilizado como chumbinho é retirado do mercado brasileiro http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2012-11-05/anvisa-agrotoxico-utilizado-como-chumbinho-e-retirado-do-mercado-brasileiro <p> Paula Laboissi&egrave;re<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil<br /> </em><br /> Bras&iacute;lia &ndash; O aldicarbe, agrot&oacute;xico utilizado de forma irregular como raticida dom&eacute;stico (chumbinho), foi banido do mercado brasileiro, informou hoje (5) a Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa).</p> <p> Estimativas do governo apontam que o produto &eacute; respons&aacute;vel por quase 60% dos 8 mil casos de intoxica&ccedil;&atilde;o relacionados a chumbinho no Brasil todos os anos. O aldicarbe tem a mais elevada toxicidade entre todos os ingredientes ativos de agrot&oacute;xicos at&eacute; ent&atilde;o autorizados para uso no pa&iacute;s.</p> <p> O &uacute;nico produto &agrave; base de aldicarbe que tinha autoriza&ccedil;&atilde;o de uso no Brasil era o Temik 150, da empresa Bayer. &ldquo;Trata-se de um agrot&oacute;xico granulado, classificado como extremamente t&oacute;xico, que tinha aprova&ccedil;&atilde;o para uso exclusivamente agr&iacute;cola, como inseticida, acaricida e nematicida, para aplica&ccedil;&atilde;o nas culturas de batata, caf&eacute;, citros e cana-de-a&ccedil;&uacute;car&rdquo;, informou a Anvisa.</p> <p> Por meio de nota, o &oacute;rg&atilde;o destacou que o cancelamento do registro dos produtos &agrave; base de aldicarbe segue recomenda&ccedil;&atilde;o feita durante reuni&atilde;o, em 2006, da Comiss&atilde;o de Reavalia&ccedil;&atilde;o Toxicol&oacute;gica. Na &eacute;poca, foi estabelecida uma s&eacute;rie de medidas para a continuidade do uso do aldicarbe no Brasil, como a restri&ccedil;&atilde;o de venda aos estados da Bahia, de Minas Gerais e de S&atilde;o Paulo, exclusivamente para agricultores certificados e propriedades cadastradas para uso do produto; e a inclus&atilde;o de agente amargante e de em&eacute;tico (subst&acirc;ncia que induz ao v&ocirc;mito) na formula&ccedil;&atilde;o do produto.</p> <p> Ap&oacute;s o processo de reavalia&ccedil;&atilde;o, a Bayer S/A apresentou, em 2011, um cronograma de descontinuidade de comercializa&ccedil;&atilde;o e de encerramento de importa&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o do produto. A empresa se comprometeu ainda a efetuar o recolhimento de qualquer sobra do produto em posse de agricultores.</p> <p> Em junho de 2012, a Anvisa cancelou o informe de avalia&ccedil;&atilde;o toxicol&oacute;gica dos agrot&oacute;xicos &agrave; base de aldicarbe e, em outubro de 2012, o Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento publicou o cancelamento do registro do Temik 150. Com a decis&atilde;o, est&atilde;o proibidos no Brasil a produ&ccedil;&atilde;o, a comercializa&ccedil;&atilde;o e o uso de qualquer agrot&oacute;xico &agrave; base de aldicarbe.</p> <p> A Anvisa destacou que o chumbinho &eacute; ineficaz no combate dom&eacute;stico de roedores j&aacute; que, como o primeiro animal que ingere o veneno morre de imediato, os demais ratos observam e n&atilde;o consomem o alimento envenenado. J&aacute; os raticidas legalizados agem como anticoagulantes, provocando envenenamento lento. Dessa forma, a morte do animal n&atilde;o fica associada ao alimento ingerido, o que faz com que todos os ratos da col&ocirc;nia ingiram o veneno.</p> <p> A ag&ecirc;ncia destacou ainda que o chumbinho &eacute; um produto clandestino e que no r&oacute;tulo n&atilde;o h&aacute; quaisquer orienta&ccedil;&otilde;es quanto ao manuseio e &agrave; seguran&ccedil;a, informa&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas, telefones de emerg&ecirc;ncia, descri&ccedil;&atilde;o do ingrediente ativo e ant&iacute;dotos que devem ser utilizados em casos de envenenamento, o que dificulta a a&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de no atendimento a pessoas intoxicadas.</p> <p> Os sintomas t&iacute;picos de intoxica&ccedil;&atilde;o por chumbinho s&atilde;o registrados em menos de uma hora ap&oacute;s a ingest&atilde;o e incluem n&aacute;useas, v&ocirc;mito, sudorese, saliva&ccedil;&atilde;o excessiva, vis&atilde;o borrada, contra&ccedil;&atilde;o da pupila, dor abdominal, diarreia, tremores e taquicardia.</p> <p> Em caso de intoxica&ccedil;&atilde;o, a orienta&ccedil;&atilde;o da Anvisa &eacute; que a pessoa ligue para o Disque-Intoxica&ccedil;&atilde;o: 0800-722-6001. O servi&ccedil;o &eacute; gratuito e est&aacute; dispon&iacute;vel para todo o pa&iacute;s.</p> <p> &nbsp;</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: L&iacute;lian Beraldo</em></p> agrotóxico aldicarbe Anvisa Bayer chumbinho Intoxicação Saúde Temik 150 Mon, 05 Nov 2012 11:35:47 +0000 lilian.beraldo 707177 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Servatis assina TAC para investir R$ 38 milhões em ações de recuperação do meio ambiente em Resende (RJ) http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2012-07-04/servatis-assina-tac-para-investir-r-38-milhoes-em-acoes-de-recuperacao-do-meio-ambiente-em-resende-rj <p> Isabela Vieira<br /> Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</p> <p> Rio de Janeiro- <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2008-11-20/rio-paraiba-do-sul-esta-liberado-para-uso-depois-de-vazamento-de-pesticida">Respons&aacute;vel pelo vazamento de 8 mil litros de inseticida no Rio Para&iacute;ba do Sul, h&aacute; quatro anos</a>, a empresa Servatis assinou hoje (3) um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A Servatis se compromete a investir R$ 38 milh&otilde;es, referentes &agrave; multa pelo acidente, em a&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea de pesquisa, meio ambiente, al&eacute;m de encerrar a produ&ccedil;&atilde;o de agrot&oacute;xicos em at&eacute; cinco anos.</p> <p> A empresa aceitou parar de produzir seis inseticidas e sete herbicidas, dentre eles, o endosulfan, que causou o acidente. A Servatis pretende investir agora em f&aacute;rmacos e biotecnologia, por meio da remodela&ccedil;&atilde;o do parque produtivo e de parcerias com institui&ccedil;&otilde;es como o Instituto Vital Brasil e a Universidade Federal Fluminense (UFF), como consta do documento.</p> <p> &quot;Gradativamente teremos nossa autonomia nessas &aacute;reas&quot;, disse o vice-presidente da companhia, Carlos Azevedo, que aposta no novo centro de pesquisa e produ&ccedil;&atilde;o. O polo est&aacute; sendo instalado em um terreno de 150 mil metros quadrados em Resende, sede da empresa. No munic&iacute;pio, a Servatis est&aacute; obrigada a tratar o esgoto de tr&ecirc;s bairros e apoiar a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o ambiental.</p> <p> Por causa dos impactos do vazamento de 2008, a empresa tamb&eacute;m fica obrigada a produzir um milh&atilde;o de alevinos (peixes) por ano para repovoar o Rio Para&iacute;ba do Sul e recuperar margens do rio que ficaram destru&iacute;das. O reflorestamento de algumas &aacute;reas tamb&eacute;m est&aacute; na lista.</p> <p> Para a empresa, que sofre com preju&iacute;zos financeiros desde 2010 em fun&ccedil;&atilde;o do acidente, a convers&atilde;o da multa em medidas na &aacute;rea ambiental foi a melhor forma de compensar perdas pelo vazamento sem fechar as portas. &quot;O acidente foi tr&aacute;fico. Mas uma multa, a meu ver, nunca resolve o problema. J&aacute; o TAC vai gerar solu&ccedil;&otilde;es eficazes e duradouras&rdquo;, disse o vice-presidente da Servatis.</p> <p> O secret&aacute;rio estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse que n&atilde;o basta multar. &quot;&Eacute; reconverter a situa&ccedil;&atilde;o produtiva para em vez de produzir agrot&oacute;xicos que contaminam o nosso tomate do dia a dia, nossos rios e os p&aacute;ssaros da regi&atilde;o, ser vanguarda na produ&ccedil;&atilde;o de biodefensivos&quot;.</p> <p> O vazamento no Para&iacute;ba do Sul foi considerado um dos maiores acidentes ambientais do estado do Rio de Janeiro. Contaminou 400 quil&ocirc;metros do Rio Para&iacute;ba do Sul e matou milhares de peixes em per&iacute;odo de reprodu&ccedil;&atilde;o. <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2009-02-13/empresas-envolvidas-em-desastre-ambiental-no-rio-paraiba-do-sul-terao-de-indenizar-pescadores">A empresa ainda foi condenada pela Justi&ccedil;a a pagar R$ 2,5 milh&otilde;es em indeniza&ccedil;&otilde;es para pescadores.</a></p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: F&aacute;bio Massalli</em></p> agrotóxico alevinos biotecnologia desastre ambiental educação ambiental farmacos instito vital brasil Justiça Meio ambiente Meio Ambiente multa pesquisa recuperação Resende Rio Paraíba do Sul Servatis TAC termo de ajustamento de conduta vazamento de agrotóxico Wed, 04 Jul 2012 20:52:57 +0000 fabio.massalli 698524 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Anvisa apoia estudos para descobrir se há relação entre agrotóxicos e casos de câncer http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2012-05-09/anvisa-apoia-estudos-para-descobrir-se-ha-relacao-entre-agrotoxicos-e-casos-de-cancer <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/23/gallery_assist694616/prev/AgenciaBrasil090512ANT_9044.JPG" style="width: 300px; height: 225px; margin: 4px; float: right;" />Louren&ccedil;o Melo<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Bras&iacute;lia &ndash; A diretoria colegiada da Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa) vai apreciar, ainda hoje (9), o termo de coopera&ccedil;&atilde;o que dever&aacute; ser firmado com o Centro Internacional de Pesquisas sobre o C&acirc;ncer para detectar poss&iacute;veis vincula&ccedil;&otilde;es de casos da doen&ccedil;a com a presen&ccedil;a de agrot&oacute;xicos nos alimentos. O presidente da ag&ecirc;ncia reguladora, Dirceu Barbano, disse em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na Comiss&atilde;o de Seguridade Social da C&acirc;mara dos Deputados que a defini&ccedil;&atilde;o sobre o assunto &ldquo;&eacute; muito importante, pois h&aacute; muita pol&ecirc;mica em torno da quest&atilde;o e, sempre que o assunto &eacute; abordado pela ag&ecirc;ncia, ela &eacute; muito questionada&rdquo;.</p> <p> Barbano tamb&eacute;m falou sobre outras quest&otilde;es pol&ecirc;micas que est&atilde;o no &acirc;mbito da ag&ecirc;ncia. Ele defende, por exemplo, que o consumidor tem o direito de saber quais os teores de a&ccedil;&uacute;car e de gordura presentes nos alimentos. Como a quest&atilde;o est&aacute; na Justi&ccedil;a, a Anvisa tem dificuldade de fazer valer a normatiza&ccedil;&atilde;o sobre o assunto. Barbano alertou que o consumo em excesso de a&ccedil;&uacute;car est&aacute; deixando as crian&ccedil;as obsesas.</p> <p> Outro ponto em discuss&atilde;o na audi&ecirc;ncia p&uacute;blica foi a dissemina&ccedil;&atilde;o do uso do <em>crack</em> no pa&iacute;s. Para ele, a comunidade terap&ecirc;utica &ldquo;pode dar grande contribui&ccedil;&atilde;o para conter a epidemia que acontece atualmente com o uso do <em>crack</em>, que imp&otilde;e desafios &agrave; sociedade e que todos os brasileiros se engajem&rdquo; para reduzir essa pr&aacute;tica.</p> <p> A ag&ecirc;ncia tamb&eacute;m quer entrar na discuss&atilde;o sobre a propaganda de bebidas alco&oacute;licas. Para Barbano, esse &eacute; &ldquo;outro problema s&eacute;rio enfrentado&rdquo; pelo &oacute;rg&atilde;o regulador da &aacute;rea da sa&uacute;de. Segundo ele, a ag&ecirc;ncia tem estrutura para atuar no controle e monitoramento da propaganda, desde que haja autoriza&ccedil;&atilde;o legal para isso. A partir do pr&oacute;ximo ano, a Anvisa ter&aacute; diretorias orientadas para atuar nessa &aacute;rea. Dirceu Barbano aproveitou a ida &agrave; comiss&atilde;o para pedir o apoio dos parlamentares no sentido de aperfei&ccedil;oar os mecanismos de controle da propaganda de bebidas alco&oacute;licas.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Vinicius Doria</em></p> agrotóxico Anvisa câncer Economia Meio Ambiente pesquisa Saúde Wed, 09 May 2012 17:35:57 +0000 vinicius.doria 694579 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Agrotóxico de uso agrícola foi a segunda maior causa de intoxicação em 2009 http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2011-12-07/agrotoxico-de-uso-agricola-foi-segunda-maior-causa-de-intoxicacao-em-2009 <p> Carolina Pimentel<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil </em></p> <p> Bras&iacute;lia &ndash; O Brasil registrou 5.204 casos de intoxica&ccedil;&atilde;o por agrot&oacute;xico de uso na agricultura em 2009. &Eacute; o que mostram os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es T&oacute;xico-Farmacol&oacute;gicas (Sinitox), da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz). Quase 60% das notifica&ccedil;&otilde;es ocorreram nas cidades. O agrot&oacute;xico de uso agr&iacute;cola &eacute; a segunda causa de intoxica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, perdendo somente para os medicamentos, que somaram 26.540 registros em 2009.</p> <p> O grande n&uacute;mero de casos na &aacute;rea urbana est&aacute; relacionado &agrave; venda clandestina de agrot&oacute;xicos granulados, mais conhecidos como chumbinho (por serem comercializados em forma de bolinhas na cor cinza). Nas cidades, a subst&acirc;ncia &eacute; vendida ilegalmente, principalmente em feiras e camel&ocirc;s, como veneno para matar ratos e baratas, segundo a coordenadora do Sinitox, Rosany Bochner.</p> <p> A fiscaliza&ccedil;&atilde;o fica a cargo do Minist&eacute;rio da Agricultura e das secretarias estaduais. O governo federal n&atilde;o disp&otilde;e de estat&iacute;sticas nacionais sobre a venda irregular do produto.</p> <p> A subst&acirc;ncia aldicarbe, usada na fabrica&ccedil;&atilde;o de chumbinho, s&oacute; pode ser vendida no atacado e para clientes cadastrados. Desde dezembro de 2010, o Brasil n&atilde;o importa aldicarbe. O ingrediente pode engrossar a lista dos banidos do pa&iacute;s nos pr&oacute;ximos anos.</p> <p> O uso do aldicarbe &eacute; autorizado apenas para controle de pragas nas planta&ccedil;&otilde;es de c&iacute;tricos e de cana-de-a&ccedil;&uacute;car.&nbsp;</p> <p> Dos casos de intoxica&ccedil;&atilde;o identificados em 2009, 2.491 foram tentativas de suic&iacute;dio, equivalente a 47% do total. Em segundo lugar, a intoxica&ccedil;&atilde;o aconteceu no trabalho, 1.158 casos.</p> <p> A maioria das v&iacute;timas de intoxica&ccedil;&atilde;o por uso de agrot&oacute;xico &eacute; do sexo masculino (3.237) e tem de 20 a 29 anos de idade (2.491).</p> <p> Apesar da preval&ecirc;ncia de casos nas cidades, a coordenadora Rosany Bochner ressalta que o trabalhador rural tem mais risco de sofrer intoxica&ccedil;&atilde;o por exposi&ccedil;&atilde;o ao agrot&oacute;xico. A coordenadora reconhece que existe uma subnotifica&ccedil;&atilde;o de casos no pa&iacute;s porque os pr&oacute;prios m&eacute;dicos deixam de registrar casos dessa natureza. Al&eacute;m disso, os centros de coleta de informa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o concentrados nas grandes cidades.</p> <p> &nbsp;A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) estima que, para cada notifica&ccedil;&atilde;o de intoxica&ccedil;&atilde;o por agrot&oacute;xico, 50 deixem de ser declaradas.</p> <p> &ldquo;As notifica&ccedil;&otilde;es ainda n&atilde;o s&atilde;o feitas como deveriam. Em muitos casos, o profissional [de sa&uacute;de], quando atende uma pessoa intoxicada, n&atilde;o faz essa rela&ccedil;&atilde;o com o agrot&oacute;xico. &Agrave;s vezes, nem pergunta se a pessoa trabalha com agrot&oacute;xico ou se ela est&aacute; exposta a esse tipo de produto. Isso passa despercebido e n&atilde;o &eacute; feita a notifica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, explica Rosany.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Juliana Andrade e L&iacute;lian Beraldo</em></p> agrotóxico Anvisa contaminação Intoxicação Nacional Saúde Wed, 07 Dec 2011 19:41:50 +0000 nfranco 684694 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Especialistas divergem sobre existência de danos à saúde provocados por agrotóxicos http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2011-12-07/especialistas-divergem-sobre-existencia-de-danos-saude-provocados-por-agrotoxicos <p> Carolina Pimentel<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em>l</p> <p> Bras&iacute;lia &ndash; Institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa brasileiras t&ecirc;m se dedicado a monitorar os efeitos que a exposi&ccedil;&atilde;o ao agrot&oacute;xico e o consumo de alimentos contaminados podem ter na sa&uacute;de dos trabalhadores rurais e na popula&ccedil;&atilde;o. Algumas pesquisas associam as subst&acirc;ncias a intoxica&ccedil;&otilde;es graves e a casos de c&acirc;ncer.</p> <p> A Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz) far&aacute; estudo para analisar o leite de 150 m&atilde;es com o objetivo de identificar a concentra&ccedil;&atilde;o de agrot&oacute;xicos em 15 estados. Essas subst&acirc;ncias tendem a se acumular na gordura e no tecido adiposo do corpo humano. Por esse motivo, o leite materno, rico em gordura, foi escolhido como objeto da pesquisa.</p> <p> N&atilde;o &eacute; a primeira vez que o leite materno &eacute; usado para medir a quantidade de agrot&oacute;xico a que a popula&ccedil;&atilde;o de uma localidade est&aacute; exposta. Uma pesquisa desenvolvida, em 2010, por m&eacute;dicos e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) revelou res&iacute;duos de mais de um tipo de agrot&oacute;xico no leite materno de residentes em Lucas do Rio Verde, munic&iacute;pio produtor de gr&atilde;os, situado ao norte do estado. Em 2006, a cidade sofreu <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/04/30/materia.2007-04-30.9868368565/view">uma pulveriza&ccedil;&atilde;o de agrot&oacute;xico que se espalhou pela &aacute;rea urbana</a> provocando preju&iacute;zos a produtores rurais e problemas de sa&uacute;de em crian&ccedil;as e idosos, tema de uma s&eacute;rie especial da <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong>.</p> <p> Das amostras coletadas de 62 m&atilde;es, os pesquisadores encontraram resqu&iacute;cio de agrot&oacute;xico em todas elas. Na maioria, foi detectada a presen&ccedil;a de dois a quatro tipos de subst&acirc;ncias. Foram identificados res&iacute;duos de DDE, agrot&oacute;xico proibido h&aacute; mais de uma d&eacute;cada no Brasil. Outro produto identificado foi o endossulfan, que ser&aacute; banido do pa&iacute;s a partir de 2013, por ser t&oacute;xico a trabalhadores e &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.</p> <p> Segundo os pesquisadores, o leite contaminado &eacute; ingerido pelos rec&eacute;m-nascidos, que s&atilde;o mais vulner&aacute;veis aos agentes qu&iacute;micos.</p> <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/26/gallery_assist684684/prev/Agencia%20Brasil091111VAC_7985.JPG" style="width: 300px; height: 225px; margin: 8px; float: left;" />&ldquo;Boa parte dos agrot&oacute;xicos &eacute; cancer&iacute;gena, causa m&aacute;-forma&ccedil;&atilde;o do feto, dist&uacute;rbios neurol&oacute;gicos e end&oacute;crinos. A segunda causa de morte no Brasil &eacute; c&acirc;ncer, tudo relacionado &agrave; polui&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica nos alimentos, n&atilde;o somente os agrot&oacute;xicos, mas os solventes e metais pesados&rdquo;, diz o especialista em sa&uacute;de coletiva da UFMT, Wanderlei Pignati.</p> <p> H&aacute; quatro anos, a m&eacute;dica e professora do Departamento de Sa&uacute;de Comunit&aacute;ria da Universidade Federal do Cear&aacute; (UFCE) Raquel Rigotto se dedica a avaliar o impacto do agrot&oacute;xico na sa&uacute;de de 540 trabalhadores rurais, pequenos agricultores e assentados que vivem na Chapada do Apodi, regi&atilde;o produtora de frutas.</p> <p> Nesse per&iacute;odo, a pesquisadora observou que um ter&ccedil;o das pessoas analisadas apresentou altera&ccedil;&otilde;es em c&eacute;lulas sangu&iacute;neas, o que pode representar risco de desenvolvimento de uma leucemia no futuro. &ldquo;A gente pode fazer a correla&ccedil;&atilde;o entre agrot&oacute;xico e c&acirc;ncer&rdquo;, disse.</p> <p> De acordo com Raquel Rigotto, dois ter&ccedil;os do grupo avaliado queixaram-se de problemas no sistema neurol&oacute;gico. &ldquo;Dor de cabe&ccedil;a, tremores e dificuldade de mem&oacute;ria s&atilde;o sintomas relacionados a casos de intoxica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, disse a pesquisadora. Na compara&ccedil;&atilde;o entre tr&ecirc;s munic&iacute;pios da chapada e 12 cidades do mesmo porte em outras regi&otilde;es, os pesquisadores constataram 40% mais casos de aborto espont&acirc;neo entre as mulheres que vivem no Apodi.</p> <p> Por&eacute;m, os efeitos dos agrot&oacute;xicos na sa&uacute;de n&atilde;o s&atilde;o consenso entre os especialistas. Nos &uacute;ltimos dez anos, equipes de m&eacute;dicos da Universidade de Campinas (Unicamp) acompanharam o estado de sa&uacute;de de 10,5 mil trabalhadores rurais em 20 munic&iacute;pios da regi&atilde;o, no estado de S&atilde;o Paulo.</p> <p> Do total, 905 passaram por uma bateria de exames por apresentarem suspeita de algum dano provocado por agrot&oacute;xico. O resultado final n&atilde;o apontou intoxica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;O diagn&oacute;stico foi de exposi&ccedil;&atilde;o de longo prazo a agrot&oacute;xico, sem nenhum efeito &agrave; sa&uacute;de&rdquo;, diz Angelo Trap&eacute;, coordenador da &aacute;rea de sa&uacute;de ambiental da Unicamp.</p> <p> Em 30 anos de trabalho sobre o tema, Trap&eacute; conta que nunca atendeu paciente com intoxica&ccedil;&atilde;o por agrot&oacute;xico devido &agrave; ingest&atilde;o de alimento contaminado.</p> <p> O coordenador atribui a queda nos casos de intoxica&ccedil;&atilde;o ao uso de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o pelos trabalhadores e tamb&eacute;m de tecnologias modernas para o plantio. &ldquo;Apesar de o Brasil ter aumentado o consumo de agrot&oacute;xicos, o n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias por intoxica&ccedil;&atilde;o tem diminu&iacute;do drasticamente. Temos tecnologia para proteger os agricultores&rdquo;, argumenta.</p> <p> A Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Defesa Vegetal, que representa parte dos fabricantes dos produtos, tamb&eacute;m rebate pesquisas que mostram danos &agrave; sa&uacute;de. &ldquo;Os especialistas desconhecem evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas de que, quando usados apropriadamente, os defensivos agr&iacute;colas causem efeito negativo &agrave; sa&uacute;de, tanto dos agricultores quanto dos consumidores. As quantidades residuais em alimentos s&atilde;o insignificantes; tanto que s&atilde;o analisadas em PPM, isto &eacute;, partes por milh&atilde;o. Portanto, s&atilde;o centenas de vezes menores do que as quantidades de outras subst&acirc;ncias, qu&iacute;micas e org&acirc;nicas, n&atilde;o testadas, que as pessoas consomem regularmente&rdquo;, destaca material divulgado pela entidade.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Juliana Andrade e L&iacute;lian Beraldo</em></p> agrotóxico Anvisa contaminação Intoxicação Nacional Saúde Wed, 07 Dec 2011 19:40:24 +0000 nfranco 684693 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Agrotóxicos biológicos não precisam mais apresentar o símbolo da caveira nas embalagens http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2011-07-11/agrotoxicos-biologicos-nao-precisam-mais-apresentar-simbolo-da-caveira-nas-embalagens <p> <em>Da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Bras&iacute;lia - Os agrot&oacute;xicos biol&oacute;gicos de controle de pragas, menos agressivos &agrave; sa&uacute;de humana que os defensivos qu&iacute;micos tradicionais, n&atilde;o s&atilde;o mais obrigados a apresentar, em embalagens e bulas, o s&iacute;mbolo da caveira (desenho de um cr&acirc;nio humano sobre dois ossos em X). A libera&ccedil;&atilde;o foi autorizada pelo Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento (Mapa).</p> <p> A decis&atilde;o faz parte de um programa governamental de incentivo ao registro de produtos biol&oacute;gicos, que busca ampliar o uso de defensivos desse tipo, conhecidos tecnicamente como produtos biol&oacute;gicos de controle, e reduzir o prazo para avalia&ccedil;&atilde;o dos pedidos de certifica&ccedil;&atilde;o.</p> <p> A decis&atilde;o, publicado no <em>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</em>, considerou as conclus&otilde;es do Comit&ecirc; T&eacute;cnico para Assessoramento para Agrot&oacute;xicos (CTA), que re&uacute;ne integrantes do Mapa, da Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renov&aacute;veis (Ibama).</p> <p> O governo espera que, at&eacute; 2015, de 7% a 10% dos agrot&oacute;xicos autorizados para venda no Brasil sejam biol&oacute;gicos. Hoje, eles representam apenas 3% do segmento. Das 1.430 marcas comerciais permitidas, apenas 41 s&atilde;o biol&oacute;gicas ou semelhantes.</p> <p> A lista dos agrot&oacute;xicos que tem venda autorizada no Brasil est&aacute; dispon&iacute;vel no <a href="http://www.agricultura.gov.br/portal/page/portal/Internet-MAPA/pagina-inicial/servicos-e-sistemas/sistemas/agrofit">endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico do Mapa</a>&nbsp; na <em>internet</em>.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Vinicius Doria</em></p> agricultura agrotóxico Anvisa biológico caveira Ibama Mapa Saúde Mon, 11 Jul 2011 17:27:22 +0000 vinicius.doria 674513 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Trabalhadores de pesquisa e desenvolvimento agropecuário protestam contra uso de agrotóxicos http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2011-04-28/trabalhadores-de-pesquisa-e-desenvolvimento-agropecuario-protestam-contra-uso-de-agrotoxicos <p> <em>Da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Bras&iacute;lia &ndash;&nbsp; Reajuste salarial, valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho rural e os &nbsp;riscos dos agrot&oacute;xicos s&atilde;o algumas das bandeiras dos trabalhadores de pesquisa e desenvolvimento agropecu&aacute;rio de todo o pa&iacute;s, que est&atilde;o promovendo uma manifesta&ccedil;&atilde;o, hoje (28), em Bras&iacute;lia. Os manifestantes, que participam de um congresso da categoria, em Bras&iacute;lia, est&atilde;o distribuindo gratuitamente cerca de 8 toneladas de frutas.</p> <p> De acordo com o presidente da Se&ccedil;&atilde;o Sindical Hortali&ccedil;as do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecu&aacute;rio (Sinpaf), Vin&iacute;cius Freitas, &ldquo;a agricultura brasileira &eacute; a que mais consome agrot&oacute;xicos no mundo e essa situa&ccedil;&atilde;o tem um custo ambiental e um impacto negativo na sa&uacute;de dos trabalhadores e de todos os brasileiros&rdquo;. O congresso discutir&aacute; tamb&eacute;m temas como seguran&ccedil;a e sa&uacute;de no trabalho a reforma no C&oacute;digo Florestal Brasileiro.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Vinicius Doria</em></p> agricultura agronegócio agrotóxico Economia manifestação Pesquisa e Inovação Sinpaf Thu, 28 Apr 2011 17:50:51 +0000 vinicius.doria 669265 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil