estudo http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/taxonomy/term/116040/all pt-br Exposição a solventes pode provocar danos neurológicos em frentistas http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-12-23/exposicao-solventes-pode-provocar-danos-neurologicos-em-frentistas <p><img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/24/gallery_assist668657/prev/18042011RNA4868.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin: 8px; float: right;" />Camila Maciel<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> S&atilde;o Paulo &ndash; A exposi&ccedil;&atilde;o frequente a solventes exalados pela gasolina podem provocar danos neurol&oacute;gicos em frentistas de postos de combust&iacute;vel. &Eacute; o que mostra uma pesquisa do Instituto de Psicologia da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) com 25 trabalhadores da capital. Foram feitos testes visuais para identificar altera&ccedil;&otilde;es em grupos de c&eacute;lulas do c&eacute;rebro. O pesquisador Thiago Leiros Costa destaca que houve altera&ccedil;&otilde;es significativas em todas as tarefas sugeridas.</p> <p> &ldquo;Usamos a vis&atilde;o para entender se o c&eacute;rebro tinha sido alterado pela exposi&ccedil;&atilde;o ao solvente. E vimos que a atividade cerebral pode ser afetada de maneira mal&eacute;fica&rdquo;, disse Costa. Os testes mediram a discrimina&ccedil;&atilde;o de cores, sensibilidade ao contraste e sensibilidade em diferentes pontos do campo visual. &ldquo;Na maioria dos testes, o participante tinha que discriminar o est&iacute;mulo, de um fundo. O est&iacute;mulo ia se misturando com o fundo at&eacute; um ponto em que o participante n&atilde;o consegue mais diferenciar. Conseguimos entender como est&aacute; a sensibilidade para esse tipo de est&iacute;mulo&rdquo;, explicou.</p> <p> Os volunt&aacute;rios passaram por exames oftalmol&oacute;gicos que descartaram qualquer altera&ccedil;&atilde;o estrutural na c&oacute;rnea, no cristalino ou no fundo do olho. Mesmo assim, eles tiveram um desempenho inferior na compara&ccedil;&atilde;o com o grupo controle. Em quatro frentistas, a perda de sensibilidade para cores foi t&atilde;o significativa que foi necess&aacute;rio fazer um exame gen&eacute;tico para descartar a possibilidade de daltonismo cong&ecirc;nito.</p> <p> &ldquo;N&atilde;o &eacute; uma altera&ccedil;&atilde;o na lente do olho. &Eacute; uma altera&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel cerebral, seja na retina ou em outras &aacute;reas. O fato de a gente ter encontrado altera&ccedil;&atilde;o em todos os testes, que mediam atividades em diferentes grupos de c&eacute;lulas do c&eacute;rebro, podemos dizer que &eacute; uma perda difusa e que provavelmente n&atilde;o se limita exclusivamente ao sistema visual&rdquo;, declarou o pesquisador.</p> <p> Thiago Costa destaca que, quanto maior o tempo de exposi&ccedil;&atilde;o aos solventes, maiores s&atilde;o os danos neurol&oacute;gicos. &ldquo;O tipo de perda que encontramos progrediu com o tempo&rdquo;, apontou. De acordo com ele, os principais meios de contato dos trabalhadores com os qu&iacute;micos s&atilde;o as vias a&eacute;reas. &ldquo;Mas tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel que haja certo n&iacute;vel de intoxica&ccedil;&atilde;o pelo contato com a pele e das mucosas&rdquo;, acrescentou.</p> <p> Embora os resultados da pesquisa sirvam de alerta para os riscos da profiss&atilde;o de frentista, o pesquisador esclarece que seria necess&aacute;rio ampliar os estudos no campo da medicina do trabalho para definir se equipamentos de seguran&ccedil;a seriam eficazes na prote&ccedil;&atilde;o aos trabalhadores.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Gra&ccedil;a Adjuto</em></p> <p> <em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias, &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></em><br /> &nbsp;</p> danos neurológicos estudo exposição frentistas gasolina postos de combustível Saúde solventes Universidade de São Paulo USP Mon, 23 Dec 2013 11:25:26 +0000 gracaadjuto 737155 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Apesar de avanços na educação, Brasil ocupa baixa posição no Pisa http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-12-03/apesar-de-avancos-na-educacao-brasil-ocupa-baixa-posicao-no-pisa <p>Daniel Mello<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/29/gallery_assist663688/prev/18042010-16042010RP1356.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin-left: 3px; margin-right: 3px; float: right;" />S&atilde;o Paulo - Apesar de ter conseguido uma evolu&ccedil;&atilde;o significativa nos itens avaliados pelo Programa Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o de Estudantes (Pisa), o Brasil ainda est&aacute; nas posi&ccedil;&otilde;es mais baixas do <em>ranking</em>. Entre os 65 pa&iacute;ses comparados, o Brasil ficou em 58&ordm; lugar. No entanto, desde 2003, o Brasil conseguiu os maiores ganhos na performance em matem&aacute;tica, saindo dos 356 pontos naquele ano e chegando aos 391 pontos em 2012, segundo os dados divulgados hoje (3).</p> <p> A avalia&ccedil;&atilde;o, feita pela Organiza&ccedil;&atilde;o para Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE), &eacute; aplicada a jovens de 15 anos a cada tr&ecirc;s anos. A pesquisa mede o desempenho dos estudantes em tr&ecirc;s &aacute;reas do conhecimento &ndash; leitura, matem&aacute;tica e ci&ecirc;ncias. Em 2009, o Brasil ficou na 54&ordf; posi&ccedil;&atilde;o no<em> ranking</em>.</p> <p> Entre os pontos destacados em rela&ccedil;&atilde;o ao Brasil tamb&eacute;m est&aacute; o aumento percentual de estudantes matriculados. De acordo com o estudo, em 2003, 65% dos jovens com 15 anos frequentavam a escola. Em 2012, o pa&iacute;s conseguiu matricular 78% dos adolescentes nessa faixa et&aacute;ria.</p> <p>&quot;N&atilde;o s&oacute; a maioria dos estudantes brasileiros melhorou o desempenho, mas tamb&eacute;m o Brasil aumentou a taxa de matr&iacute;culas nas escolas prim&aacute;rias e secund&aacute;rias&quot;, informa o relat&oacute;rio. Segundo o texto, as taxas de escolaridade para jovens de 15 anos aumentaram de 65% em 2003 para 78% em 2012. &quot;Muitos dos alunos que agora est&atilde;o inclu&iacute;dos no sistema escolar v&ecirc;m de comunidades rurais ou fam&iacute;lias socioeconomicamente desfavorecidas, de modo que a popula&ccedil;&atilde;o de alunos que participaram na avalia&ccedil;&atilde;o do Pisa 2012 &eacute; muito diferente da de 2003&quot;, destaca o documento .</p> <p> Mesmo com a evolu&ccedil;&atilde;o dos alunos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; matem&aacute;tica, o Brasil ainda est&aacute; abaixo da m&eacute;dia da OCDE, ficando no patamar de pa&iacute;ses como a Albania, Jord&acirc;nia, Argentina e Tun&iacute;sia. Comparando com a Am&eacute;rica Latina, a performance brasileira est&aacute; abaixo do Chile, M&eacute;xico, Uruguai e da Costa Rica. Por&eacute;m, o pa&iacute;s se saiu melhor do que a Col&ocirc;mbia e o Peru. A pesquisa ressalta que metade dos ganhos obtidos pelo Brasil em matem&aacute;tica se deve ao desenvolvimento econ&ocirc;mico, social e cultural dos estudantes.</p> <p> Apesar dos avan&ccedil;os, o Pisa mostra que h&aacute; desafios em rela&ccedil;&atilde;o ao aprendizado de matem&aacute;tica. Na &aacute;rea, s&atilde;o seis os n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia, sendo que o sexto n&iacute;vel &eacute; atingido apenas por 4,2% dos estudantes dos pa&iacute;ses que participaram do exame. A m&eacute;dia brasileira atinge apenas o n&iacute;vel 1. Em um gr&aacute;fico mais detalhado &eacute; poss&iacute;vel observar que pouco mais de 60% dos estudantes brasileiros que participaram do exame est&atilde;o no n&iacute;vel 1 ou abaixo dele. Pouco mais de 20% atingiram o n&iacute;vel 2. A porcentagem de estudantes que atingiu os n&iacute;veis de 3 a 6 n&atilde;o chega a 20%.</p> <p>Em leitura, o Brasil subiu de 396 pontos em 2000 para 410 pontos em 2012, colocando o pa&iacute;s no mesmo patamar da Col&ocirc;mbia, da Tun&iacute;sia e do Uruguai, abaixo da m&eacute;dia da OCDE. Na Am&eacute;rica Latina, os estudantes brasileiros tiveram performance inferior aos colegas chilenos, costa-riquenhos e mexicanos. Mas, se sa&iacute;ram melhor do que os argentinos e peruanos. O estudo atribui a evolu&ccedil;&atilde;o do Brasil nesse item somente aos avan&ccedil;os econ&ocirc;micos e sociais no per&iacute;odo.</p> <p> A pesquisa mostra que 49,2% dos estudantes brasileiros conseguem, no m&aacute;ximo entender, a ideia geral de um texto que trate de um tema familiar ou fazer uma conex&atilde;o simples entre as informa&ccedil;&otilde;es lidas e o conhecimento cotidiano. Apenas um em cada duzentos alunos atinge o n&iacute;vel m&aacute;ximo de leitura. Ou seja, cerca 0,5% dos jovens s&atilde;o capazes de compreender um texto desconhecido tanto na forma quanto no conte&uacute;do e fazer uma an&aacute;lise elaborada a respeito.</p> <p> Em ci&ecirc;ncias, o desempenho brasileiro tamb&eacute;m ficou abaixo da m&eacute;dia, no n&iacute;vel da Argentina, Col&ocirc;mbia, Jord&acirc;nia e Tun&iacute;sia. O Brasil ficou, nesse item, atr&aacute;s do Chile, da Costa Rica, do Uruguai e do M&eacute;xico, mas &agrave; frente do Peru. Desde 2006, a performance brasileira saiu dos 390 pontos e chegou aos 405 em 2012. O estudo mostra que cerca da metade dessa evolu&ccedil;&atilde;o deve ser atribu&iacute;da a mudan&ccedil;as demogr&aacute;ficas e socioecon&ocirc;micas da popula&ccedil;&atilde;o.</p> <p> <em>*Colaborou Mariana Tokarnia</em></p> <p> Edi&ccedil;&atilde;o: Talita Cavalcante</p> <p><em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></em></p> brasil Educação estudo OCDE Pisa Tue, 03 Dec 2013 10:18:44 +0000 talita.cavalcante 735614 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Agência Brasil errou http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-12-02/agencia-brasil-errou <p>Bras&iacute;lia - Na mat&eacute;ria &quot;N&uacute;mero de pessoas morando em favelas mais que dobrou na regi&atilde;o metropolitana de Bras&iacute;lia, aponta Ipea&quot;, publicada &agrave;s 17h02, a informa&ccedil;&atilde;o no t&iacute;tulo e no texto estava errada. O certo &eacute;: o n&uacute;mero de pessoas morando em favelas cresceu mais de 50% na regi&atilde;o metropolitana de Bras&iacute;lia.&nbsp;</p> <p>Veja <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-12-02/numero-de-pessoas-morando-em-favelas-cresceu-mais-de-50-na-regiao-metropolitana-de-brasilia-aponta-ip">aqui</a> o t&iacute;tulo e a mat&eacute;ria corrigidos</p> Brasília estudo favelas ipea Nacional Mon, 02 Dec 2013 21:26:54 +0000 aecioamado 735588 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Ex-tesoureiro condenado no mensalão pede autorização para trabalhar http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-11-22/ex-tesoureiro-condenado-no-mensalao-pede-autorizacao-para-trabalhar <p><em>Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Bras&iacute;lia - A defesa do ex-tesoureiro do PL (atual PR) Jacinto Lamas, condenado a cinco de pris&atilde;o por lavagem de dinheiro na A&ccedil;&atilde;o Penal 470, o processo do mensal&atilde;o, pediu hoje (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) autoriza&ccedil;&atilde;o para trabalhar e estudar fora do pres&iacute;dio, al&eacute;m de visitar parentes. A decis&atilde;o ser&aacute; do presidente da Corte, Joaquim Barbosa. Lamas &eacute; um dos 11 condenados no processo que est&atilde;o presos na Penitenci&aacute;ria da Papuda, em Bras&iacute;lia.</p> <p> No documento encaminhado ao STF, a defesa informa que Lamas quer estudar fisioterapia. Por ter sido condenado a cumprir pena abaixo de oito anos, o ex-tesoureiro tem direito a trabalhar. De acordo com a Lei de Execu&ccedil;&atilde;o Penal, condenados em regime semiaberto podem trabalhar dentro do pres&iacute;dio, em oficinas de marcenaria e serigrafia, por exemplo, ou externamente, em uma empresa que contrate detentos.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Marcos Chagas</em></p> <p> <em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias, &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave;</em> Ag&ecirc;ncia Brasil<br /> &nbsp;</p> Ação Penal 470 Agência Brasil autorização Defesa estudo fisioterapia jacinto lamas Justiça lavagem de dinheiro mensalão pedido stf trabalho Fri, 22 Nov 2013 18:27:15 +0000 mchagas 734943 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Mais de 300 anos após a morte de Zumbi, negro ainda sofre com discriminação http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-11-20/mais-de-300-anos-apos-morte-de-zumbi-negro-ainda-sofre-com-discriminacao <p><em><img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/ckfinder/userfiles/images/Banners%20e%20selos/Consciencia-negra-banner.jpg" style="width: 730px; height: 150px;" /></em></p> <p> Da Ag&ecirc;ncia Brasil</p> <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/24/gallery_assist734795/prev/Quilombolas_Conciencia%20Negra_284.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin: 5px; float: right;" />Bras&iacute;lia &ndash; Comemorado hoje (20), data da morte de Zumbi dos Palmares, o Dia da Consci&ecirc;ncia Negra deve servir para que os brasileiros reflitam sobre a desigualdade, a intoler&acirc;ncia e o preconceito ainda existentes na sociedade. &Eacute; o que revela nota t&eacute;cnica do Instittuto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea) ao mostrar, por exemplo, que, em Alagoas, os homic&iacute;dios reduziram a expectativa de vida de homens negros em quatro anos.</p> <p> A nota Vidas Perdidas e Racismo no Brasil aponta que, al&eacute;m de Alagoas, estados como o Esp&iacute;rito Santo e a Para&iacute;ba concentram o maior n&uacute;mero de negros v&iacute;timas de homic&iacute;dio. &ldquo;&ldquo;Enquanto a simples contagem da taxa de mortos por a&ccedil;&otilde;es violentas n&atilde;o leva em conta o momento em que se deu a vitimiza&ccedil;&atilde;o, a perda de expectativa de vida &eacute; tanto maior quanto mais jovem for a v&iacute;tima&rdquo;, revela o estudo.</p> <p> Os autores Daniel Cerqueira e Rodrigo Leandro de Moura, ambos da Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (FGV), analisaram at&eacute; que ponto as diferen&ccedil;as nos &iacute;ndices de mortes violentas de negros e n&atilde;o negros est&atilde;o relacionadas com quest&otilde;es como as diferen&ccedil;as econ&ocirc;micas, ao racismo e de ordem demogr&aacute;fica. &ldquo;O componente de racismo n&atilde;o pode ser rejeitado para explicar o diferencial de vitimiza&ccedil;&atilde;o por homic&iacute;dios entre homens negros e n&atilde;o negros no pa&iacute;s&rdquo;, concluiram os pesquisadores da FGV.</p> <p> Considerando o universo dos indiv&iacute;duos v&iacute;timas de morte violenta no pa&iacute;s entre 1996 e 2010, o estudo mostra que, para al&eacute;m das caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas &ndash; escolaridade, g&ecirc;nero, idade e estado civil &ndash;, a cor da pele da v&iacute;tima, quando preta ou parda, aumenta a probabilidade do mesmo ter sofrido homic&iacute;dio em cerca de oito pontos percentuais.</p> <p>&ldquo;O negro &eacute; duplamente discriminado no Brasil, por sua situa&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica e por sua cor de pele&rdquo;, dizem os t&eacute;cnicos. No estudo, eles concluem que essas discrimina&ccedil;&otilde;es combinadas podem explicar a maior preval&ecirc;ncia de homic&iacute;dios de negros quando comparada aos &iacute;ndices do restante da popula&ccedil;&atilde;o.</p> <p> Coincidentemente, Alagoas, l&iacute;der de mortes violentas, especialmente o homic&iacute;dio, contra negros e pardos tamb&eacute;m simboliza a luta dos africanos escravizados trazidos da &Aacute;frica, no s&eacute;culo 19, para trabalhar nos canais. A personifica&ccedil;&atilde;o desta luta que, pelos &iacute;ndices apresentados no estudo do Ipea, ainda perdura &eacute; Zumbi dos Palmares. Alagoano de nascen&ccedil;a e natural de Uni&atilde;o dos Palmares, Zumbi &ndash; duende na l&iacute;ngua do povo Banto, de Angola &ndash; liderou o maior quilombo do pa&iacute;s.</p> <p> Aos 7 anos, em 1670, ele foi capturado por soldados e entregue ao padre Ant&ocirc;nio Melo, respons&aacute;vel por sua forma&ccedil;&atilde;o. Com o passar do tempo, Zumbi, batizado na Igreja Cat&oacute;lica com o nome de Francisco, fugiu para o Quilombo dos Palmares onde impressiona os demais escravos fugidos de fazendas de engenho pela sua habilidade em lutas. Aos 20 anos, ele j&aacute; tinha se tornado o maior estrategista militar e guerreiro, respons&aacute;vel pela derrota imposta pelos quilombolas na luta contra soldados fi&eacute;is ao imp&eacute;rio portugu&ecirc;s.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Marcos Chagas</em></p> <p> <em style="font-family: Verdana, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19.5px; background-color: rgb(255, 255, 255);">Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias, &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave;&nbsp;<strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></em><br /> &nbsp;</p> <p> &nbsp;</p> Agência Brasil Alagoas brancos Cidadania Dia da Consciência Negra estudo homicídio ipea morte não brancos negros Zumbi Wed, 20 Nov 2013 11:23:10 +0000 mchagas 734867 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Até 2035, deverá haver um déficit de 12,9 milhões de profissionais de saúde no mundo http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-11-11/ate-2035-devera-haver-um-deficit-de-129-milhoes-de-profissionais-de-saude-no-mundo <p><em>Da Ag&ecirc;ncia Lusa</em></p> <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/27/gallery_assist728814/prev/ABr008911232010.JPG" style="width: 300px; height: 225px; margin: 5px; float: right;" />Recife - A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) alertou hoje (11) que faltam 7,2 milh&otilde;es de profissionais de sa&uacute;de no mundo e que o d&eacute;ficit subir&aacute; para 12,9 milh&otilde;es at&eacute; 2035, com graves implica&ccedil;&otilde;es para milh&otilde;es de pessoas. As conclus&otilde;es constam do estudo Uma Verdade Universal: N&atilde;o H&aacute; Sa&uacute;de sem Profissionais, divulgado pela OMS durante o terceiro F&oacute;rum Global sobre os Recursos Humanos da Sa&uacute;de, que re&uacute;ne mais de 1.300 participantes de 85 pa&iacute;ses, incluindo 40 ministros da Sa&uacute;de, na capital pernambucana.</p> <p> Embora reconhe&ccedil;a melhorias desde o &uacute;ltimo estudo sobre o assunto, em 2006, o documento indica que 83 dos 186 pa&iacute;ses com informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel, ou seja 44,6%, ainda n&atilde;o atingiram sequer o patamar m&iacute;nimo definido pelo <em>Relat&oacute;rio Mundial de Sa&uacute;de de 2006,</em> que prev&ecirc; 22,8 profissionais de sa&uacute;de qualificados por 10.000 habitantes.</p> <p> Outros 17 pa&iacute;ses (9,1%) ultrapassam o patamar m&iacute;nimo, mas n&atilde;o atingem a meta da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional de Trabalho (OIT), que aponta para 34,5 profissionais de sa&uacute;de qualificados por 10.000 habitantes e h&aacute;, ainda, 18 pa&iacute;ses (9,7%) que atingem essa meta, mas n&atilde;o o patamar dos 59,4 profissionais para 10.000 cidad&atilde;os.</p> <p> Do total, apenas 68 pa&iacute;ses (36,6%) atingem ou ultrapassam a &uacute;ltima meta, revela a ag&ecirc;ncia da ONU para a sa&uacute;de. No relat&oacute;rio, a OMS alerta que mais grave &eacute; o que se prev&ecirc;, j&aacute; que as estimativas da organiza&ccedil;&atilde;o apontam para um d&eacute;ficit global de 12,9 milh&otilde;es de profissionais, incluindo m&eacute;dicos, enfermeiros e parteiras, at&eacute; 2035.</p> <p> O motivo, segundo o documento, est&aacute; no envelhecimento dos profissionais de sa&uacute;de, que se aposentam ou deixam a profiss&atilde;o por empregos mais bem pagos sem ser substitu&iacute;dos, assim como o fato que poucos jovens entram no setor da sa&uacute;de ou recebem a forma&ccedil;&atilde;o adequada.</p> <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/27/gallery_assist728814/prev/ABr004108022013.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin: 5px; float: left;" />A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais grave quando a tend&ecirc;ncia de queda dos profissionais que atuam no setor coincide com um aumento da procura, n&atilde;o s&oacute; porque a popula&ccedil;&atilde;o mundial continua a aumentar mas, tamb&eacute;m, porque &eacute; cada vez maior o risco de doen&ccedil;as n&atilde;o transmiss&iacute;veis como as cardiovasculares, entre outras.</p> <p> Al&eacute;m disso, destaca a OMS, as migra&ccedil;&otilde;es internas e internacionais de profissionais de sa&uacute;de tendem a aumentar as desigualdades regionais. &quot;As funda&ccedil;&otilde;es para uma for&ccedil;a de trabalho forte e eficaz na sa&uacute;de para o futuro est&atilde;o se corroendo diante dos nossos olhos por n&atilde;o estarmos correspondendo a forma&ccedil;&atilde;o de profissionais com a procura das popula&ccedil;&otilde;es de amanh&atilde;&quot;, diz a diretora-geral adjunta da OMS para os Sistemas de Sa&uacute;de e a Inova&ccedil;&atilde;o, Marie-Paule Kieny.</p> <p> Para evitar o pior, acrescentou ela, &eacute; preciso &quot;repensar a forma como se ensina, como se forma, como se coloca e como se paga aos trabalhadores da sa&uacute;de para que o seu impacto seja maior&quot;.</p> <p> Embora a &Aacute;sia seja a regi&atilde;o onde se preveem maiores falhas em termos num&eacute;ricos, &eacute; na &Aacute;frica Subsaariana que o d&eacute;ficit se far&aacute; sentir de forma mais aguda, estima a OMS. A organiza&ccedil;&atilde;o alerta que nos 47 pa&iacute;ses daquela subregi&atilde;o h&aacute; apenas 168 escolas de medicina; h&aacute; 11 pa&iacute;ses sem qualquer escola de medicina e 24 pa&iacute;ses t&ecirc;m apenas uma.</p> <p> Na Am&eacute;ricas, 70% dos pa&iacute;ses t&ecirc;m pessoal de sa&uacute;de suficiente para assegurar os servi&ccedil;os b&aacute;sicos de sa&uacute;de, mas muitos pa&iacute;ses ainda t&ecirc;m dificuldades ligadas &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos profissionais, &agrave;s suas migra&ccedil;&otilde;es e &agrave; qualidade da sua forma&ccedil;&atilde;o. A OMS pede a todos os pa&iacute;ses, incluindo os mais desenvolvidos, que estejam atentos aos sinais de alerta, sublinhando que 40% dos enfermeiros nos pa&iacute;ses ricos abandonar&atilde;o o setor na pr&oacute;xima d&eacute;cada.</p> <p> Com uma profiss&atilde;o exigente e uma remunera&ccedil;&atilde;o relativamente baixa, muitos jovens profissionais de sa&uacute;de t&ecirc;m poucos incentivos para permanecer na profiss&atilde;o, alerta a organiza&ccedil;&atilde;o.<br /> &nbsp;</p> áfrica Agência Brasil crescimento déficit estudo fórum médicos oms Organização Mundial da Saúde profissionais Recife Saúde Saúde Mon, 11 Nov 2013 18:57:40 +0000 mchagas 734657 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil OMS revela que Brasil convive com desigualdade na assistência à saúde http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-11-11/oms-revela-que-brasil-convive-com-desigualdade-na-assistencia-saude <p><em>Da Ag&ecirc;ncia Lusa</em></p> <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/27/gallery_assist728814/prev/ABr003408012013.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin: 5px; float: right;" />Recife - O Brasil tem 81,4 profissionais de sa&uacute;de por 10 mil habitantes, muito acima das metas da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), mas h&aacute; uma grande desigualdade entre regi&otilde;es, revela um relat&oacute;rio da entidade divulgado hoje (11).</p> <p> A conclus&atilde;o est&aacute; no estudo Uma Verdade Universal: N&atilde;o H&aacute; Sa&uacute;de sem Profissionais, divulgado pela OMS durante o terceiro F&oacute;rum Global sobre os Recursos Humanos da Sa&uacute;de, que re&uacute;ne mais de 1.300 participantes de 85 pa&iacute;ses, incluindo 40 ministros da Sa&uacute;de.<br /> O estudo alerta que faltam, atualmente, 7,2 milh&otilde;es de profissionais de sa&uacute;de em todo o mundo e que o d&eacute;ficit subir&aacute; para 12,9 milh&otilde;es at&eacute; 2035, com graves implica&ccedil;&otilde;es para milh&otilde;es de pessoas.</p> <p> No documento, a OMS apresenta os perfis de 36 pa&iacute;ses, incluindo o Brasil. Segundo os dados, o pa&iacute;s tem 2.523 parteiras, 1.243.804 enfermeiros e 341.849 m&eacute;dicos, o que resulta em 1.588.176 profissionais de sa&uacute;de qualificados, ou seja, 81,4 por 10 mil habitantes.</p> <p> Entre os 186 pa&iacute;ses com informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis, apenas 68 (36,6%), incluindo o Brasil, atingem ou ultrapassam todas as metas definidas, revela a ag&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a sa&uacute;de.</p> <p> O estudo indica que 83 pa&iacute;ses, ou seja 44,6%, ainda n&atilde;o atingiram sequer o patamar m&iacute;nimo definido pelo <em>Relat&oacute;rio Mundial de Sa&uacute;de de 2006</em>, que prev&ecirc; 22,8 profissionais de sa&uacute;de qualificados por cada 10.000 habitantes.</p> <p> Outros 17 pa&iacute;ses (9,1%) ultrapassam o patamar m&iacute;nimo, mas n&atilde;o atingem essa meta da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional de Trabalho, que aponta para 34,5 profissionais de sa&uacute;de qualificados por 10 mil habitantes. H&aacute;, ainda, 18 pa&iacute;ses (9,7%) que atingem esta meta, mas n&atilde;o o patamar dos 59,4 profissionais para 10 mil cidad&atilde;os.</p> <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/27/gallery_assist728814/prev/ABr008507312013.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin: 5px; float: left;" />No perfil relativo ao Brasil, a OMS ressalta que h&aacute; grandes disparidades geogr&aacute;ficas no acesso a profissionais de sa&uacute;de, e exemplifica que embora a m&eacute;dia nacional seja 17,6 m&eacute;dicos por 10 mil habitantes, a densidade varia entre 40,9 por 10 mil no Rio de Janeiro e 7,1 no Maranh&atilde;o.</p> <p> A organiza&ccedil;&atilde;o destaca que o pa&iacute;s tem investimentos e estrat&eacute;gias em curso para abordar a quest&atilde;o das disparidades e lembra que o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de lan&ccedil;ou, em junho, o Programa Mais M&eacute;dicos, para recrutar cl&iacute;nicos dentro e fora do pa&iacute;s e preencher vagas nas regi&otilde;es mais carentes em aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica de sa&uacute;de.</p> <p> Pelo programa, j&aacute; foram contratados 6,6 mil m&eacute;dicos que fizeram a sua forma&ccedil;&atilde;o em universidades estrangeiras, n&uacute;mero que o governo estima aumentar para 12.996 at&eacute; mar&ccedil;o de 2014. Um total de 50 m&eacute;dicos formados em universidades portuguesas - 18 dos quais de nacionalidade portuguesa - foram recrutados pelo Mais M&eacute;dicos.<br /> &nbsp;</p> Agência Brasil desigualdade regional estudo fórum médicos oms Organização Mundial de Saúde profissionais Saúde Saúde Mon, 11 Nov 2013 17:55:29 +0000 mchagas 734655 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Liberações de dióxido de carbono aumentaram de 1995 a 2010, mostra estudo http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-10-29/liberacoes-de-dioxido-de-carbono-aumentaram-de-1995-2010-mostra-estudo <p><em>Da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Bras&iacute;lia - Estudo mostra que, mesmo com o avan&ccedil;o do Brasil na redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de gases de efeito estufa pela diminui&ccedil;&atilde;o do desmatamento, as libera&ccedil;&otilde;es de di&oacute;xido de carbono equivalentes &agrave;s dos setores de energia e agropecu&aacute;ria aumentaram 41,5% e 23,8% entre 1995 e 2005, e 21,4% e 5,3%, respectivamente, entre 2005 e 2010.</p> <p> Os n&uacute;meros fazem parte da pesquisa Pegada de Carbono da Pol&iacute;tica Tribut&aacute;ria Brasileira, que ser&aacute; divulgada hoje (29) em Bras&iacute;lia, durante o semin&aacute;rio Pol&iacute;tica Tribut&aacute;ria e Sustentabilidade &ndash; Uma Plataforma para a Nova Economia.</p> <p> O encontro ser&aacute; realizado pelo <a href="http://ebcnare.de/1eZjNWR">Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz&ocirc;nia</a> (Ipam), Instituo Ethos e a Comiss&atilde;o de Assuntos Econ&ocirc;micos do Senado e &eacute; uma tentativa de usar meios cient&iacute;ficos para mapear os impactos das pol&iacute;ticas tribut&aacute;ria do governo no quadro das emiss&otilde;es de gases causadores das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</p> <p> Para se ter uma ideia, mesmo com o aumento das emiss&otilde;es, a ren&uacute;ncia fiscal referente aos gastos tribut&aacute;rios para energia aumentou na &uacute;ltima d&eacute;cada (2004-2013), apontam os t&eacute;cnicos. A taxa de crescimento foi 69% ao ano, depois de 2001. No setor de agricultura, foi&nbsp; 38%. No setor automobil&iacute;stico, a taxa foi 18% ao ano.</p> <p> O estudo mostra tamb&eacute;m que, entre 2011 e 2012, o consumo de combust&iacute;veis no setor de transportes cresceu 7,6%, enquanto as vendas de ve&iacute;culos leves aumentaram 4,6% no mesmo per&iacute;odo.</p> <p> Segundo os analistas, o Imposto sobre Produtos Industrializado (IPI) reduzido para os ve&iacute;culos n&atilde;o seria suficiente para impulsionar o consumo de combust&iacute;veis, mas a ren&uacute;ncia fiscal com a Contribui&ccedil;&atilde;o de Interven&ccedil;&atilde;o no Dom&iacute;nio Econ&ocirc;mico (Cide-combust&iacute;veis), expressa em termos de arrecada&ccedil;&atilde;o, que chegou a R$ 8 bilh&otilde;es somente em 2013, revela que existe forte correla&ccedil;&atilde;o desse consumo com as emiss&otilde;es do setor, especialmente ap&oacute;s a crise econ&ocirc;mica mundial de 2008.</p> <p> No setor de energia, o estudo critica os gastos tribut&aacute;rios referentes &agrave; isen&ccedil;&atilde;o do Programa de Integra&ccedil;&atilde;o Social (PIS), do Programa de Forma&ccedil;&atilde;o do Patrim&ocirc;nio do Servidor P&uacute;blico (Pasep) e a Contribui&ccedil;&atilde;o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a compra de g&aacute;s natural e de carv&atilde;o mineral dentro da modalidade termoeletricidade.</p> <p> O documento mostra que a atividades agropecu&aacute;rias com maior participa&ccedil;&atilde;o nas emiss&otilde;es, em termos de g&aacute;s carb&ocirc;nico equivalente, foram &ldquo;a cria&ccedil;&atilde;o de gado (56,4%) e os solos agr&iacute;colas (35.2%) em que a utiliza&ccedil;&atilde;o de fertilizantes sint&eacute;ticos desempenha papel importante, j&aacute; que &eacute; respons&aacute;vel por aproximadamente 15% das emiss&otilde;es de &oacute;xido nitroso. &nbsp;</p> <p> Entre outras coisas, os t&eacute;cnicos querem, com o estudo, cobrar do governo &ldquo;coer&ecirc;ncia da pol&iacute;tica tribut&aacute;ria com outras pol&iacute;ticas importantes voltadas ao desenvolvimento sustent&aacute;vel como a Pol&iacute;tica de Mitiga&ccedil;&atilde;o das Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas.</p> <p> &ldquo;&Eacute; fundamental que os dados de incentivos tribut&aacute;rios da Receita Federal sejam desagregados por setores da economia &nbsp;e estejam dispon&iacute;veis para que a sociedade possa conhecer e avaliar os impactos das pol&iacute;ticas tribut&aacute;rias do governo federal sobre o meio ambiente e as emiss&otilde;es de di&oacute;xido de carbono&rdquo;, reivindicam.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Gra&ccedil;a Adjuto</em></p> <p> Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil </strong></p> dióxido de carbono estudo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia Ipam liberações Meio Ambiente pesquisa política tributária Tue, 29 Oct 2013 09:19:18 +0000 gracaadjuto 733906 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Cientistas associam níveis elevados de açúcar no sangue a problemas de memória http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-10-25/cientistas-associam-niveis-elevados-de-acucar-no-sangue-problemas-de-memoria <p><em>Da Ag&ecirc;ncia Lusa </em></p> <p> Berlim - As pessoas com n&iacute;veis elevados e permanentes de a&ccedil;&uacute;car no sangue t&ecirc;m mais problemas de mem&oacute;ria do que os que registam menores taxas, conclui um estudo do Hospital Universit&aacute;rio de Berlim, na Alemanha.</p> <p>Para chegar a essa conclus&atilde;o, uma equipe de m&eacute;dicos, liderados por Agnes Fl&ouml;el, chefe do Servi&ccedil;o de Neurologia Cognitiva do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica Neurocure, examinou a capacidade de memoriza&ccedil;&atilde;o de 141 doentes com idade m&eacute;dia de 63 anos.</p> <p>Durante o estudo, foram feitos diferentes testes de mem&oacute;ria, que consistiam, por exemplo, em recordar durante meia hora uma lista de quinze palavras, e incluiam an&aacute;lises dos n&iacute;veis de a&ccedil;&uacute;car e resson&acirc;ncias magn&eacute;ticas ao hipocampo, uma das zonas do c&eacute;rebro mais importantes para a mem&oacute;ria.</p> <p>Os resultados mostraram que os pacientes que apresentam n&iacute;vel menor de a&ccedil;&uacute;car no sangue obtiveram melhores pontua&ccedil;&otilde;es nas provas de mem&oacute;ria. Aqueles com maiores n&iacute;veis de a&ccedil;&uacute;car conseguiram recordar em m&eacute;dia duas palavras menos que os seus companheiros com menor quantidade de a&ccedil;&uacute;car. A an&aacute;lise das resson&acirc;ncias mostrou que o hipocampo naqueles pacientes tinha menor dimens&atilde;o e apresentava &quot;pior estrutura&quot;.</p> <p>Para a doutora Fl&ouml;el, os pacientes poderiam &quot;conservar a capacidade de mem&oacute;ria em idade avan&ccedil;ada por meio de uma redu&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de a&ccedil;&uacute;car&quot;. Fl&ouml;el insistiu, por outro lado, na import&acirc;ncia de uma dieta rica em verduras, frutas, cereais integrais e peixe, bem como de &quot;uma atividade f&iacute;sica regular que influencie positivamente o n&iacute;vel de a&ccedil;&uacute;car no sangue&quot;.</p> açúcar alemanha associação Berlim cientistas estudo hospital universitários Internacional memória níveis elevados problemas sangue Fri, 25 Oct 2013 10:34:13 +0000 gracaadjuto 733684 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Na véspera do Enem, é hora de desacelerar ritmo de estudos e relaxar http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-10-23/na-vespera-do-enem-e-hora-de-desacelerar-ritmo-de-estudos-e-relaxar <p><img alt="" src="http://agenciabrasil.ebc.com.br/ckfinder/userfiles/images/bannerEnem.png" style="width: 730px; height: 150px;" /></p> <p> Yara Aquino<br /> <i>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</i></p> <p> Bras&iacute;lia - Na reta final para as provas do Exame Nacional do Ensino M&eacute;dio (Enem), que ser&atilde;o aplicadas nos pr&oacute;ximos dias 26 e 27, professores recomendam desacelerar o ritmo de estudos e relaxar para chegar no dia do exame com a cabe&ccedil;a descansada.</p> <p> Na v&eacute;spera da prova, o melhor &eacute; apenas relaxar, comer alimentos leves e dormir cedo. S&atilde;o as dicas de professores ouvidos pela <b>Ag&ecirc;ncia Brasil</b>.</p> <p> O professor de hist&oacute;ria Paulo Eduardo dos Santos, do Col&eacute;gio Garriga de Menezes, do Rio de Janeiro, diz que o candidato pode at&eacute; aproveitar os &uacute;ltimos dias que antecedem a prova para repassar conte&uacute;dos de disciplinas em que tenha dificuldade, mas sem exagero. &ldquo;N&atilde;o adianta pensar que no &uacute;ltimo dia tem que resolver tudo, tem que fazer todos os exerc&iacute;cios e no dia seguinte ir para a prova morto&rdquo;, acrescenta.</p> <p> Para a v&eacute;spera, ele sugere que os estudantes descansem dos meses seguidos de prepara&ccedil;&atilde;o, pois v&atilde;o enfrentar dez horas de provas durante os dois dias do Enem. &ldquo;A sexta tem que ser para descansar, relaxar, n&atilde;o estudar, porque a tend&ecirc;ncia de voc&ecirc; estudar em cima da hora da prova &eacute; embolar os conte&uacute;dos, ficar com medo e achar que sabe menos do que sabe de verdade. Cria uma ansiedade que vai te prejudicar na prova no dia seguinte&rdquo;.</p> <p> A mesma avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; feita pelo professor de qu&iacute;mica Jos&eacute; Maur&iacute;cio Vieira dos Santos, do Sistema Elite de Ensino, do Rio de Janeiro. Para ele, o estudante tem que se &ldquo;desconectar&rdquo; do estudo antes da prova. &ldquo;&Eacute; melhor que ele v&aacute; ao cinema, nadar, jogar bola e desconecte, saia do ar um pouco porque se ele se preparou o ano todo como se deve, ele est&aacute; cansado e precisa se desconectar umas 72 horas, 48 horas, antes da prova&rdquo;. Outra dica &eacute; que os candidatos mantenham a rotina no dia anterior ao da prova para que o organismo n&atilde;o estranhe.</p> <p> O professor de hist&oacute;ria Paulo Eduardo dos Santos lembra que o apoio da fam&iacute;lia &eacute; fundamental. Pela experi&ecirc;ncia em sala de aula, ele relata que os pais e irm&atilde;os podem ser fonte de press&atilde;o ou trazer tranquilidade. &ldquo;A fam&iacute;lia, neste momento, tem que ajudar muito. Evitar jogar sobre o vestibulando uma grande press&atilde;o. &Agrave;s vezes, a fam&iacute;lia, na inten&ccedil;&atilde;o de ajudar, acaba gerando uma cobran&ccedil;a sobre o estudante que n&atilde;o &eacute; positiva porque ele tem que lutar para passar e tem a expectativa de n&atilde;o decepcionar todo mundo&rdquo;, explica.</p> <p> O Enem deste ano tem 7.173.574 de inscritos que v&atilde;o fazer as provas em 1.161 munic&iacute;pios. No primeiro dia, os estudantes fazem as provas de ci&ecirc;ncias humanas e ci&ecirc;ncias da natureza, com quatro horas e meia de dura&ccedil;&atilde;o. No segundo dia, as provas s&atilde;o de linguagens, c&oacute;digos, matem&aacute;tica e reda&ccedil;&atilde;o. O tempo aumenta para cinco horas e meia de dura&ccedil;&atilde;o.</p> <p> Do total de inscritos, a maioria j&aacute; concluiu o ensino m&eacute;dio (4.052.038) e est&aacute; na faixa et&aacute;ria de 21 a 30 anos (2.181.084).</p> <p> <img alt="" src="http://agenciabrasil.ebc.com.br/ckfinder/userfiles/images/Infograficos/2013/O-que-você-precisa-saber-sobre-o-Enem.png" style="width: 730px; height: 1400px;" /></p> <p> <i>Edi&ccedil;&atilde;o: Carolina Pimentel</i></p> <p> <i>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir o material &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></i></p> candidatos dicas Educação Enem estudo provas recomendações relaxar Wed, 23 Oct 2013 07:56:14 +0000 gracaadjuto 733483 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Cientistas ingleses descobrem substância que pode levar à cura de doenças como Alzheimer e Parkinson http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-10-12/cientistas-ingleses-descobrem-substancia-que-pode-levar-cura-de-doencas-como-alzheimer-e-parkinson <p>Heloisa Cristaldo<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil </em></p> <p> Bras&iacute;lia - Pesquisadores da Universidade de Leicester, na Gr&atilde;-Bretanha, descobriram a primeira subst&acirc;ncia qu&iacute;mica capaz de prevenir a morte do tecido cerebral em casos de doen&ccedil;as que causam degenera&ccedil;&atilde;o dos neur&ocirc;nios, como Alzheimer, mal de Parkinson e doen&ccedil;a de Huntington. Para a descoberta chegar aos pacientes, ainda &eacute; necess&aacute;rio que seja desenvolvido um medicamento com a subst&acirc;ncia.</p> <p> Nos testes feitos com camundongos em laborat&oacute;rio, cientistas identificaram que a subst&acirc;ncia pode prevenir a morte das c&eacute;lulas cerebrais causada por doen&ccedil;as pri&ocirc;nicas &ndash; que afetam as estruturas cerebrais ou outros tecidos neurais, que podem atingir o sistema nervoso tanto de humanos como de animais. A equipe do Conselho de Pesquisa M&eacute;dica da Unidade de Toxicologia da universidade priorizou os mecanismos naturais de defesa formados em c&eacute;lulas cerebrais.</p> <p> O estudo, publicado na revista cient&iacute;fica <em>Science Translational Medicine</em>, aponta que o composto foi originalmente desenvolvido para uma finalidade diferente, mas foi capaz de entrar no c&eacute;rebro a partir da corrente sangu&iacute;nea e parar a doen&ccedil;a. No entanto, a subst&acirc;ncia, al&eacute;m de proteger o c&eacute;rebro, causou a perda de peso nos ratos com diabetes, devido a danos no p&acirc;ncreas.</p> <p> Os pesquisadores estudaram camundongos com doen&ccedil;a de pr&iacute;on, porque esses ratos atualmente fornecem a melhor representa&ccedil;&atilde;o em animais de doen&ccedil;as neurodegenerativas humanas, em que o ac&uacute;mulo de prote&iacute;nas deformadas est&aacute; relacionado com a morte das c&eacute;lulas cerebrais.</p> <p> Segundo o l&iacute;der da equipe, professor Giovanna Mallucci, o estudo anterior j&aacute; previa que esse caminho poderia ser um alvo para a prote&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas do c&eacute;rebro em doen&ccedil;as neurodegenerativas. O tratamento precisa ser aprimorado para ser usado em seres humanos.</p> <p> &quot;Ainda estamos muito longe de uma droga &uacute;til para seres humanos &ndash; este composto tem efeitos secund&aacute;rios graves. Mas [&eacute; importante] o fato de que n&oacute;s estabelecemos que esta via pode ser manipulada para proteger contra a perda de c&eacute;lulas cerebrais. Em primeiro lugar, com ferramentas gen&eacute;ticas, e, agora, com um composto, significa que o desenvolvimento de tratamentos medicamentosos visando a esse caminho para pr&iacute;on e outras doen&ccedil;as neurodegenerativas &eacute; uma possibilidade real &quot;, disse Giovanna Mallucci.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Juliana Andrade</em></p> <p><em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></em></p> camundongos doenças degenerativas estudo grã-bretanha mal de Alzheimer mal de Parkinson neurônios pesquisa Saúde Universidade de Leicester Sat, 12 Oct 2013 20:49:21 +0000 julianas 732756 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Estudo mostra quantidade de vitamina K contida em 22 hortaliças http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-10-09/estudo-mostra-quantidade-de-vitamina-k-contida-em-22-hortalicas <p><img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/23/gallery_assist707513/prev/AgenciaBrasil111012AGENCIABRASIL_6.JPG" style="width: 300px; height: 225px; margin: 8px; float: right;" />Camila Maciel<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> S&atilde;o Paulo - Os brasileiros j&aacute; podem saber a quantidade de vitamina K contida em 22 hortali&ccedil;as produzidas no pa&iacute;s. Antes, profissionais de sa&uacute;de utilizavam a tabela nutricional americana. Um estudo da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) mostra que os n&uacute;meros dos Estados Unidos t&ecirc;m diferen&ccedil;as significativas dos valores encontrados na produ&ccedil;&atilde;o brasileira, seja para mais ou para menos.</p> <p> A quantidade da vitamina na acelga brasileira (150,12 microgramas (&micro;g) por 100 gramas), por exemplo, chega a ser cinco vezes menor do que a encontrada na hortali&ccedil;a produzida nos Estados Unidos, que tem cerca de 830 &micro;g/100g. A diferen&ccedil;a ocorre em raz&atilde;o do tipo de solo do cultivo, da quantidade de luz recebida, dos dados pluviom&eacute;tricos e das esta&ccedil;&otilde;es do ano.</p> <p> &quot;A import&acirc;ncia [de mensurar os alimentos brasileiros] &eacute; fazer com que a prescri&ccedil;&atilde;o de uma dieta rica em vitamina K no Brasil seja feita da forma mais precisa poss&iacute;vel&quot;, explica a qu&iacute;mica Simone Aparecida dos Santos Concei&ccedil;&atilde;o Faria, autora da tese de doutorado. As amostras para o estudo foram coletadas na Companhia de Entrepostos e Armaz&eacute;ns Gerais de S&atilde;o Paulo (Ceagesp) entre os dez maiores atacadistas que t&ecirc;m certifica&ccedil;&atilde;o.</p> <p> As hortali&ccedil;as de cor verde foram selecionadas para o estudo, por serem as maiores fontes da vitamina. Apenas a alface crespa mostrou valores nutricionais similares entre a produ&ccedil;&atilde;o norte-americana e a brasileira, com taxa de 127,84 &micro;g/100g. &quot;Todas as outras hortali&ccedil;as tiveram valores diferentes. A tabela utilizada n&atilde;o condiz com a nossa realidade&quot;, avaliou Simone. Ap&oacute;s publica&ccedil;&atilde;o em revista cient&iacute;fica, os dados do estudo ir&atilde;o compor a <a href="http://www.fcf.usp.br/tabela/">Tabela Brasileira de Composi&ccedil;&atilde;o de Alimentos</a> da USP.</p> <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/23/gallery_assist707513/prev/AgenciaBrasil_63.JPG" style="width: 300px; height: 225px; margin: 8px; float: left;" />Tiveram taxas levemente superiores no Brasil, hortali&ccedil;as como a alface americana (127,84&micro;g/100g ante 102,3&micro;g/100g na tabela americana) e a r&uacute;cula (127,84&micro;g/100g ante 108,6&micro;g/100g). No caso do repolho verde (352,79 &micro;g/100g ante 76,00 &micro;g/100g) e do br&oacute;colis comum (368,97 &micro;g/100g ante 101,6 &micro;g/100g), as diferen&ccedil;as chegaram a ser tr&ecirc;s e quatro vezes maiores, respectivamente.</p> <p> No sentido contr&aacute;rio, a salsa descrita na tabela norte-americana tem 1640 &micro;g/100g, enquanto a brasileira apresentou cerca de 500 &micro;g/100g. O espinafre tamb&eacute;m apresentou uma concentra&ccedil;&atilde;o de vitamina K menor na amostra colhida no Brasil: 375,01 &micro;g/100g ante 482,90 &micro;g/100g.</p> <p> A pesquisadora destacou que a vitamina tem papel importante para regular a coagula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea e que estudos recentes apontam a atua&ccedil;&atilde;o dela tamb&eacute;m na preven&ccedil;&atilde;o da osteoporose. Al&eacute;m disso, o estudo favorece uma prescri&ccedil;&atilde;o mais criteriosa de uma dieta para idosos que fazem uso de antibi&oacute;ticos e anti-inflamat&oacute;rios para tratamento de trombose ou embolia pulmonar, pois a vitamina K tem efeito inibidor desses medicamentos.</p> <p> Um trabalho anterior da nutricionista Wysllenny Nascimento de Souza revela uma ingest&atilde;o di&aacute;ria deficiente de vitamina K entre os brasileiros. A recomenda&ccedil;&atilde;o &eacute; de 90 &micro;g/dia para mulheres de 120 &micro;g/dia para homens. As taxas m&eacute;dias de consumo encontradas, no entanto, foram 88 &micro;g/dia para jovens, 98 &micro;g/dia para adultos e 104 &micro;g/dia para pessoas com mais de 60 anos.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Gra&ccedil;a Adjuto</em></p> <p> Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></p> estudo hortaliças Saúde USP vitamina K Wed, 09 Oct 2013 11:57:35 +0000 gracaadjuto 732478 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Unesco: 8,4 milhões de professores serão necessários no mundo até 2030 http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-10-03/unesco-84-milhoes-de-professores-serao-necessarios-no-mundo-ate-2030 <p> <em>Da <a href="http://www5.lusa.pt/lusaweb/subscriber/showhomepage">Ag&ecirc;ncia Lusa&nbsp;</a>&nbsp; </em></p> <p> Paris - A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia e a Cultura (Unesco) estima que at&eacute; 2030 ser&atilde;o necess&aacute;rios 8,4 milh&otilde;es de professores para assegurar as necessidades educacionais de todas as crian&ccedil;as do ensino prim&aacute;rio e secund&aacute;rio.</p> <p>Dados divulgados para marcar o Dia Mundial dos Professores, que se comemora no s&aacute;bado (5), mostram que o aumento da popula&ccedil;&atilde;o e o consequente crescimento da procura escolar torna necess&aacute;ria a exist&ecirc;ncia de mais 1,6 milh&atilde;o de professores prim&aacute;rios at&eacute; 2015 e de 3,3 milh&otilde;es at&eacute; 2030.</p> <p>O estudo mostra ainda que para assegurar o ensino secund&aacute;rio a todas as crian&ccedil;as, s&atilde;o necess&aacute;rios mais 3,5 milh&otilde;es de professores at&eacute; 2015 e 5,1 milh&otilde;es nos 15 anos seguintes.</p> <p>Considerando que todas as regi&otilde;es do mundo s&atilde;o afetadas pela falta de professores, o estudo destaca que a situa&ccedil;&atilde;o &quot;mais preocupante&quot; &eacute; registrada na &Aacute;frica Subsaariana, onde se localiza um ter&ccedil;o dos pa&iacute;ses que t&ecirc;m falta de profissionais. A Unesco prev&ecirc; que para atender &agrave; procura nessa regi&atilde;o, ser&aacute; necess&aacute;rio formar mais 2,1 milh&otilde;es de professores.</p> <p>Os pa&iacute;ses &aacute;rabes, onde nos pr&oacute;ximos 15 anos haver&aacute; 9,5 milh&otilde;es de novos alunos na escola prim&aacute;ria, ficam em segundo lugar no <em>ranking</em> de car&ecirc;ncia de professores e requerem 500 mil novos profissionais para tornar a educa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria universal. No interior dessas regi&otilde;es h&aacute; fortes disparidades.</p> <p>Segundo as Na&ccedil;&otilde;es Unidas, se a atual tend&ecirc;ncia for mantida, pa&iacute;ses como a Eti&oacute;pia, os Camar&otilde;es, a Nam&iacute;bia, o Lesoto, a Maurit&acirc;nia ou o I&ecirc;men conseguir&atilde;o dar resposta &agrave;s necessidades educativas de todas as crian&ccedil;as em idade escolar prim&aacute;ria at&eacute; 2015.</p> <p>Devido ao aumento do n&uacute;mero de alunos, estima-se que em pa&iacute;ses como a Costa do Marfim, Eritreia, o Malaui ou a Nig&eacute;ria a necessidade de docentes seja maior em 2030. Segundo o estudo, apesar de os professores do ensino secund&aacute;rio continuarem a aumentar em todo o mundo, tamb&eacute;m s&atilde;o necess&aacute;rios professores com conhecimentos espec&iacute;ficos sobre cada mat&eacute;ria.</p> <p>A &Aacute;frica Subsaariana representa 46% das car&ecirc;ncias desses professores em todo o mundo, acrescenta a Unesco, que espera que a pol&iacute;tica de contrata&ccedil;&atilde;o iniciada em v&aacute;rios pa&iacute;ses h&aacute; uma d&eacute;cada comece a dar frutos.</p> <p>&quot;Se a tend&ecirc;ncia se confirmar, 42% dos 148 pa&iacute;ses com car&ecirc;ncias dever&atilde;o superar a falta de professores at&eacute; 2015. Em 2030, ser&atilde;o 80% [dos pa&iacute;ses]&quot;, conclui a Unesco, que discutir&aacute; o assunto amanh&atilde; (4), em sess&atilde;o especial na sua sede em Paris.</p> crianças Dia Mundial dos Professores ensino primário estudo Internacional necessidade professores secundário Unesco Thu, 03 Oct 2013 12:48:47 +0000 gracaadjuto 732040 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil Mortalidade por câncer é menor nos países europeus que gastam mais em saúde http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-09-28/mortalidade-por-cancer-e-menor-nos-paises-europeus-que-gastam-mais-em-saude <p><em>Da <a href="http://www.lusa.pt/default.aspx?page=home">Ag&ecirc;ncia Lusa</a></em></p> <p> Madri &ndash; A mortalidade por c&acirc;ncer &eacute; menor nos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia com maior despesa sanit&aacute;ria, especialmente em casos de c&acirc;ncer de mama, mostra estudo apresentado no Congresso Europeu de C&acirc;ncer 2013, em Amesterd&atilde;, capital holandesa.</p> <p>Nos pa&iacute;ses que gastam em sa&uacute;de menos de US$ 2.000 anuais por pessoa, como a Rom&ecirc;nia, Pol&ocirc;nia e Hungria, cerca de 60% dos doentes morrem ap&oacute;s o diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a, enquanto nos que despendem entre US$ 2.500 e US$ 3.000, como Portugal, a Espanha e o Reino Unido, a mortalidade fica entre 40% e 50%. Na Fran&ccedil;a, B&eacute;lgica e Alemanha, com gasto acima de US$ 4.000, a mortalidade est&aacute; abaixo de 40%.</p> <p>Segundo os autores do estudo, citados pela Ag&ecirc;ncia EFE, a riqueza e o maior gasto sanit&aacute;rio est&atilde;o associados tanto a uma maior incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer, quanto &agrave; menor mortalidade pela doen&ccedil;a. O trabalho est&aacute; publicado na revista cient&iacute;fica especializada <em>Annals of Oncology</em>.</p> <p>Um dos autores, o oncologista espanhol Felipe Ades, destacou que quanto mais dinheiro se destina &agrave; sa&uacute;de, menor &eacute; o n&uacute;mero de mortes ap&oacute;s o diagn&oacute;stico de um c&acirc;ncer e que essa rela&ccedil;&atilde;o &eacute; &ldquo;mais evidente&rdquo; no caso do c&acirc;ncer de mama.</p> <p>Os investigadores tamb&eacute;m observaram que, apesar de todas as iniciativas para harmonizar as pol&iacute;ticas sanit&aacute;rias p&uacute;blicas, h&aacute; uma &ldquo;diferen&ccedil;a significativa&rdquo; entre o gasto sanit&aacute;rio e a incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer nos 27 estados da Uni&atilde;o Europeia, que &eacute; ainda mais clara entre os pa&iacute;ses europeus orientais e ocidentais.</p> <p>O estudo analisa os motivos da maior incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a nos pa&iacute;ses da Europa Ocidental, mas sugere que este fato se deve em parte &agrave; exist&ecirc;ncia de maior n&uacute;mero de programas de triagem, que permitem detectar casos de c&acirc;ncer nas fases mais precoces e mais trat&aacute;veis terapeuticamente.</p> Amsterdã câncer câncer de mama Congresso Europeu de Câncer estudo gastos Holanda Internacional mortalidade países europeus Saúde união europeia Sat, 28 Sep 2013 15:48:19 +0000 gracaadjuto 731685 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil OIT: trabalho infantil no mundo é reduzido em um terço entre 2000 e 2012 http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-09-23/oit-trabalho-infantil-no-mundo-e-reduzido-em-um-terco-entre-2000-e-2012 <p><img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/24/gallery_assist672483/prev/10062011ABr002.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin: 8px; float: right;" />Carolina Sarres<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Bras&iacute;lia - Os casos de trabalho infantil no mundo tiveram redu&ccedil;&atilde;o de um ter&ccedil;o entre 2000 e 2012, segundo dados do estudo Medir o Progresso na Luta contra o Trabalho Infantil: Estimativas e Tend&ecirc;ncias, divulgado hoje (23) pela Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT). O n&uacute;mero de crian&ccedil;as e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalhando nos &uacute;ltimos 12 anos caiu de 246 milh&otilde;es para 168 milh&otilde;es.</p> <p> Para a OIT, o avan&ccedil;o no combate ao trabalho infantil foi poss&iacute;vel devido &agrave; intensifica&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e da prote&ccedil;&atilde;o social das crian&ccedil;as e dos adolescentes nos &uacute;ltimos anos, acompanhada pela ades&atilde;o a conven&ccedil;&otilde;es da organiza&ccedil;&atilde;o e pela ado&ccedil;&atilde;o de marcos legislativos s&oacute;lidos no &acirc;mbito nacional. A institui&ccedil;&atilde;o verificou que os maiores progressos na queda do uso desse tipo de m&atilde;o de obra ocorreu entre 2008 e 2012.</p> <p> De acordo com a OIT, essa redu&ccedil;&atilde;o, no entanto, n&atilde;o &eacute; suficiente para eliminar as piores formas de trabalho infantil - meta assumida pela comunidade internacional em parceria com a organiza&ccedil;&atilde;o, por meio da<a href="http://www.oitbrasil.org.br/node/518"> Conven&ccedil;&atilde;o 182</a>. A estimativa &eacute; que mais da metade das crian&ccedil;as envolvidas em algum tipo de trabalho exercem atividades consideradas perigosas.</p> <p> &ldquo;Estamos nos movendo na dire&ccedil;&atilde;o correta, mas os progressos ainda s&atilde;o muito lentos. Se realmente queremos acabar com o flagelo do trabalho infantil no futuro pr&oacute;ximo, &eacute; necess&aacute;rio intensificar os esfor&ccedil;os em todos os n&iacute;veis. Existem 168 milh&otilde;es de boas raz&otilde;es para faz&ecirc;-lo&rdquo;, declarou o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.</p> <p> As piores formas de trabalho infantil s&atilde;o as consideradas perigosas - atividade ou ocupa&ccedil;&atilde;o, por crian&ccedil;as ou adolescentes, que tenham efeitos nocivos &agrave; seguran&ccedil;a f&iacute;sica ou mental, ao desenvolvimento ou &agrave; moral da pessoa. O trabalho dom&eacute;stico, por exemplo, &eacute; considerado uma das piores formas. Segundo a OIT, aproximadamente <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-06-11/trabalho-domestico-envolve-mais-de-15-milhoes-de-criancas-em-todo-mundo">15 milh&otilde;es de crian&ccedil;as est&atilde;o envolvidas</a> nesse tipo de atividade. S&oacute; <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-08/quase-260-mil-criancas-e-adolescentes-trabalham-como-domesticos-no-brasil">no Brasil</a>, s&atilde;o quase 260 mil.</p> <p> A divulga&ccedil;&atilde;o do estudo levou em considera&ccedil;&atilde;o a proximidade da <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-11-12/brasil-vai-sediar-conferencia-global-sobre-trabalho-infantil">3&ordf; Confer&ecirc;ncia Global sobre Trabalho Infantil</a>, que ser&aacute; realizada em Bras&iacute;lia, em outubro.</p> <p> Regionalmente, o maior n&uacute;mero de crian&ccedil;as em atividade no mercado de trabalho est&aacute; na &Aacute;sia - 78 milh&otilde;es, cerca de 46% do total. Proporcionalmente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, no entanto, o Continente Africano &eacute; o que concentra o maior percentual de menores de 18 anos envolvidos nesse tipo de atividade, 21%.</p> <p> Em rela&ccedil;&atilde;o ao setor em que crian&ccedil;as e adolescentes s&atilde;o encontrados trabalhando com maior frequ&ecirc;ncia, a agricultura &eacute; o que tem a maior concentra&ccedil;&atilde;o, 59% dos casos (98 milh&otilde;es). Os setores de servi&ccedil;os (54 milh&otilde;es) e da ind&uacute;stria (12 milh&otilde;es) tamb&eacute;m mostram incid&ecirc;ncia de uso de m&atilde;o de obra infantil, especialmente na economia informal.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Gra&ccedil;a Adjuto</em></p> <p> Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong><br /> &nbsp;</p> adolescentes Cidadania crianças estudo OIT trabalho infantil Mon, 23 Sep 2013 09:32:25 +0000 gracaadjuto 731234 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil