Sahitisuchus fluminensis http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/taxonomy/term/181766/all pt-br Paleontólogos apresentam mais antiga espécie de réptil descrita no Rio http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2014-01-15/paleontologos-apresentam-mais-antiga-especie-de-reptil-descrita-no-rio <p>Vin&iacute;cius Lisboa<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/25/gallery_assist738278/prev/museu_ci%C3%AAncias_urca_0111.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin: 5px; float: right;" />Rio de Janeiro - Paleont&oacute;logos do Servi&ccedil;o Geol&oacute;gico do Brasil (CPRM) apresentaram hoje (15) a descoberta de uma nova esp&eacute;cie de crocodilomorfo, a partir de um f&oacute;ssil encontrado h&aacute; 70 anos no munic&iacute;pio de Itabora&iacute;, na regi&atilde;o metropolitana. Batizado de <em>Sahitisuchus fluminensis </em>- crocodilo guerreiro do Rio de Janeiro - o parente distante dos jacar&eacute;s e crocodilos &eacute; o mais antigo r&eacute;ptil descrito no estado.</p> <p> A esp&eacute;cie era exclusivamente terrestre, podia passar dos dois metros de comprimento e ter 1,2 metro de altura, j&aacute; que n&atilde;o rastejava como os crocodilomorfos atuais. O animal tinha uma postura mais parecida com a de um javali, com pernas mais fechadas e eretas. Maior predador da regi&atilde;o em seu tempo, ele se alimentava principalmente de pequenos mam&iacute;feros, como os abundantes marsupiais pelos quais o dep&oacute;sito de calc&aacute;rio de S&atilde;o Jos&eacute;, em Itabora&iacute;, &eacute; reconhecido mundialmente.</p> <p> Apesar de ter sobrevivido &agrave; grande extin&ccedil;&atilde;o dos dinossauros, h&aacute; cerca de 65 milh&otilde;es de anos, o crocodilo guerreiro e seu grupo de sebecoss&uacute;quios, no Rio, foi extinto milh&otilde;es de anos depois, sem deixar sucessores. Ainda n&atilde;o se sabe a causa da extin&ccedil;&atilde;o, mas o paleont&oacute;logo Andr&eacute; Pinheiro aponta duas hip&oacute;teses: a primeira &eacute; que ele n&atilde;o resistiu &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas na &eacute;poca. Outra possibilidade &eacute; a competi&ccedil;&atilde;o com mam&iacute;feros carn&iacute;voros que chegaram da Am&eacute;rica do Norte, no per&iacute;odo Mioceno, h&aacute; at&eacute; 23 milh&otilde;es de anos.</p> <p> Esp&eacute;cies parecidas com o <em>Sahitisuchus fluminensis</em> j&aacute; foram encontradas, principalmente na Argentina, mas detalhes anat&ocirc;micos como a aus&ecirc;ncia de uma fenestra mandibular externa justificam a classifica&ccedil;&atilde;o da descoberta como uma esp&eacute;cie nova. A descoberta revela uma caracter&iacute;stica &uacute;nica da Bacia S&atilde;o Jos&eacute;, em Itabora&iacute;: o local abrigou formas mais modernas de crocodilomorfos, como o <em>Eocaiman itaboraiensis.</em></p> <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/25/gallery_assist738278/prev/museu_ci%C3%AAncias_urca_0107.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin: 5px; float: left;" />O f&oacute;ssil foi descoberto na d&eacute;cada de 40, quando o dep&oacute;sito de calc&aacute;rio ainda era explorado pela Companhia Nacional de Cimento Portland Mau&aacute;, que extraiu o mineral do local entre 1933 e 1984. Por se saber a import&acirc;ncia paleontol&oacute;gica da regi&atilde;o, os trabalhos eram acompanhados por especialistas do Departamento Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral, que identificavam os f&oacute;sseis. Por dificuldades para preparar o f&oacute;ssil para os estudos, ele permaneceu guardado no Museu de Ci&ecirc;ncias da Terra at&eacute; 2011, quando um financiamento de R$ 8 mil deu in&iacute;cio &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o, que durou um ano. Seis meses foram gastos na pesquisa e oito meses na prepara&ccedil;&atilde;o da publica&ccedil;&atilde;o na revista cient&iacute;fica <em>Plos One</em>.</p> <p> &quot;Quando voc&ecirc; come&ccedil;a uma pesquisa paleontol&oacute;gica, precisa de um laborat&oacute;rio de prepara&ccedil;&atilde;o, preparadores e curadores de f&oacute;sseis, bibliografia adequada para isso, e precisa de gente. Tem que formar tudo isso. E, como no Brasil tudo &eacute; novo, voc&ecirc; tem muitas vezes que come&ccedil;ar do zero&quot;, disse o pesquisador Di&oacute;genes de Almeida Campos, que coordenou o trabalho ao lado de Alexander Kellner, paleont&oacute;logo do Museu Nacional.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Marcos Chagas</em></p> <p> <i>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias, &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></i></p> Agência Brasil crocodilomorfo espécie Itaboraí paleontólogos Pesquisa e Inovação réptil rio de janeiro Sahitisuchus fluminensis Wed, 15 Jan 2014 15:15:27 +0000 mchagas 738281 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil