renascimento da região portuária http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/taxonomy/term/177528/all pt-br Região portuária do Rio poderá ter 100 mil moradores em duas décadas, estima concessionária http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-10-27/regiao-portuaria-do-rio-podera-ter-100-mil-moradores-em-duas-decadas-estima-concessionaria <p style="margin-bottom: 0cm">Vladimir Platonow<br /> <i>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</i></p> <p> <img alt="" src="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/3/gallery_assist639716/prev/ABr251013PZB010.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin: 3px; float: right;" />Rio de Janeiro &ndash; O n&uacute;mero de moradores na regi&atilde;o portu&aacute;ria do Rio poder&aacute; mais que triplicar em duas d&eacute;cadas, saltando dos atuais 28 mil habitantes para cerca de 100 mil. Para isso, o sistema vi&aacute;rio, por exemplo, est&aacute; sendo totalmente reformulado. Uma das a&ccedil;&otilde;es mais pol&ecirc;micas &eacute; a derrubada do Elevado da Perimetral, viaduto com 4 quil&ocirc;metros de extens&atilde;o, fazendo a liga&ccedil;&atilde;o da Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niter&oacute;i com o centro e a zona sul. O in&iacute;cio da demoli&ccedil;&atilde;o est&aacute; marcado para o dia 2 de novembro.</p> <p style="margin-bottom: 0cm">A estimativa para a ocupa&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o &eacute; do diretor presidente da Concession&aacute;ria Porto Novo, Jos&eacute; Renato Ponte, que vistoriou sexta-feira (25) as obras dos t&uacute;neis que est&atilde;o sendo constru&iacute;dos na &aacute;rea, acompanhado pela imprensa. &ldquo;O que existe de previs&atilde;o de potencial de constru&ccedil;&atilde;o &eacute; cerca de 4,5 milh&otilde;es de metros quadrados. A gente imagina que, em um prazo de 15 ou 20 anos, tenham 100 mil pessoas, sendo que hoje existem 28 a 30 mil pessoas morando na regi&atilde;o&rdquo;, disse Ponte.</p> <p style="margin-bottom: 0cm">A regi&atilde;o portu&aacute;ria do Rio foi pr&oacute;spera at&eacute; meados do s&eacute;culo passado, quando come&ccedil;ou a entrar em decl&iacute;nio, e hoje &eacute; formada por muitos armaz&eacute;ns abandonados e casas antigas, muitas em estado de ru&iacute;na. O Projeto Porto Maravilha, concebido pela prefeitura do Rio, com apoio do governo federal, se prop&otilde;e a reverter, em poucos anos, essa situa&ccedil;&atilde;o de abandono.</p> <p style="margin-bottom: 0cm">Para absorver o tr&aacute;fego pesado de ve&iacute;culos que utilizam o Elevado da Petrimetral, foi constru&iacute;da uma pista interna, chamada de Via Bin&aacute;rio do Porto, com 3,5 quil&ocirc;metros, incluindo dois t&uacute;neis: um com 80 metros e outro com 1.480 metros. A Avenida Rodrigues Alves, que corre paralelamente ao cais do porto, sob o elevado, ser&aacute; parcialmente substitu&iacute;da por um outro t&uacute;nel, com 2.570 metros, que far&aacute; parte da Via Expressa, prevista para ser entregue em 2016. Com isso, a superf&iacute;cie ser&aacute; transformada em um grande cal&ccedil;ad&atilde;o arborizado, resgatando o contato da popula&ccedil;&atilde;o com o porto e o mar.</p> <p style="margin-bottom: 0cm">O diretor presidente da Concession&aacute;ria Porto Novo garantiu que os novos t&uacute;neis, que passar&atilde;o a at&eacute; 46 metros de profundidade, muito abaixo do n&iacute;vel do mar, n&atilde;o correr&atilde;o risco de sofrerem alagamentos com eventuais chuvas fortes, o que provocaria o caos no tr&acirc;nsito da regi&atilde;o central, pois ter&atilde;o sistemas autom&aacute;ticos de bombeamento e drenagem.</p> <p style="margin-bottom: 0cm">&ldquo;N&oacute;s estamos usando todas as tecnologias e as normas mais seguras para que as pessoas possam transitar pelos t&uacute;neis. Ent&atilde;o, todos os sistemas de drenagem, de seguran&ccedil;a e de supervis&atilde;o t&ecirc;m redund&acirc;ncias extremas, n&atilde;o h&aacute; o menor risco [de inundar]. &Eacute; risco zero de alagamento&rdquo;, afirmou.</p> <p style="margin-bottom: 0cm">Al&eacute;m das pistas para carros, est&aacute; prevista uma malha de 28 quil&ocirc;metros, por onde passar&atilde;o os chamados ve&iacute;culos leves sobre trilhos (VLTs), que ter&atilde;o 42 pontos de embarque e desembarque, com capacidade para absorver at&eacute; 300 mil passageiros/dia, fazendo a conex&atilde;o do centro e da regi&atilde;o portu&aacute;ria com o Aeroporto Santos Dumont.</p> <p style="margin-bottom: 0cm">Os investimentos que est&atilde;o sendo feitos em infraestrutura, obras e servi&ccedil;os na regi&atilde;o portu&aacute;ria chegam a R$ 7,6 bilh&otilde;es que ser&atilde;o aplicados durante 15 anos. Os recursos, segundo Ponte, n&atilde;o v&ecirc;m do Tesouro nem da prefeitura, mas de certificados de constru&ccedil;&atilde;o que foram comercializados com a iniciativa privada, em troca de permiss&atilde;o para aumentar o tamanho dos im&oacute;veis.</p> <p style="margin-bottom: 0cm">&ldquo;A &aacute;rea concedida tem 5 milh&otilde;es de metros quadrados. Nesta &aacute;rea, a prefeitura destacou uma de 1 milh&atilde;o de metros quadrados, onde hoje est&atilde;o armaz&eacute;ns abandonados, criando um potencial adicional de constru&ccedil;&atilde;o, permitindo que novos empreendimentos sejam desenvolvidos. Para construir esse adicional, &eacute; necess&aacute;rio adquirir a outorga, atrav&eacute;s dos t&iacute;tulos chamados Cepacs [Certificado de Potencial Adicional de Constru&ccedil;&atilde;o]. A ind&uacute;stria imobili&aacute;ria, para construir, adquire o Cepac. E tudo o que est&aacute; sendo feito aqui &eacute; custeado com os recursos arrecadados com a venda dos Cepacs. N&atilde;o existe nenhum recurso, nesta &aacute;rea de 5 milh&otilde;es de metros quadrados, que venha do Tesouro ou dos cofres da prefeitura&rdquo;, garantiu Ponte.</p> <p style="margin-bottom: 0cm">O diretor presidente da Concession&aacute;ria Porto Novo disse que a constru&ccedil;&atilde;o de im&oacute;veis na regi&atilde;o est&aacute; apontando para um equil&iacute;brio de 50% de unidades comerciais, principalmente escrit&oacute;rios, e 50% de unidades habitacionais, o que ser&aacute; uma garantia de que a &aacute;rea ser&aacute; permanentemente ocupada por moradias, ao contr&aacute;rio do centro antigo, que &eacute; quase totalmente ocupado s&oacute; por empresas.</p> <p style="margin-bottom: 0cm"><i>Edi&ccedil;&atilde;o: Davi Oliveira</i></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. 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