premio nobel de física http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/taxonomy/term/176177/all pt-br Pesquisadores brasileiros se sentem contemplados com o Prêmio Nobel de Física de 2013 http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2013-10-09/pesquisadores-brasileiros-se-sentem-contemplados-com-premio-nobel-de-fisica-de-2013 <p>Cristina Indio do Brasil<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Rio de Janeiro - O professor de engenharia el&eacute;trica do Instituto Alberto Luiz Coimbra de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o e Pesquisa de Engenharia(Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Jos&eacute; Manoel de Seixas, disse que os pesquisadores brasileiros que integram a Organiza&ccedil;&atilde;o Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern) [Conseil Europ&eacute;en pour la Recherche Nucl&eacute;aire, na antiga sigla em franc&ecirc;s] se sentem reconhecidos com o <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-10-08/cientistas-belga-e-britanico-sao-os-vencedores-do-premio-nobel-de-fisica" target="_blank">an&uacute;ncio do Pr&ecirc;mio Nobel de F&iacute;sica de 2013 </a>para os cientistas brit&acirc;nico Peter Higgs e&nbsp; belga Fran&ccedil;ois Englert.&nbsp;</p> <p> Higgs e Englert receberam o Nobel pelo desenvolvimento de pesquisas sobre a teoria que explica como as part&iacute;culas adquirem massa. A teoria que foi proposta de forma independente em 1964, e, em 2012, as pesquisas dos cientistas foram confirmadas a partir da descoberta de part&iacute;cula identificada por Higgs em pesquisas em Genebra, na Su&iacute;&ccedil;a nos detectores&nbsp; Atlas (A Toroidal LHC Apparatus) e CMS (Compact Muon Solenoid), conduzidas no Large Hadron Collider (LHC) da Cern. A part&iacute;cula foi batizada de b&oacute;son de Higgs, mas tamb&eacute;m &eacute; conhecida como a part&iacute;cula de Deus.</p> <p> &ldquo;A decis&atilde;o da academia sueca de dar os pr&ecirc;mios tem um componente fundamental na Cern, nos detectores Atlas e CMS, que finalmente viram que aquela part&iacute;cula existia e comprovaram experimentalmente. Ent&atilde;o essa &eacute; a sensa&ccedil;&atilde;o do pessoal experimental que claramente est&aacute; contemplado neste Pr&ecirc;mio Nobel&rdquo;, explicou, em entrevista &agrave;<strong> Ag&ecirc;ncia Brasil</strong>, o professor que foi um dos primeiros brasileiros a integrar os grupos de pesquisa da Cern.</p> <p> A parceria entre a Cern e a Coppe come&ccedil;ou quando um grupo de professores do instituto visitou as instala&ccedil;&otilde;es da organiza&ccedil;&atilde;o na Su&iacute;&ccedil;a, em 1988, e passou a participar do projeto. Em setembro de 2008, a Cern acionou o maior acelerador de part&iacute;culas constru&iacute;do at&eacute; hoje, o LHC.</p> <p> Segundo Jos&eacute; Manoel Seixas, professores de seis universidades federais, entre elas a da Bahia, a de S&atilde;o Paulo, a do Rio de Janeiro e a Federal Fluminense, participam dos estudos do maior detector do LHC, o Atlas. Ele &eacute; operado por 3.800 pesquisadores em uma colabora&ccedil;&atilde;o internacional de 38 pa&iacute;ses. A equipe brasileira &eacute; coordenada por Seixas e pelo professor do Instituto de F&iacute;sica da UFRJ, Fernando Marroquim.</p> <p> &ldquo;O Brasil est&aacute; desde a primeira forma&ccedil;&atilde;o do Atlas quando foi feita a carta de inten&ccedil;&otilde;es do experimento deste porte para o LHC. N&oacute;s temos uma participa&ccedil;&atilde;o bastante intensa. A parte de eletr&ocirc;nica foi feita aqui no Brasil, a partir de projeto da Coppe. &Eacute; um conjunto grande de pesquisadores de f&iacute;sicos, engenheiros e inform&aacute;ticos. O Pr&ecirc;mio Nobel &eacute; uma alegria, mas &eacute; apenas um peda&ccedil;o de caminho. O Brasil est&aacute; como um ator importante e n&atilde;o coadjuvante nesse cen&aacute;rio eletrizante que &eacute; o trabalho com a Cern&rdquo;, disse.</p> <p> Para o pesquisador, os cientistas agora ter&atilde;o que se aprofundar para completar as pesquisas sobre o b&oacute;son de Higgs. &ldquo; O Cern e todos os institutos est&atilde;o voltados para um programa de pesquisa e desenvolvimento de melhorias, tanto na m&aacute;quina aceleradora, quanto nos aceleradores. Estamos envolvidos em projetos que tentam melhorar o Atlas, para em um processo que vai at&eacute; 2023, atingir o m&aacute;ximo da m&aacute;quina&rdquo;, adiantou Seixas.</p> <p> O professor Fernando Marroquim disse &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong> que soube com satisfa&ccedil;&atilde;o do pr&ecirc;mio sobre a descoberta da part&iacute;cula de Higgs, que desde 1964 aguardava a comprova&ccedil;&atilde;o. &ldquo;&Eacute; um grande feito da ci&ecirc;ncia. &Eacute; sempre bom participar de um grupo de import&acirc;ncia e de grande experi&ecirc;ncia. Estou bastante satisfeito de participar da experi&ecirc;ncia que comprovou a parte te&oacute;rica&rdquo;, contou.</p> <p> <em>F&aacute;bio Massalli</em></p> <p> Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. 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