educação para o campo http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/taxonomy/term/141003/all pt-br Encontro reúne 7 mil pequenos agricultores em Brasília http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2012-08-21/encontro-reune-7-mil-pequenos-agricultores-em-brasilia <p> Thais Leit&atilde;o<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Bras&iacute;lia - O Pavilh&atilde;o de Exposi&ccedil;&otilde;es do Parque da Cidade, em Bras&iacute;lia, transformou-se em um grande acampamento de trabalhadores e trabalhadoras ligados ao campo de v&aacute;rias regi&otilde;es do pa&iacute;s. Pelo espa&ccedil;o, espalham-se barracas que abrigam aproximadamente 7 mil pessoas, segundo os organizadores do Encontro Unit&aacute;rio dos Trabalhadores, Trabalhadoras e Povos do Campo, das &Aacute;guas e das Florestas, n&uacute;mero estimado a partir do n&uacute;mero de inscritos no evento.</p> <p> O evento ocorre at&eacute; amanh&atilde; (22), quando est&aacute; programada uma marcha pela Esplanada dos Minist&eacute;rios, e tem o objetivo de promover debates ligados ao desenvolvimento sustent&aacute;vel do campo, como reforma agr&aacute;ria, agroecologia e educa&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o campesina.</p> <p> Acampada com cinco pessoas, a paranaense Carmem L&uacute;cia de Oliveira, de 54 anos, disse que veio &agrave; capital federal com a esperan&ccedil;a de fortalecer seu sonho de ter um peda&ccedil;o de terra para plantar. Ela vive h&aacute; 13 anos em uma comunidade ribeirinha na cidade de Icara&iacute;ma (PR), pr&oacute;xima &agrave; divisa com o Mato Grosso do Sul. Sem saber trabalhar em outra atividade que n&atilde;o a agricultura, ela disse resistir &agrave; ideia de se mudar para a cidade.</p> <p> &ldquo;A gente sempre trabalhou para os fazendeiros, fomos criados na ro&ccedil;a, n&atilde;o posso ir para a cidade, porque n&atilde;o vou ter o que fazer l&aacute;. Meu sonho &eacute; ter meu peda&ccedil;o de terra para plantar para a minha fam&iacute;lia e tamb&eacute;m para o homem da cidade&rdquo;, disse.</p> <p> O pequeno agricultor Iuri Gon&ccedil;alves, de 24 anos, n&atilde;o precisou viajar para refor&ccedil;ar suas reivindica&ccedil;&otilde;es. Morador do Distrito Federal, ele levou o filho, Kalel Iuri, de dois meses, e disse que tamb&eacute;m pretende ver a agricultura familiar ganhar mais espa&ccedil;o no pa&iacute;s.</p> <p> &ldquo;Somos n&oacute;s que alimentamos o brasileiro e precisamos de mais apoio por meio de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Trouxe meu filho rec&eacute;m-nascido porque temos que nos unir e aprender a import&acirc;ncia de lutar pelos nossos direitos desde cedo&rdquo;, disse.</p> <p> Para alimentar os participantes do encontro, foram montadas cozinhas comunit&aacute;rias abastecidas por produtos trazidos pelos movimentos sociais. Todos os alimentos s&atilde;o frutos da atividade de pequenos agricultores. Na cozinha administrada por integrantes de organiza&ccedil;&otilde;es de Pernambuco, do Cear&aacute; e Piau&iacute;, a panela do feij&atilde;o-tropeiro foi a primeira a ficar vazia no almo&ccedil;o de hoje (21), segundo M&aacute;rcia Socorro, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) piauiense.</p> <p> &ldquo;Foi o que fez mais sucesso hoje. Fizemos bastante comida, mas o povo gostou do feij&atilde;o-tropeiro e acabou rapidinho&rdquo;, disse enquanto servia macarr&atilde;o aos participantes que formavam fila.</p> <p> J&aacute; na cozinha montada pelo MST da Bahia, a farofa de cuscuz e a carne de sol foram os pratos preferidos. &ldquo;Estava muito gostoso e todo mundo quis comer um pouquinho&rdquo;, brincou Helena Amorim, integrante do movimento e uma das respons&aacute;veis pelo preparo da comida.</p> <p> No local, a diversidade cultural brasileira tamb&eacute;m &eacute; evidenciada em pequenas barracas montadas para comercializa&ccedil;&atilde;o de produtos artesanais. Em uma delas, mulheres que vivem em uma comunidade agr&iacute;cola da cidade de Itaber&aacute;, em S&atilde;o Paulo, vendem sabonetes medicinais, como os feito &agrave; base de cal&ecirc;ndula.</p> <p> As trabalhadoras garantem que, entre outras vantagens, os produtos s&atilde;o bons para alergia, cravo e feridas na pele. &quot;A gente usa e tamb&eacute;m passa nos nossos filhos. Por isso, vemos que realmente funciona&quot;, disse a camponesa Terezinha Mariano, que tamb&eacute;m produz xaropes com ervas medicinais.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: F&aacute;bio Massalli</em></p> agricultor agroecologia campones camponeses das Águas e das Florestas desenvolvimento sustentável no campo educação para o campo encontro encontro unitário dos trabalhadores Nacional Parque da Cidade pequenos agricultores reforma agrária Trabalhadoras e Povos do Campo Tue, 21 Aug 2012 20:14:01 +0000 fabio.massalli 701557 at http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil